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Por que o streaming de músicas está com tanta evidência hoje?

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Todo mundo sabe que o mundo hoje é mobile. Tudo o que você precisa muitas vezes e ter um smartphone no bolso, e pronto: você tem acesso à uma série de recursos e funcionalidades, que em um passado não muito distante (15 a 20 anos) só estavam em seu computador. E essa tendência não vai mudar, uma vez que hoje temos smartphones e tablets com preços competitivos.

E todo esse grande grupo de usuários quer fazer uma coisa: ouvir música em qualquer lugar. Na verdade, sempre quis. A diferença é que hoje eles não querem nem mais baixar a música em seus dispositivos, adotando o streaming de músicas de forma cada vez mais intensa.

De acordo com o NPD Group, estamos ouvindo cada vez mais músicas, e falando cada vez menos com nossos amigos e familiares por voz. Hoje, serviços como Facebook Messenger e WhatsApp são muito populares, e podem ser utilizados ao mesmo tempo que você ouve a nova música do seu artista favorito. E não falo só por mim: 56% dos usuários de smartphones usam o seu dispositivo para, de forma prioritária, ouvir música. Mais do que ver vídeos no YouTube ou Netflix. Mais do que jogar os games mais populares.

As rádios tradicionais estão aproveitando esse momento, ficando mais presentes em serviços como o TuneIn e o iHeart, para aumentar a sua audiência. O Twitter adotou o #Music, o que deve reter ainda mais o seu público na utilização do seu serviço.

Ou seja, o streaming de músicas pela internet se tornaram uma solução para o público e para os membros da indústria da música. E as pessoas não se limitam a ouvir música em qualquer lugar, mas também a música de todo o mundo, sem limites, e o que é melhor: pagando muito pouco (quando não é de graça).

Por que isso está acontecendo?

1. O áudio é algo mais permanente

Os vídeos em dispositivos móveis podem ter mais visibilidade das agências, mas o áudio permanece por mais tempo na relação de uso com os usuários. Você não consegue ver vídeos enquanto você está dirigindo, ou trabalhando (as pessoas que REALMENTE trabalham não conseguem), mas é possível fazer as duas coisas ouvindo uma música. Além disso, invariavelmente, existem limitações técnicas para a reprodução plena de vídeos em dispositivos móveis (a.k.a. banda de internet). No caso das músicas, o streaming é muito mais prático, ainda mais com o uso do buffer.

2. Passivo vs ativo

Para quem trabalha durante 8 horas por dia (com uma hora de almoço em média), é muito mais prático viver com música. Nós vivemos para trabalhar, basicamente, e nesse meio tempo é mais viável ouvir as nossas músicas durante a rotina diária. E nesse caso, a música atua como agente passivo da nossa rotina, sem comprometer a nossa produtividade (para a maioria das pessoas). Eu mesmo como blogueiro sou um ser humano mais feliz ouvindo minhas músicas e podcasts enquanto digito esses textos que vocês estão lendo.

3. Controle e co-criação

Usando serviços como o Pandora (por exemplo), você pode ser o próprio programador musical de sua rádio. Quem nunca sonhou com isso? Dessa forma, você está diretamente envolvido com o conteúdo que você consome, sendo um elemento ativo nesse processo. E, mesmo assim, você ainda pode ter o efeito “o que vem a seguir”, uma vez que apesar de você escolher o que gosta de ouvir, quem determina as faixas ainda é o site. A diferença é que você ter a certeza que vai gostar da próxima música. Até porque quem escolheu a playlist foi você!

4. Áudio é muito melhor para publicidade

Os banners começaram a perder a sua eficiência na web, uma vez que o mundo está se tornando cada vez mais móvel. Banners não ficam visualmente muito agradáveis nos navegadores mobile (isso quando eles são exibidos). No caso dos vídeos, já falamos das questões técnicas acima. Por isso, as propagandas no formato de áudio (por streaming ou em um podcast) ainda são mais viáveis e com maior possibilidade de alcançar o público de forma eficiente.

5. É DE GRAÇA! 

Com anunciantes investindo nessas plataformas de áudio, as plataformas que oferecem áudio por streaming podem se dar ao luxo de oferecer uma versão gratuita para os seus consumidores, além da opção paga, para aqueles que não gostam de propagandas. E é isso o que os usuários procuram. 64% dos usuários entendem que o conteúdo ofertado de forma gratuita é “extremamente importante” para a sobrevivência dos serviços de streaming de músicas.

E, mesmo assim, a quantidade de propagandas é bem mais baixa do que em outras plataformas. Isso faz com que a experiência do usuário seja cada vez melhor, e até incentiva os usuários a pagarem pela plataforma. Pelo incentivo ou pelo desejo de não ouvir essas propagandas.

Em breve… o serviço de streaming de músicas do Google

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Tem certas coisas no mundo da tecnologia que, quando esperamos por aquilo, e ela não acontece, nós desencanamos. E, quando menos esperamos, ela acontece, e nos pega de surpresa. Se o Google Music era o primeiro passo para uma oferta de músicas via internet com uma proposta pensada na nuvem, os rumores levantados pelo Financial Times mostram que a empresa de Mountain View está pensando na extensão dessa proposta. O serviço de streaming de músicas do Google está muito próximo de ser lançado, e deve chegar com um objetivo muito claro: bater de frente com o Spotify.

Por enquanto, tudo o que temos são rumores “de fontes próximas ao assunto”, mas segundo o FT, o Google poderá oferecer um serviço de streaming de músicas muito semelhante a aquilo que conhecemos hoje no Spotify, mas com uma grande e considerável diferença: o serviço do Google será totalmente gratuito e ilimitado. Nenhum tipo de limitação, nem por tempo total ou por reprodução de músicas. Esses diferenciais são muito relevantes, e colocam a suposta opção do Google em vantagem em relação aos seus principais concorrentes, como o Spotify e o Rdio, que contam com opções de assinatura gratuita, mas condicionadas ao tempo limitado de reprodução das músicas.

Por outro lado, o Google pode também lançar duas opções do seu serviço de streaming. A gratuita seria ilimitada, mas com o inconveniente de contar com anúncios publicitários, que podemo aparecer com uma frequência ainda desconhecida por todos. A versão totalmente ilimitada e sem propagandas seria paga, através de uma assinatura cujo valor ainda não foi definido.

Por enquanto, o Google estaria negociando com as grandes gravadoras a oferta desse conteúdo, e mesmo sem ter datas concretas de seu anúncio, especula-se que a chegada do serviço ao mercado poderia acontecer “em breve”. Em breve… quando? Além disso, imagino que o Google deve estar negociando com as gravadoras há tempos. Afinal de contas, mesmo com propagandas, a proposta de faixas ilimitadas e gratuitas é algo inédito na internet, e resta saber como que as gravadoras podem capitalizar com isso.

Em uma época onde tudo indicava que o modelo de negócio da indústria fonográfica estava se assentando, e que o Spotify oferecia algo com que todos estavam de acordo com isso, vem o Google prometendo o mundo mágico e quase perfeito para quem gosta de música. Sabemos que o Spotify é uma empresa que tem grandes problemas para obter lucros com o seu formato de ofertas de músicas, e que esse seria um dos motivos pelos quais eles transformariam a sua versão mobile em um app gratuito. Esse movimento com certeza ajudaria a aumentar o número de usuários, fazendo assim com que possíveis investidores vejam aqui uma grande oportunidade de capitalizar em cima de uma base de clientes em potencial.

E eis o grande mistério da fé. Ou do Google. Produzir suas próprias soluções, produtos e serviços e não cobrar por isso é algo que o Google tem por direito fazer. Mas dessa vez, estamos falando das músicas de artistas do mundo todo, e principalmente, de gravadoras gananciosas, que querem lucrar com isso. Acho difícil a conta se fechar. Mas vamos esperar. É mais fácil o Google lucrar com músicas do que com o YouTube. Não que o Google não lucre com o site de vídeos, mas não é algo que podemos dizer “puxa vida, que espetacular”.