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EMISH X700, uma caixa com Android que pode ser uma boa companhia para a sua TV

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O EMISH X700 é um mini PC TV Box com sistema operacional Android. Trocando em miúdos, é uma daquelas caixas multimídia com sistema Android.

Com a expansão dos conteúdos televisivos no formato de streaming, as pessoas seguem buscando soluções mais práticas para consumirem seus conteúdos. Uma delas é ter uma dessas caixas que contam com suporte aos mais populares formatos de arquivos multimídia, além do suporte para os serviços de streaming mais badalados.

 

O básico para o consumo de streaming e multimídia

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Com o EMISH X700, o usuário pode rodar arquivos em pendrives, HDs externos e até filmes no formato 3D (desde que sua TV seja compatível com o citado formato, evidentemente). O usuário também tem à sua disposição os jogos Android compatíveis com a plataforma, o que eventualmente resulta em uma maior diversão casual para os pequenos da casa.

O dispositivo também é compatível com serviços de streaming como YouTube e Netflix, além de suportar a plataforma XBMC, que é capaz de rodar quase todos os formatos mais populares de foto e vídeo.

EMISH X700 conta com o sistema operacional Android 4.4 KitKat, o que pode ser um inconveniente na hora de instalar jogos e aplicativos mais recentes. Por outro lado, é uma versão estável para as atividades multimídia, que é o foco principal do produto.

O seu hardware conta com conectividade WiFi 2.4G, 1 GB de RAM, 16 GB de armazenamento estendido, HDMI 1.4, suporte WiFi hotspot, portas USB e infravermelho para o controle remoto.

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O EMISH X700 é um dispositivo pensado para os usuários menos exigentes, que querem ter em casa um media player ou TV Box para rodar os seu acervo de filmes e séries sem maiores complicações. Também é indicado para os usuários que gostam de games casuais, ou para quem quer ter um dispositivo que rode os filmes dos serviços de streaming, já que não possui em casa uma Smart TV.

O produto pode ser encontrado na VolumeBest.com.

Chromecast 2 e Chromecast Audio, o entretenimento sem fio por US$ 70 e nada mais

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A Google é bem espertinha. Lançou dois produtos com o mesmo hardware, mas com finalidades diferentes. O Chromecast 2 é a reformulação do primeiro modelo, adotando um formato mais confortável para quem tem vários dispositivos conectados na TV, e o Chromecast Audio… bem… é um Chromecast… para áudio, oras!

O objetivo da gigante de Mountain View nesse caso é oferecer uma experiência de entretenimento integrada e livre de cabos, utilizando o smartphone, tablet ou computador como “central de mídia”. A ideia de dois dispositivos baratos que oferecem essa liberdade ao usuário é muito bem vinda. Até porque as pessoas estão consumindo mais e mais conteúdos online, através desses dispositivos já citados nesse parágrafo.

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O novo Chromecast 2 tem um formato mais ajustado para quem tem uma TV com vários dispositivos, é mais leve (ajudando na portabilidade), mais potente e principalmente mais conectado. Uma das grandes novidades do dispositivo apresentado hoje (29) pela Google é a presença de uma nova disposição de antenas para captação do sinal WiFi, o que deve reduzir as falhas do streaming de conteúdo. Sem falar no suporte para resolução Full HD (nada de 4K por enquanto).

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Já o Chromecast Audio nada mais é do que um Chromecast 2 para o áudio. Ele tem o mesmo formato que o dispositivo que você vai conectar na TV, as mesmas especificações de hardware, mas adaptado para ser conectado em um alto-falante ou sistema de som convencional, atuando como intermediário entre esse e o dispositivo que vai reproduzir o conteúdo (smartphone, tablet ou PC).

O que é mais legal no Chromecast Audio (além do seu tamanho compacto e sua portabilidade) é a sua simplicidade. Basta conectar o produto no auto-falantes (entradas digital, analógica ou 3.5 mm), configurar o gadget no dispositivo que vai gerenciar o conteúdo, selecionar o serviço musical, dar play, e pronto. A conexão WiFi faz o resto do trabalho, com um baixo consumo de bateria e resultados melhores em relação à conectividade Bluetooth.

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Dizer que eu quero os dois é redundante. Eu já queria o primeiro Chromecast, mas um dos motivos para não comprá-lo foi o fato de ter dispositivos demais fazendo a mesma coisa (Apple TV, Xbox 360, Xtreamer Media). Agora, como tenho mais de uma TV em casa, acho que vale a pena fazer esse investimento.

Tá, eu sei: podia ser melhor. O dólar podia não custar R$ 4. Ainda assim, acho que vale o investimento.

Apple TV é finalmente atualizado (e eu quero um!)

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Fale o que quiser, mas na minha opinião, a grande novidade da Apple no evento de hoje (09) foi o Apple TV. Depois de quase três anos sem receber atualizações, o dispositivo de entretenimento e streaming recebeu um update que o coloca nos novos tempos, deixando de ser um ‘hobby’ para a gigante de Cupertino, e se tornando mais um dispositivo onde eles podem efetivamente ganhar dinheiro.

O Apple TV antigo estava gerando os seus lucros. Pense: um dispositivo que custa US$ 69, oferece uma boa quantidade de conteúdos, com parceiros fortes… os ganhos eram bem interessantes. Logo, por que não apostar na solução com um pouco mais de ênfase, oferecendo um leque maior de opções de entretenimento, e oferecendo um produto final que pode competir com os produtos já disponíveis no mercado.

Foi o que a Apple fez. O Apple TV passa a contar com um novo sistema operacional próprio, o tvOS (na verdade, temos um fork do iOS), com um SDK que permite a criação/adaptação de aplicativos para essa plataforma, que pode receber apps dos mais diversos segmentos, indo de previsão do tempo até notícias e exibição de resultados esportivos, passando por apps médicos, de trânsito e outras funcionalidades.

Outro sinal que o leque de entretenimento ampliou no Apple TV é a possibilidade de instalar jogos no dispositivo, onde o novo controle remoto atua também como joystick para esses games, inclusive nos jogos com controle de movimento, bem no estilo do Nintendo Wii. Na demonstração, a Apple apostou mais nos jogos casuais do que aqueles com elevada demanda gráfica ou voltados para os gamers hardcore. Será que esta é a tendência do dispositivo nesse aspecto?

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Aliás, o novo controle remoto do novo Apple TV é um capítulo à parte. Qualquer coisa que fosse melhor que a porcaria que temos hoje no Apple TV seria uma vitória, mas o novo controle consegue ser uma peça mais versátil, e não apenas pela presença do touchpad para interagir com o sistema tvOS (obrigado, Senhor), mas também pela integração com o Siri, assistente pessoal que passa a integrar essa versão do streamer de vídeo de Cupertino.

O Siri é outro ponto importante de melhoria na interação com o produto. Ter uma ferramenta que se aproveita dos comandos de voz (ou de frases contextuais) para realizar buscas de conteúdo é um tipo de comodidade que todo mundo deseja, principalmente aqueles que não são tão íntimos com os dispositivos de tecnologia. É uma interação mais intuitiva, que permite que qualquer pessoa aproveite do produto de forma mais prática.

O Apple TV 2015 pode realizar as buscas em todos os serviços parceiros da plataforma, apresentando os resultados de forma simples, independente da plataforma escolhida. O resultado final é uma experiência de uso mais uniforme, o que é sempre bem vindo dentro de uma proposta de oferta de experiência de uso integrada.

No final das contas, eu gostei do novo Apple TV, e se a Dilma deixar, eu vou investir o meu dinheiro em uma unidade dessa versão. Os valores de US$ 149 (32 GB) e US$ 199 (64 GB), mesmo com o dólar a quase R$ 4, não são tão proibitivos assim, e as melhorias adicionadas justificam o investimento.

Até lá, o meu velho Apple TV vai quebrar o galho.

Google Chromecast a R$ 199 no Brasil NÃO está caro. Acredite, se quiser…

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A cada novo produto de tecnologia lançado no Brasil, temos sempre a polêmica da disparidade de preços cobrados lá fora e por aqui. Em vários exemplos já citados nesse e em outros blogs (principalmente no caso dos novos consoles Xbox One e PlayStation 4, a conta definitivamente não fechou, com valores absurdos. Porém, o Google Chromecast, que teve seu lançamento no Brasil previsto para o final do mês de maio, não entra nessa regra.

O Chromecast é um dispositivo que tem como objetivo principal (na minha opinião) simplificar a vida de quem não suporta os sistemas de Smart TVs que temos hoje. Além de oferecer uma Smart TV para as TVs mais antigas. Basicamente é para isso que ele serve. Logo, geeks mais exigentes, não pensem em um produto para vocês. É um produto voltado para as massas, para o grande público, que na maioria dos casos não possui grande intimidade com a tecnologia que tão bem usamos todos os dias.

Só por conta do seu público alvo, o dispositivo precisa ser o mais simples possível, atendendo o conceito de “menos é mais”. Mesmo assim, é um produto interessante, justamente por tornar tudo mais prático para o usuário no consumo do streaming de conteúdo. Até porque vale lembrar que é justamente o consumo de vídeos pela internet a principal tendência de entretenimento doméstico para um futuro não muito distante. Logo, por mais que o Chromecast seja “simples demais” para os mais exigentes, ele pode ser o suficiente para quem só quer se divertir diante da TV com as maravilhas que a internet oferece.

Pois bem… agora, o que interessa: o quesito preço.

O Chromecast nos EUA custa US$ 35 (ou R$ 79, pela cotação do dólar de 05/05/2014). Barato, certo? Então, por que no Brasil essa piça será vendida a R$ 199 (ou US$ 89)?

O mais importante a ser lembrado aos desavisados (ou para quem não leu o post do TargetHD – vergonha de você que não fez isso) é que, diferente do que você imaginou, pelo menos nesse primeiro momento, o Chromecast NÃO SERÁ FABRICADO NO BRASIL! Ou seja, todas as primeiras unidades do produto serão IMPORTADAS. Logo, todos aqueles maravilhosos impostos de importação de produtos cobrados pelo governo brasileiro serão adicionados no valor do final do produto, assim que ele chegar ao nosso amado país.

Isso, pra começar.

Além disso, esse produto vai receber os impostos tradicionais de comercialização de produtos e serviços cobrados no Brasil por QUALQUER COISA que compramos e usamos (que não são poucos, que fique registrado). Esses impostos também incidem no valor final do produto, engordando esse número.

No final das contas, o valor do produto simplesmente dobra, e o que sobra é o lucro do revendedor autorizado e da própria Google (nesse caso, fazendo uma conta simples, aproximadamente US$ 19).

É evidente que eu concordo com você ao reclamar da carga tributária, e é óbvio que você pode evitar tudo isso, comprando o seu Chromecast nos Estados Unidos, nas suas próximas férias (aliás, essa é uma grande vantagem do Chromecast: ele funciona no mundo todo, independente do local da compra).

Porém, diferente da palhaçada promovida pela Sony, que cobra R$ 4 mil em um PS4 que custa US$ 399 nos EUA, o Chromecast está no preço “certo”, dentro da nossa triste realidade nacional.

Eu mesmo vou comprar o Chromecast aqui no Brasil mesmo, não só porque não posso viajar para os States (e porque não tenho quem traga o produto de lá para cá), mas também para evitar o estresse. Acho que de vários produtos que chegam ao Brasil com valores simplesmente surreais, o dispositivo de streaming da Google – que certamente vai agradar a minha mãe, na pior das hipóteses – não é esse assalto todo como muitos pregam.

Gramofon, uma jukebox social (em vídeo)

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O Gramofon é fruto de uma parceria da Fon com a Qualcomm e o Facebook. É uma jukebook com características sociais, representado em uma caixinha pequena e elegante, porém, poderosa.

Para que o Gramofon funcione, basta que ele esteja conectado ao equipamento de som que você quiser, utilizar uma conexão com a internet (WiFi ou Ethernet) e se conectar com um ou vários smartphones (iOS ou Android) de modo sem fio, para reproduzir músicas de serviços como Spotify ou WahWah.

Até 20 amigos podem ouvir suas músicas sem a necessidade de senha, bastando utilizar a conta do Facebook para se conectar. Por não usar a conectividade Blueooth, os requisitos de distância mínima para um bom sinal simplesmente desaparecem.

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O Gramofon também é capaz de atuar como ponto hotspot, habilitando o acesso à conectividade WiFi, e a ideia é que em um futuro não muito distante ele seja compatível com serviços como Rdio, Deezer, Pandora, Grooveshark, entre outros.

O produto está em campanha no Kickstarter, e o seu preço é de US$ 30 (na cor branca; a versão na cor preta custa US$ 40). Uma vez chegando ao mercado, os valores dobram. A meta de arrecadação do Gramofon é de US$ 250 mil antes do dia 15 de maio.

 

Via Kickstarter

E esse InternetBox TV da Multilaser, com parceria do Hotel Transamérica?

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Durante a minha estada em São Paulo para a LG Digital Experience 2014 nessa semana, eu mais uma vez me peguei surpreso por encontrar um produto de tecnologia, digamos “alternativa”. Nada contra a Multilaser. Porém, é surpreendente verificar que algumas empresas investem especificamente em produtos nacionais. Melhor ainda é ver que não é só pela questão do custo.

Eu não tive tempo de testar a fundo o produto (até porque estava em São Paulo a trabalho), mas do pouco que eu vi, o produto até que funciona bem. É possível a interação com esse InternetBox TV da Multilaser através do controle remoto (também adaptado para o sistema), ou com aquele teclado multimídia da Goldship (que já mostrei aqui no blog).

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A disposição de saídas presentes no Multilaser InternetBox TV são similares aos set-top boxes e media players que já testei. Saídas analógicas, uma saída HDMI e uma entrada LAN, para a interação com a internet propriamente dita. Se bem que também é possível fazer a conexão através do WiFi, o que pode ajudar e muito os usuários que não podem trazer o cabo de rede até o ponto da TV.

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TV essa que, por sinal, era uma generosa Sony Bravia (não medi as polegadas, mas era grande)…

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…que também estava preparada para a Transamérica TV Interativa, com recursos específicos para esse serviço.

O serviço de TV por assinatura presente no Hotel Transamérica São Paulo é a NET TV, no seu sinal digital (nada de alta definição, infelizmente), e é esse que normalmente vejo nos hotéis que visito nas minhas viagens de cobertura de eventos para os meus blogs. Apenas o sistema da NET seria suficiente para oferecer o serviço de TV, mas o Hotel Transamérica decidiu oferecer uma opção a mais: a internet pela TV, para aqueles que eventualmente não trouxeram o notebook consigo para aquela viagem (algo que, particularmente, acho muito pouco provável, ainda mais se estamos falando de profissionais e usuários corporativos).

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Por outro lado, o sistema da Multilaser também pode ser uma mão na roda para pais com filhos hiperativos, que querem utilizar a internet do notebook do pai – que possui aqueles documentos importantes ou apresentações que não podem ser perdidas. Nesse caso, o produto da Multilaser pode vir bem a calhar, para deixar a criança distraída não apenas com os canais infantis, mas também com a possibilidade de acessar a internet sem maiores problemas.

De qualquer forma, fica apenas o registro dessa peculiaridade. Da próxima vez, vou testar o sistema por mais tempo, e compartilhar a experiência com vocês aqui no blog.

Análise de Produto | Netflix

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Nem só de gadgets vive o mundo da tecnologia. Com um mercado de entretenimento cada vez mais aproveitando os benefícios da Internet (e com as conexões um pouco melhores… tá, no Brasil nem tanto…), os sites de streaming estão cada vez mais populares. E em termos de popularidade, a Netflix hoje divide as atenções do usuário com o YouTube. Sim, eu sei que você que está lendo esse post já sabe o que é a Netflix e como ele funciona. Mas na eventualidade de alguém com menor conhecimento na causa acessar esse texto no futuro, vamos passar as principais características do serviço, e analisar os seus pontos fortes e fracos.

Sobre o Produto

A Netflix é, hoje, o maior site de streaming de filmes e séries do planeta. O serviço oferece algumas das mais famosas produções do mundo do cinema e da TV, de alguns dos principais estúdios internacionais, além de produções nacionais, produções originais e documentários. Todo esse conteúdo é acessado pela internet, e entregue ao assinante em diversos dispositivos: smartphones, tablets, computadores, Smart TVs, set-top boxes, videogames, entre outros. Tudo isso é feito de forma simples e descomplicada, como se fosse um serviço de TV paga. Mas muito mais barato, sem limitações de horários, e permitindo que você assista quantas vezes quiser.

Características

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Como foi dito no parágrafo anterior, o serviço do Netflix lembra muito um serviço de TV por assinatura na sua interface. A diferença é que tudo foi feito para que o usuário rapidamente identifique os conteúdos disponíveis, com ícones de grande tamanho e imagens dos programas e filmes. Essa é uma diferença substancial em relação a maioria dos serviços de TV paga, que só exibem as informações através de guias não-ilustrados.

Todo esse conteúdo é separado por categorias, que vão desde os tipos de filmes (romance, ação, comédia, etc), até listas sugeridas pela própria Netflix, de acordo com o histórico de conteúdos que você assiste, ou até mesmo pegando o histórico dos seus amigos cadastrados na rede (isso é possível através das conexões com o Facebook). Isso torna a experiência de buscas por novos programas algo mais dinâmico e até intuitivo, dependendo do ecleticismo do usuário.

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Também vale a pena reforçar que o usuário pode ver um determinado vídeo na hora que quiser, por quanto tempo quiser, quantas vezes quiser. Se você começa um filme e precisa parar por algum motivo, o sistema detecta até que ponto esse filme foi visto, e retoma a reprodução exatamente do ponto que parou. No caso de uma temporada de uma determinada série, os episódios vistos são marcados, auxiliando assim o usuário no progresso da temporada.

Nos últimos meses, a Netflix vem se esforçando para oferecer conteúdos atualizados, principalmente nas séries de TV. A prova disso foi a chegada da temporada final de Breaking Bad na plataforma antes mesmo da sua estreia na TV paga brasileira. Além disso, alguns conteúdos começam a ser oferecidos em Full HD, uma vez que os usuários do serviço já contam com dispositivos com telas nesse formato.

Prós

– É um serviço muito barato: os R$ 16,90 mensais da Netflix são muito menos que a maioria dos pacotes de TV paga oferecidos no Brasil. Para quem só quer se divertir com um filme ou uma série nos horários de folga, pode ser a melhor alternativa.
– É um bom complemento para o seu pacote de TV por assinatura: muitos usuários não podem (ou não querem) pagar pelos canais premium de filmes da operadora de TV paga. A Netflix pode ser uma boa alternativa, principalmente para aqueles que não dão preferência para os filmes mais recentes. Afinal de contas, é a metade do preço dos canais premium na maioria das operadoras.
– É fácil de usar: a maioria das pessoas não enfrentarão dificuldades em utilizar o serviço. A interface é muito simples e intuitiva.
– Liberdade: veja quando quiser, quantas vezes quiser.

Contras

– Nada é para sempre na Netflix: de tempos em tempos, o acervo da Netflix é alterado, em função dos contratos fechados com os estúdios e fornecedores de conteúdo. Ou seja, se você pensa em abandonar a ideia de comprar DVDs e Blu-rays para ver tudo via streaming, repense seus conceitos.
– Exige uma boa conexão de internet: na teoria, o serviço funciona com conexões a partir de 2 Mbps. Porém, por experiência própria, eu recomendo que você utilize, no mínimo, 10 Mbps, para ter uma folga maior na hora da reprodução de conteúdos em alta definição.
– Conteúdo desatualizado (no Brasil): para os usuários que desejam ver os filmes mais recentes ou as temporadas de séries mais atuais, o Netflix pode não ser um bom negócio. Por causa das dificuldades naturais (e burocráticas) para que os conteúdos mais recentes cheguem ao Brasil, o serviço de streaming acaba sofrendo da desatualização, e isso pode desagradar muita gente.

Relação Custo/Benefício

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Isso é algo que pode variar, dependendo do usuário. No meu caso (com quase 35 anos de vida nas costas), o Netflix vale a pena pela praticidade e quantidade de conteúdos disponíveis pelo valor cobrado (apenas R$ 16,90). Ter uma opção a mais é sempre bom. Para quem é mais velho então, nem se fala. Logo, vale a pena o investimento.

Porém, se você é um usuário mais novo, ou tem pelo gosto consumir filmes e séries atuais, o Netflix pode não te agradar. Nos EUA, o perfil do serviço é bem diferente, onde algumas séries estreiam no site poucos dias depois de sua exibição na TV (ou, no máximo, logo após a sua temporada encerrar). Já no Brasil, a demora imposta pelos entraves já citados fazem com que as novidades levem mais tempo para chegar ao serviço.

Nota Final: 8.4/10

Desempenho: 8
Design: 9
Funcionalidades: 8
Preço: 10
Relação Custo/Benefício: 7

Para mais informações, clique aqui.

Por que o Chromecast pode ser o primeiro gadget multimídia a dar certo na Google?

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O Google Chromecast foi a pequena surpresa guardada no evento da última quarta-feira (24). Sim, pois todo mundo sabia que o novo Nexus 7 e o Android 4.3 Jelly Bean seriam anunciados (e se não sabiam, ao menos desconfiavam). O pequeno gadget multimídia tem como um dos objetivos ser uma resposta de baixo custo para a Apple TV, porém, não é o principal objetivo. O que a Google quer é popularizar os seus próprios conteúdos multimídia (do YouTube, por exemplo) agregando valor à publicidade desses vídeos, e aumentando o consumo de compra e aluguel de filmes na Google Play Store.

E com um preço de US$ 35, o Chromecast pode ser o primeiro grande sucesso de gadget multimídia da Google, pavimentando um futuro promissor nesse segmento para a empresa. A seguir, os meus motivos para acreditar nisso.

É um produto barato

Por US$ 35 (não sabemos a que preço ele vai chegar ao Brasil), o Chromecast é mais barato que os seus principais concorrentes (Roku box, por US$ 50, e Apple TV, por US$ 100). É o dispositivo de streaming de vídeos mais barato do mercado atual. E, para tudo no mundo da tecnologia, o preço é um dos fatores decisivos na hora da compra para a maioria dos consumidores.

Baratear o produto foi uma lição que a Google teve que aprender da forma mais dolorosa: com o fracasso da Google TV. Hoje, esses set-top boxes custam US$ 99, mas não são muitos que o desejam hoje. A Apple também aprendeu essa lição, quando o primeiro Apple TV chegou ao mercado custando US$ 300.

A chave do sucesso para muitos produtos de tecnologia é o preço baixo. É claro que não podemos comparar o Chromecast com o Xbox One em termos de recursos, mas para a maioria, US$ 35 é BEM MENOS que US$ 500. Fato.

Pode detonar os seus principais concorrentes (Amazon, Intel e Apple)

O timing da Google no lançamento do Chromecast é interessante. Esse lançamento pode acelerar o passo dos seus adversários. Faz tempo que falamos de um set-top box da Amazon de baixo custo (que até pode ser lançado no final de 2013), mas até agora, nada. A Intel está trabalhando no seu produto com características semelhantes, mas não passa mais detalhes sobre o assunto, além de revelar parcerias com grandes provedores e produtores de conteúdo.

E finalmente, a Apple, com um Apple TV estagnado, e projetando uma “TV revolucionária” ou uma próxima geração do Apple TV com novos recursos. Tim Cook já confirmou que uma TV da Apple está nos planos futuros da empresa. A pergunta é: o quão distante é esse futuro?

Enquanto isso, a Google ganha um importante espaço, com um produto barato e compatível com qualquer TV.

Entra no multibilionário mundo da publicidade na TV

Não tenho ideia do custo de fabricação do Chromecast, mas é possível dizer que a Google lucrará pouco com o produto físico. Não é uma novidade tal estratégia, pois eles fazem o mesmo com os seus smartphones. O lucro da Google com esse dispositivo será com a publicidade vinculada aos vídeos. E esse é um segmento muito lucrativo, pelo menos nos Estados Unidos.

A indústria de publicidade para a TV rende nos Estados Unidos a bagatela de US$ 66.4 bilhões em vendas por ano (segundo o site eMaker). A Google está muito interessada nessa fatia do bolo, e pode encontrar no Chromecast uma solução lucrativa para eles, e muito atrativa para os anunciantes.

A Google está implementando a sua estratégia mobile, e não substituindo

O Chromecast não exige dos desenvolvedores a criação de um aplicativo específico para ser compatível com o produto, diferente do que acontece em produtos como o Roku e o Apple TV. Essa tática da Google de integrar serviços ao Chromecast de forma mais simples, já aproveitando os aplicativos atuais das plataformas Android e iOS pode ser o grande tiro de mestre deles com esse dispositivo.

Com isso, a Google não está descartando o conceito mobile no novo produto. Está agregando o que já temos com a proposta atual. O SDK do Chromecast pode ser a porta de um volume gigante de novos recursos e aplicativos compatíveis com o serviço de streaming da Google, e é exatamente isso que eles querem.

A Google (parece) ter aprendido com o fracasso do Nexus Q

O Nexus Q foi a primeira tentativa da Google em entrar no mercado de dispositivos para streaming de vídeo. E falhou de forma quase espetacular.

Um dispositivo de US$ 300, mais caro que os seus concorrentes, com funcionalidades limitadas, como streaming do YouTube a partir dos dispositivos Android, com reprodução das músicas armazenadas no seu smartphone/tablet na sua TV… era muito pouco pelo o que era cobrado. Não era de se estranhar que o produto jamais tenha chegado ao mercado.

O Chromecast é o oposto disso. Muito barato, compatível com qualquer dispositivo (na teoria) na TV, presumidamente muito fácil no seu funcionamento, e com uma tecnologia aberta para novos aplicativos e funcionalidades. Ou seja, uma proposta muito mais promissora.

Por fim, o Chromecast não tem garantia de sucesso

O Chromecast é uma boa forma da Google começar a sua jornada na conquista do mercado de mídia, mas está longe de ser uma garantia de sucesso. Nesse momento, apenas um pequeno conjunto de aplicativos funcionam com o dispositivo, limitando assim o uso prático do produto nesse primeiro momento.

Porém, o Chromecast não tem a obrigação de ser um produto perfeito logo de cara. Ele precisa ser um produto prático para o que se destina. Se a experiência de uso for uma droga, nem mesmo preço baixo do produto vai ajudar. Os consumidores vão associar rapidamente o dispositivo ao conceito “o barato que sai caro”.

Com exceção do YouTube, o segmento de mídia é o elo mais fraco da Google. O Chomecast pode ser a forma da empresa mostrar que aprendeu todas as lições, e pode sim mostrar que pode finalmente estar na TV dos lares de todo o planeta. Algo que a Google TV não foi capaz de fazer.

O serviço de música por streaming da Apple está mais próximo do que você imagina

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O serviço de músicas por streaming é um nicho de mercado que chama a atenção de muitos. Mesmo assim, apesar de todas as iniciativas novas que aparecem, poucas delas fizeram sucesso. Vale lembrar o recente fim da BBM Music como uma prova que não adianta simplesmente ter uma ideia. Ela precisa ser boa para convencer o usuário. E a Apple é a próxima empresa que acredita ter a nova ideia de US$ 1 milhão (ou bilhão), com um novo serviço de streaming de músicas.

Segundo informa a CNET, a gigante de Cupertino está próxima a fechar um acordo com a Warner Music e Universal Music Group, que já são parceiras da Apple na iTunes, o que seria parte fundamental para iniciar a oferta do novo serviço. Não é de hoje que Tim Cook mostra claro interesse em desenvolver um serviço de streaming de músicas para sua empresa. Afinal de contas, a venda de músicas na iTunes é um grande sucesso, oferecendo lucros significativos para os artistas que lá disponibilizam as suas faixas, e por consequência, para a Apple.

Porém, esse é um modelo de negócios que tendem a ficar para trás, uma vez que serviços que permitem ao internauta ouvir as músicas que quiser, na internet, por um preço único por mês, tal como funciona hoje o Spotify. A Apple apresentou em 2011 o iTunes Match, que permite o armazenamento de até 25 mil músicas na nuvem, permitindo que você ouça a partir de qualquer dispositivo da empresa, pelo preço de US$ 25/ano. O problema é que isso exige que você faça o upload de toda a sua biblioteca de músicas no iTunes, o que é um trabalho árduo, principalmente para quem não tem uma boa conexão com a internet.

A música via streaming é, hoje, a melhor opção para quem gosta de música. Se o recurso se integrar com perfeição ao iTunes, tudo pode se tornar mais simples para os usuários da Apple. Além disso, temos que acrescentar que tudo será mais simples para os usuários da empresa de Cupertino, uma vez que eles já usam o software para a maioria de suas atividades multimídia. Para a Apple conquistar de vez os seus usuários, a oferta de músicas por streaming da empresa deve ser algo gratuito, com a veiculação eventual de publicidade.

No geral, o serviço de músicas via streaming da Apple deve adentrar nesse já disputado mercado como um produto que realmente mereça o interesse dos usuários. Atrair esses usuários para testar seus recursos, funcionalidades e diferenciais. Além disso, não devemos nos esquecer que o Google também deve estrear um serviço semelhante até o meio do ano de 2013, o que significa que a competição tende a ser muito intensa, com gigantes da tecnologia envolvidos no mesmo segmento. Ou seja, não muda muito daquilo que já vemos hoje no mundo da tecnologia.

Pensando seriamente em desistir (de uma vez por todas) da TV por assinatura

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Eu adoro assistir TV. É um dos meus passatempos preferidos. A TV ainda é a maneira que eu me informo sobre as principais notícias do dia, é onde acabo me entretendo com algumas bobagens que ainda me fazem rir, é por onde vejo os eventos esportivos do Brasil e do mundo… enfim, a TV por assinatura ainda me é útil, mas não tão útil como era em 2005, por exemplo.

Sou mais um que viu na internet e em outros formatos de consumo de conteúdo que a vida vai muito além do que se manter preso à grade de programação das operadoras, ou pelo atraso de semanas para ver um episódio de uma determinada série. Definitivamente eu não vejo mais séries nos canais pagos. E não vou negar: se não vejo por streaming online, eu faço o donwload do episódio, com legendas bem feitas por voluntários. Até porque algumas séries que assisto simplesmente não passam por aqui, nem que sejam ofertadas de graça. Sem falar que a grande maioria dos canais dublaram as suas séries. Ok, minha operadora atual (NET) oferece a legenda eletrônica e horários alternativos com o idioma original, mas aí eu caio naquela regra do “eu não quero ficar preso a um horário”.

Não pago caro pelo meu pacote de TV por assinatura atual. Estou com o pacote NET Top HD Max (com receptor com sistema de gravação) por R$ 149,90. Depois de ficar quase 2 anos na SKY pagando bem mais do que isso para ter algo próximo, não acho que estou pagando muito. Até porque tenho três pontos em HD, algo que a SKY não me oferecia, e a qualidade de imagem da NET é muito superior (você pode até discordar, mas a tecnologia do cabo vai mostrar que você está equivocado). O pacote em si se paga, uma vez que uso bastante o recurso de gravação, e tenho todos os canais disponíveis pela operadora (exceto os canais de filmes, o Combate e o PFC). Porém…

Com uma oferta desse tamanho, vem muita coisa que simplesmente não assisto. Canais como Sony e Warner Channel, que antes da “era internet” eu assistia com grande frequência, hoje eu só assisto para ver alguns realitys que não tenho interesse em sair baixando pela internet, ou algumas premiações e eventos especiais que esses canais transmitem. Passo longe da maioria dos canais de vendas (só vejo o Shoptime, e de vez em quando), passo longe dos canais religiosos, não vejo mais séries pelos canais ofertados da TV paga, e o que ainda me prende ao serviço são os canais de notícias, os canais do Grupo Discovery e os canais esportivos.

Eu sei que eu poderia pagar mais barato pelo serviço de TV por assinatura. Poderia mesmo assinar um pacote “quebra galho”, apenas para ter o essencial nos canais de meu interesse. Porém, sei que pago por algumas comodidades. Preciso de um ponto de TV para o escritório, principalmente em dias de coberturas como o Golden Globe e o Emmy Awards. Sem falar que, como adepto da tecnologia, é impossível voltar ao mundo SD depois que você se depara com os canais HD. Os seus olhos pedem pelas imagens em alta definição.

Por outro lado, me deparo com mais e mais pessoas que estão simplesmente abandonando a TV aberta e a TV paga pelas demais opções existentes para entretenimento audiovisual, e que estão no mesmo perfil de consumo que eu: conhecem a tecnologia de download de conteúdo, utilizam o streaming de vídeos, assinam o Netflix, NetMovies e serviços do gênero, e seguem a vida feliz, sem se preocupar com mensalidade, com grades que não são respeitadas e com serviços que não são cumpridos.

Enfim… é de se pensar no fim.

O ideal mesmo seria que todos pudessem montar o seu pacote de canais, atendendo as suas necessidades. Mas sei que esse formato, por enquanto, é uma utopia. Nos Estados Unidos, está rolando uma briga para que isso aconteça. Alguns órgãos de defesa do consumidor na América entendem que essa seria a forma mais justa e vantajosa para os usuários, e pelo visto, algumas operadoras vão começar a ceder para um formato de empacotamento mais flexível, até mesmo para segurar os assinantes no serviço. Lá nos EUA, 5% das pessoas já abandonaram qualquer formato de TV (aberta e paga), e usam o eletrodoméstico para outras coisas (videogames, DVDs, Blu-rays, downloads de vídeos, streaming, etc). Esse grupo é conhecido como “Zero-TV”, e tem como perfil algo muito próximo ao que eu sou (e provavelmente você, que está lendo esse post, é): um conhecedor de tecnologia.

Bom, até lá… vou continuar vendo tudo em alta definição mesmo. Até quando? Não sei. Já buscando outras opções lá fora.