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Sharknado 3 (2015) | Cinema em Review

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E temos mais um Sharknado para chamar de nosso. Sharknado 3: Oh Hell No! estreou na semana passada nos Estados Unidos e no Brasil, e depois de ver o filme duas vezes (para assimilar tudo o que essa maravilha pode nos oferecer), estas são as minhas impressões sobre um dos telefilmes mais vistos do ano – e fico me perguntando porque nenhum filme da série AINDA NÃO FOI INDICADO ao Emmy Awards…

Sharknado 3 repete a mesma fórmula dos filmes anteriores: um tornado recheado de tubarões invade a cidade (nesse caso, mais de uma cidade), onde o fator mais ameaçador é a manada de tubarões que recheiam o tornado, e não o tornado em si. Até porque você sempre pode se pendurar em uma porta de carro para se safar do tornado, e mesmo assim o seu carro NÃO SAI VOANDO pela ação do tornado. Legal, não?

A cada ano, o orçamento depositado pela NBCUniversal (dona do canal Syfy) em Sharknado aumenta. E dessa vez, o budget foi visivelmente maior: múltiplas participações especiais (ok, muitas sub-celebridades também…), participações de apresentadores dos programas da NBC, esportistas, cantores, rappers e até George R.R. Martin. Sem falar na utilização das dependências do parque da Universal na Flórida.

Mesmo porque, para quem não sabem o tornado recheado de tubarões dessa vez está saindo de Washington, D.C., e segue para a Flórida, destruindo tudo o que tem pelo caminho. E dessa vez, um cara só para resolver tudo não está nem perto de ser o suficiente. Nesse filme, Finn conta com a ajuda de uma mina muito sinistra, do Malcolm (de Malcolm in the Middle) e até do seu pai, o impagável David Hasselhoff.

Não tem como dar errado, certo?

 

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Sharknado 3 de novo cumpre o seu papel de ser um dos filmes mais toscos e cretinos que você vai ver na vida. E por conta dessa proposta, ele diverte. Tem piadas bem sacadas, situações absurdas, efeitos especiais fakes, e um final tão fora do real, que você ‘embarca na viagem’ e ri nervosamente da solução adotada. Em linhas gerais, é o filme que eu esperava ver, dentro daquilo que se propõe a ser.

Porém, algumas coisas merecem uma observação mais crítica. Longe de mim dizer que o filme é ruim, pois não é. Por outro lado (e pode ser surpreendente o que vou dizer), a grana começa a atrapalhar a franquia Sharknado.

É visível a melhoria de qualidade estética do filme. Ter dinheiro nesse mundo é tudo. Porém, nesse caso em particular, a grana está matando a ‘mítica’ do filme. Veja bem: na minha opinião, Sharknado deu certo não apenas porque era absurdo no seu roteiro e divertido nas suas propostas de matar pessoas, mas também porque era tosco. E quando você tem dinheiro, é difícil você forçar a tosquice.

Até porque a tosquice é algo que vem naturalmente, espontaneamente. Você não consegue fabricar a tosquice. Senão, fica forçado.

Além disso, esse é o único dos três filmes que eu senti ‘se arrastando’ de um determinado ponto para frente. Ok, esse arrasto foi necessário para apresentar a solução que eles planejaram para finalizar a história (que, por incrível que pareça, é bem plausível, já que estamos falando de uma parede de tornados recheados por tubarões). Mesmo assim, senti falta da agilidade que os outros dois primeiros filmes naturalmente oferecem.

Mas nem esses detalhes atrapalham a experiência de Sharknado 3. Se você gosta da baçaga e não tem medo em ser feliz ao assistir ‘um dos melhores filmes de 2015’, pode ver sem muitos receios. Você vai dar as suas risadas, e vai pensar o tempo todo ‘como eles tiveram coragem de fazer isso’. E pode começar a pensar em Sharknado 4, que já está confirmado.

Além disso, precisamos saber: #AprilLives ou #AprilDies?

 

Primeiras Impressões | Dark Matter (Syfy, 2015)

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Mais uma série que o Syfy importa do Canadá, ‘só pra garantir’. Dark Matter entra na lista de mais uma das séries que mostram claramente que tem alguém no ‘canal Syfilis’ que está pensando direito, ou seja, nem tudo pode ser tosco que nem Olympus, e nem tudo pode ser bagaceira que nem Sharknado. Algum mínimo de qualidade precisa ser apresentada.

Dark Matter é baseada na história em quadrinhos do mesmo nome, e no piloto mostra um grupo de seis pessoas que acordam dentro de uma nave, sem fazer a menor ideia do por que estão lá, como pararam lá, e o que estão fazendo lá. Então, eles são atacados por outra nave, pilotada por um androide. O androide invade a nave deles, mas como eles são fodas (mesmo sem saber o que estão fazendo lá), eles derrotam o inimigo, reprogramando-o para que ele obedeça as ordens deles.

Depois, eles descem em uma colônia ou planeta que está esperando por um carregamento de armas do mesmo tipo que eles estão carregando, para se defenderem de uma ameaça que está chegando. O que eles não esperavam é que a nave onde eles acordaram contavam com os arquivos do histórico deles, revelando que cinco deles eram assassinos procurados.

Pior: sabe o local onde eles foram entregar as tais armas? Pois é: a ameaça que eles esperavam eram os próprios desconhecidos. E aquela comunidade daquele planeta está prontinha para matá-los!

Apesar do samba do crioulo afro-descendente doido com alguns problemas mentais (sim… o mundo do politicamente correto é chato demais), Dark Matter tem um piloto até competente. Não acho que é tão bom piloto como Killjoys (que, como já disse, também não é o novo Breaking Bad, mas é boa no meu entendimento), mas é um piloto que passa no desafio do ‘não fiquei o tempo todo olhando para o relógio para saber quando esse piloto vai terminar’.

A produção da série – de novo, canadense, pois se deixasse na mão do Syfy, o chroma key ia comer solto – parece ser bem decente, apesar dos elementos digitalizados. Acho que a ambientação feita na série foi bacana, principalmente nas cenas dentro da nave e no espaço. Mas a melhor parte (e foi aí que eu disse ‘é isso o que queremos ver’) é quando olhamos para o androide (ou ‘a’ androide, já que é uma mulher) tendo sua mão decepada.

Não que sejam uma grande coisa em um piloto, mas ver uma prótese de uma mão decepada caindo não foi algo tão ruim assim. Pelo menos nesse caso.

Mais uma vez temos um elenco que parece ser equilibrado e carismático o suficiente. Tem pelo menos um personagem como ‘alívio cômico’ por assim dizer (apesar de não ser explicitamente engraçado), e outro personagem que é o contraponto disso – quase nada fala, mas é o ‘badass motherfucker’ da coisa toda… ou um deles, já que todos são meio fodões.

E este é mais um piloto do Syfy (de uma série canadense) que eu aprovo. Dark Matter também tem boas chances de agradar ao público segmentado do canal, apesar da baixa audiência dos dois primeiros episódios. Para quem é fã do gênero, recomendo que pelo menos confira o piloto. Não são 42 minutos perdidos na sua vida.

Primeiras Impressões | Killjoys (Syfy, 2015)

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Todo mundo sabe o que eu penso do canal Syfy e do seu ‘padrão de qualidade’ nas produções televisivas. Por várias oportunidades eles foram motivo de chacota da minha parte (mas de orgulho por parte do finado Fabiano Costa). Porém, nos últimos tempos, eu vejo que eles estão acertando na mão, não exagerando nos chroma keys e fazendo roteiros minimamente interessantes.

Ok, tem Olympus que mostra o Syfy moleque, de raiz. E tudo bem que a série que vamos falar nesse post foi importada do Canadá (canal Space). Mas fato é que Killjoys até que oferece uma experiência divertida e com o mínimo de qualidade, que é o que peço de uma série que possa ser considerada ‘assistível’ nos dias de hoje.

Viu? Nem peço muito.

Killjoys conta a história de um trio de caçadores de recompensas interplanetárias – John, D’avin e Dutch -, que são linha dura, mas companheiros entre si. Até porque dois são irmãos, e uma é uma agente dupla, ou seja, não tem como essa química dar errado. Para manter as suas atividades em dia e pagar as contas, o trio caça e captura criminosos e assassinos em um sistema distante, chamado Quad.

Durante as missões, eles precisam proteger uns aos outros (ou tentar não se matarem), ao mesmo tempo que eles precisam evitar que uma grande guerra multi-planetária aconteça, visando destruir o Quad. E, se ela realmente acontecer, se protegerem da melhor maneira possível. Em resumo: um ‘pega pra capar interplanetário’ sem precedentes.

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Deixando minhas piadinhas jocosas de lado, até que gostei do piloto de Kiljoys. De verdade. Veja bem, não vou acompanhar a série por dois motivos: 1) não me chamo Fabiano Costa; 2) não sou o público-alvo do Syfy. E é justamente pelo segundo item que esse piloto leva créditos comigo.

Eu, que não sou chegado na bagaça, não achei ruim. Imagine quem gosta?

O piloto de Killjoys é redondo. Tem um timing bom para uma série de ficção científica com momentos de ação, tem protagonistas carismáticos e um plot geral bem feito. Não vou falar muito das cenas de luta (não tão bem coreografadas), mas fico feliz que os efeitos visuais não foram no nível Once Upon a Time. De novo: a série vem do Canadá. Se deixassem exclusivamente na mão do Syfy… já viu o que ia acontecer.

Mas a trama parece que pode vingar algo interessante. Não achei o piloto de Killjoys algo cansativo. Repito: a série tem ritmo. O piloto flui bem, já que foi bem escrito e produzido. Entendo que os fãs do gênero vão facilmente se apegar ao conceito geral da série, e as chances de cair no gosto do seu público são enormes.

Enfim, o piloto de Killjoys está aprovado. Acho que é uma boa pedida para a summer season, principalmente para os fãs do canal Syfy. Que mais uma vez mostra que as coisas evoluem.

Ok, tem Olympus nessa temporada. Mesmo assim…

Primeiras Impressões | Olympus (Syfy, 2015)

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Te amo, Syfy! De verdade! Quando eu imagino que o canal ia cair no “lugar comum”, oferecendo pilotos como 12 Monkeys, lá vem “o canal mais legal do mundo” nos oferecendo um piloto SEN-SA-CIO-NAL! Olympus tem o típico episódio piloto que merece ser guardado para sempre, e as próximas gerações precisam estudar esse material com profundidade, pois podemos extrair várias lições desses 42 minutos que… olha, sem trocadilhos… foram “um presente dos deuses”.

A “maravilhosa” Olympus, como o próprio nome indica (dãããã) se passa no Olimpo, aquele da Grécia Antiga. Uma série de homens e mulheres valentes e corajosos foram expulsos de lá, e todos querem saber a verdade do que está acontecendo. Principalmente o protagonista, que vamos chamar de Herói. Até porque o seu nome não pode ser dito, pois alguma maldição acontece com aquele que pronuncia essa cominação amaldiçoada.

O Herói é corajoso, valente, inteligente e forte. Tudo isso ajudou à ele derrotar um ciclope, dois inimigos albinos, e quase detonou os capangas da Oráculo de Gaia. E tudo isso, em um único piloto. Não é “espetacular”? Aliás, por falar nessa Oráculo, ela era uma das prisioneiras do tal ciclope, e complica um pouco a vida do Herói, porque o poder dela todo mundo quer ter: as ditas visões do passado e do futuro.

Uma das pessoas interessadas em ver o circo pegar fogo é a Rainha Medea. Manipuladora que só ela, ela engana inimigos com um espelho, dá pra Deus e o mundo, e vê no Herói a sua grande chance de ampliar o seu poder. Até porque o Herói é filho de um Deus, mas só fica sabendo disso agora. E porque o marido de Medea já não é mais tudo isso depois que foi ferido em combate.

Em resumo: o Herói tem uma jornada para descobrir o seu passado. Ele vai descobrir que é um Deus, e que pode enfrentar os demais deuses do Olimpo frente a frente. Vai tirar satisfações com a mãe mais pra frente, para saber por que ela forneceu a marmita dela para um Deus e não contou para ele. Por fim, teremos vários e vários combates por disputa de território, onde no final apenas o mais forte vai sobreviver.

E muito provavelmente o mais forte é o nosso protagonista. O Herói.

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E o piloto começa com cenas como essa acima. Como “não amar essa delícia”?

Olympus é, disparado, o piloto “mais impactante” que assisti na temporada 2014-2015 (e entendam o “mais impactante” do jeito que vocês quiserem, pois cabem várias interpretações aqui). Eu realmente estava sentindo muita falta do canal Syfy moleque, o Syfy “pé no chão”, o Syfy “roots”. Aquele Syfy que todo mundo aprendeu a amar, mostrando a sua essência. De onde veio. E por que chegou até aqui.

Se é que foi possível contar, tivemos no máximo UMA CENA DE EXTERNA EM 42 MINUTOS DE PILOTO em Olympus. E é assim que tem que ser a TV mesmo! Afinal de contas, inventaram a tecnologia do chroma key pra que? Tem mais é que usar e abusar de um dos recursos mais bem vindos da história da televisão. Ainda mais em um tempo onde vemos tudo em alta definição, o que deixa a experiência televisiva “a mais crível possível”.

O roteiro também é “super bem amarrado”, com situações até coerentes para uma série mitológica. Afinal de contas, você não precisa se preocupar muito com o fato de um Deus não conseguir se defender ou ficar preso pelos pés e se libertar com dois ou três golpes de facão. Ou um olho dentro da boca do ciclope (que não pode ouvir). Ou um espelho que estava na sala da rainha Medea o tempo todo, mas só o falecido inimigo não percebeu.

O elenco é outro ponto forte de Olympus, com interpretações marcantes, cheias de expressividade e de muito impacto. Aliás, deixo aqui o registro que sempre achei injusto o bullying que fizemos durante anos com o “espetacular” ator Ricardo Macchi. Afinal de contas, o Cigano Igor fez escola, e o elenco de Olympus é uma prova clara que essa categoria de interpretação pode “evoluir” a níveis jamais imaginados.

Enfim, Olympus é tudo isso e muito mais! É aquela série que você se sente aliviado por existir. Aquela série que você tem vontade de ir pro Twitter e escrever em caixa alta mesmo “OBRIGADO, SYFY, PELA GRAÇA ALCANÇADA”. Se as pessoas não entenderam todas as licenças poéticas e técnicas que esse piloto nos ofereceu, eu não posso fazer nada, a não ser dizer “lamento por você, que perdeu uma das melhores experiências televisivas de sua vida”.

Se você quer diversão e entretenimento sem qualquer tipo de compromisso, Olympus foi feita para você!

 

P.S.: não será surpresa se alguém ler esse texto pela metade e não entender que ele está recheado de ironias. Até porque algumas pessoas simplesmente são incapazes de interpretar um texto. Para esses, sou obrigado a perder alguns minutos da minha vida escrevendo esse parágrafo. Ah, e antes que eu me esqueça: te odeio, @edu_sacer, por me obrigar a passar por essa experiência!

Primeiras Impressões | 12 Monkeys (SyFy, 2015)

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Se eu disser para vocês que eu vejo uma evolução nos pilotos do SyFy, vocês vão me levar a sério? Sim, eu poderia estar zoando com muita força o ‘canal mais legal do mundo’ (obrigado, SyFy, por colocar Sharknado na minha vida), mas não é esse o caso. O piloto de 12 Monkeys é bem aceitável. É claro que não tenho qualquer tipo de garantia de que a série será boa. Mesmo assim, as primeiras impressões são boas.

Partindo da premissa geral do filme ’12 Macacos’, temos aqui dois cenários bem diferentes e igualmente complicados. No futuro, temos um planeta Terra irreconhecível onde os valores morais e éticos foram deturpados, e as poucas pessoas que sobreviveram precisam lutar pela sobrevivência a todo custo. Esse cenário de caos começou em 2015, quando uma doença misteriosa dizimou praticamente a população do planeta.

Nesse futuro, uma equipe de especialistas tenta evitar que o passado aconteça da forma como aconteceu. Para isso, manda um agente para o passado, para eliminar aquele que foi considerado o responsável pela disseminação do tal vírus. Esse agente conta com a ajuda de uma virologista, que no final das contas será mais útil do que se imagina, uma vez que eliminar o suposto culpado não foi o suficiente para resolver o problema.

Até porque eles descobrem que não temos apenas um responsável pela epidemia, mas sim uma organização denominada ‘O Exército de 12 Macacos’, que é quem realmente vai provocar todo o caos no planeta. O que torna a missão do viajante do tempo e da virologista algo muito maior e mais complexo.

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O piloto de 12 Monkeys é tecnicamente bom. O SyFy não ofendeu minhas retinas com os efeitos visuais, e o roteiro do piloto está bem redondo. Eu me esforcei para encontrar barrigas de roteiro ou erros de continuidade, e apesar de alguns eventos considerados desnecessários (como por exemplo a festa de gala), o piloto consegue entregar e bem a história geral da série, sem cair na galhofa. E isso é sempre muito bom.

O elenco também ajuda a comprar a ideia. Poderia ser algo que comprometesse completamente a proposta geral da série, mas não é isso o que acontece. Aliás, um bom roteiro nessas horas ajuda e muito. Tem ator bom em série bunda que é prejudicado justamente porque os roteiristas não sabem escrever personagens minimamente razoáveis. Não é isso o que acontece no piloto de 12 Monkeys.

É claro que eu vou ficar com um pé atrás. Afinal de contas, estamos falando do SyFy, que é um canal que tradicionalmente consegue rapidamente transformar algumas de suas séries em uma galhofa completa, com argumentos absurdos e soluções ridículas. E isso pode acontecer com 12 Monkeys, de forma (quase) não surpreendente. Por isso, quero esperar mais um pouco para dizer se a série vale a pena ou não.

Mas para os fãs convictos de ficção científica (aka @fabiano_sjc), eu acho que a ideia geral de 12 Monkeys é mais que suficiente para despertar o interesse desse público. Com um piloto bom (levando em consideração tudo aquilo que o SyFy já entregou para o telespectador), fica mais fácil atrair o interesse dessa galera que curte epidemias, planetas em um futuro pós-apocalíptico e viagens no tempo.

Recomendo que você assista pelo menos ao piloto, e tire suas próprias conclusões. Eu, que não sou muito chegado nesses paranauês de ficção científica, gostei do que vi. E me arrisco a dizer que esse é o melhor piloto que vi no SyFy até agora.

Primeiras Impressões | Z Nation (Syfy, 2014)

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Eu nem sei por onde começar. Na verdade, sei sim: nunca mais assisto The Walking Dead na minha vida, principalmente depois de ver o “espetacular” piloto de Z Nation (Syfy).

Podem me xingar, me ameaçar de morte, amaldiçoar minha existência ou dizer calúnias contra a moral sexual da minha mãe. Eu não me importo com nada disso (até porque minha mãe dá o que ela quiser, para quem ela quiser). Fato é que mais uma vez o Syfy consegue respeitar o seu telespectador, oferecendo um produto com a sua assinatura de qualidade – que nada mais é do que o padrão “deu a volta”.

É claro que muita gente vai se sentir incomodada porque temos mais uma série que vai abordar a temática de apocalipse zumbi. E, de fato, Z Nation não apresenta absolutamente nada de novo. Estamos diante de um cenário de caos, todo mundo está morrendo, a cura não existe… bom, mais ou menos sobre esse “a cura não existe”: tem pelo menos um maleta no grupo dos sobreviventes que possui o tal gene que, combinado com a vacina testada pelos órgãos norte-americanos (um CDC da vida), é imune ao vírus zumbi.

Logo, a missão daqueles que sobreviveram é levar esse cara para um CDC que ainda funciona, para que o seu organismo seja estudado, o seu gene devidamente identificado, para que uma pequena chance de cura apareça.

O problema? Não bastando o apocalipse zumbi, a turma de sobreviventes está em Nova York. E o tal CDC fica na Califórnia. Ou seja, vão ter que cortar um país recheado de zumbis bem espertinhos para buscar uma cura. Nada dessas frescuras de você já estar em Atlanta e ter um CDC do lado da sua casa, para você buscar ajuda (e descobrir que aquilo ali não serve para nada).

Z Nation - Season 1

Mas… calma! Tem mais!

Z Nation dá de dez a zero em The Walking Dead na dinâmica proposta pelos seus criadores e roteiristas. No lugar de várias horas de contemplação ao silêncio e episódios inteiros discutindo a relação entre pais e filhos, a série zumbi do Syfy apresenta tudo aquilo que nós, verdadeiros fãs de séries queremos ver: tiros, correria, várias referências a outras séries, e o principal: muita diversão.

Diferente dos zumbis daquela série pretensiosa do canal AMC (que se arrastam), os zumbis de Z Nation são muito mais espertos: eles não só correm – e muito, exigindo que cada sobrevivente seja praticamente um Usain Bolt – como eles até “raciocinam” – por mais contraditório que isso possa parecer. Tem uma cena em um lago recheado de zumbis (algo claramente inspirado em uma polêmica cena da segunda parte da quarta temporada de The Walking Dead), que mostra claramente o potencial de Z Nation: os zumbis “se fingem de morto”, pegando de surpresa uma dupla de sobreviventes distraídos.

A série não ofende tanto nos aspectos visuais. Mas quando resolve te agredir, faz de forma que você não esqueça nunca mais. Aliás, quero deixar registrado que eu quero comprar para a minha filha no natal o boneco do bebê zumbi que apareceu no episódio. Quem assistiu o piloto sabe do que estou falando. Não tem como aquele boneco não virar o presente preferido das crianças!

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Diante de toda a felicidade que a série representou, podemos até ignorar as atuações ruins de praticamente todo o elenco. Z Nation é a série para ser vista, e já é, de longe, aquilo que você DEVE ver nessa fall season 2014. É diversão pura. Não tem como ser melhor. Aliás, tem: o preview da temporada mostra que o Syfy não tem mais medo de assumir que faz TV para o seu público alvo. Se dependesse de mim, Z Nation estava renovada desde o segundo intervalo do piloto.

Na boa? Se a AMC é esperta, nem se dá ao trabalho de desenvolver um spinoff de The Walking Dead. Anuncia logo a parceria com o Syfy, e deixa Z Nation como o spinoff oficial.

 

P.S.: mais uma vez eu tenho que perder meu precioso tempo escrevendo linhas para os seres de mente mais fraca. Sim… esse texto tem elevadas doses de humor e ironia. Se você não é capaz de identificar isso em um texto, você é burro. Definitivamente. 

Sharknado 2 (2014) | Cinema em Review

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Ontem (31), o Brasil teve o privilégio de assistir ao já histórico telefilme Sharknado 2: A Segunda Onda, exibido pelo canal SyFy Brasil apenas 24 horas depois de sua primeira exibição nos Estados Unidos. E quando falo que ele já está na história, não é nenhuma zoeira: esse é o telefilme mais visto da história da TV paga norte-americana (3.9 milhões de espectadores na sua primeira exibição), e o assunto mais citado da história do Twitter, com mais de 1 bilhão de menções na rede social. Mas não é só isso.

Esqueçam ‘X-Men: Dias De Um Futuro Sombrio’, ‘Capitão América 2’, ‘O Espetacular Homem-Aranha 2’, ‘Guardiões da Galáxia’ ou qualquer outra coisa que suas retinas tenham presenciado nos últimos sete meses. Você, amigo leitor, gostando ou não, saiba que a verdade é uma só: Sharknado 2 é, com muita facilidade, “o melhor filme de 2014”. Não importa o que você pensa, e não importa o que aconteça nos próximos meses.

E vou dar argumentos para o que estou dizendo (e sem spoilers, se possível).

O SyFy alcançou com Sharknado 2 o nível de “especialista supremo universal dos filmes de terror/tragédia trash”. Se tornaram faixa preta terceiro dan nesse aspecto. Daqui para frente, eles nunca mais vão errar nessa fórmula, e com certeza vão oferecer aquilo que o seu público-alvo quer. Aliás, aquilo que todos nós queremos. Diferente dos filmes que citei antes, Sharknado 2 agrada em cheio os seus fãs, de forma unânime! É impossível apontar algo que desagrade.

Até porque você precisa ver esse filme totalmente desprovido de critérios. Critérios? Pra quê, meu povo?

Sharknado 2 é o melhor filme de 2014 porque se leva a sério nos seus objetivos. Se é pra fazer filme galhofa, vamos acreditar nisso. Vamos fazer a tosqueira com convicção, acreditando que estamos entregando a maior tragédia da história da humanidade, fazendo com que profissionais da NBC não só digam diante das câmeras que Nova York poderia estar diante de uma tragédia de “proporções bíblicas”, mas fazendo com que eles LUTEM COM TUBARÕES! Sério, gente, essa é uma vitória!

Aliás, quem assistiu os dois filmes sabe que, diante do que foi o primeiro em termos de produção, sabe que Sharknado 2 é uma superprodução. Não, amigos… não estou falando dos vários, inúmeros e propositalmente mal feitos tubarões computadorizados (tubarões, aviões, nuvens e qualquer outra coisa que pudesse passar pelo computador) que foram vastamente colocados na tela. Eu falo das diversas cenas de externas em locais importantes (quinta avenida, estádio do NY Mets, etc) e em alguns merchandisigns vistos no filme (tem um do Subway que é descarado), e nas participações especiais. A grana rolou solta, e isso ajudou para que um filme muito melhor fosse entregue.

 

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Mas o que realmente torna Sharknado 2 o melhor filme de 2014 (e, de novo: não importa o que você pensa) é o filme em si, como um todo. Um elenco capitaneado por Ian Ziering, que já eram um ator de capacidade de interpretação bem duvidosa em Beverly Hills 90210 (primeira versão de Barrados no Baile), e que conta com participações especiais valiosíssimas (destaque para Kelly Osbourne, Andy Dick, e principalmente Mark McGrath) simplesmente não pode dar errado. E é só o começo.

A trama do filme é totalmente desprovida de qualquer tipo de preconceitos e critérios. Até porque (vou repetir sim essa pergunta)… Critérios? Pra que? Os responsáveis por Sharkando 2 foram tão geniais (à frente do seu tempo, eu diria), que eles deixaram até erros de continuidade logo nos primeiros minutos do filme. Pessoas que estão por último para sair do estádio de baseball, mas chegam em primeiro na estação do metrô, uma tromba d’água de corrói apenas a parte traseira do último vagão do metrô, e outras ideias sensacionais para tornar o filme ainda melhor.

Sem falar no final do filme, que é realmente épico, com uma situação definitivamente absurda (como não podia deixar de ser), e como “bônus”, de forma bem sacana, eles colocam uma última e cretina piada, que mostra claramente que roteiristas, produtores, atores e todos os envolvidos estão muito cientes que todos nós, fãs dos filmes tragédia toscos, queremos mesmo é nos divertir com tudo isso.

Enfim, se você não viu Sharknado 2, não faz a menor ideia do que está perdendo. O filme é simplesmente maravilhoso, e esse texto não consegue traduzir nem 10% de tudo o que você vai presenciar nessa produção, que me ofereceu duas das mais divertidas horas diante da TV em 2014.

Obrigado, Senhor SyFy, pela graça alcançada com Sharkado 2!

 

 

P.S.: a essa altura do campeonato, se você realmente levou esse texto a sério, literalmente, devo dizer que lamento por você não saber identificar as ironias de um texto. Nem perca seu tempo se revoltando com esse post, pois a culpa não é minha se você não entende uma grande piada.

Primeiras Impressões | Bitten (Syfy, 2014)

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Então… por onde começar? Mais uma vez eu me submeto ao sacrifício de ver certas coisas, para prestar o serviço de utilidade pública ao leitor, tentando alertar a população sobre perigos reais e imediatos. É o que acontece com Bitten, nova produção do SyFy, “importada” do canal canadense Space. Mas isso é o de menos, acredite.

Bitten é centrada na história de Elena Michaels (Laura Vandervoort), fotógrafa que vive em Toronto, com um namorado bacana, é bem sucedida profissionalmente, e tem uma vida estável. Exceto o fato que Elena é a única loba de sua espécie (como isso é possível? Quero dizer, todas as lobas nesse mundo hipotético foram extintas?).

Isso não impediu que Elena deixasse o seu grupo, vivendo uma vida “normal” (de vez em quando ela se transforma em uma loba digitalizada). Porém, quando uma humana é morta por um membro de outro grupo (um coiote, talvez…), ela precisa voltar ao seu bando, para ajudar a solucionar esse e outros mistérios.

Tá, eu sei… a premissa é uma bagunça. A série também, então, vamos usar de boa dose de sinceridade para opinar sobre os 43 longos minutos do piloto de Bitten.

A série é ruim. Ponto. Poderia parar aqui, mas isso não é o suficiente.

Eu pouco me importei com o drama de Elena, do fato dela ser uma loba, de ter que esconder tudo isso do namorado e de seus amigos e familiares, que ela tem um ex-namorado no grupo dela perdido em um lugar distante… não me importei com nada. Mesmo. Porque tudo é muito ruim na série.

O enredo da trama é ruim, com argumentos fracos, e algumas desculpas patéticas. O namorado de Elena é a Paloma (de Amor à Vida), mas vestindo calças e com cara de pamonha: ele acredita em qualquer bobagem que Elena conta para ele. Mais: acredita cegamente em uma mulher que sai do meio de uma transa para “fotografar modelos”, ou desaparece no meio da noite para correr por aí (em forma de loba digitalizada) e, na volta, não questiona isso!

E quando questiona, acredita na primeira desculpa que Elena conta.

Todo o elenco é abaixo da média. Caras canastronas e expressões de tensão feitas por alunos do Wolf Maia temos aos montes. Um festival de expressões faciais constrangedoras, e algumas afirmando “eu não gostaria de estar fazendo isso”.

Mas o que mais me deixa revoltado com o piloto de Bitten é o item “efeitos visuais”. Ou melhor, defeitos visuais.

Os animais são digitalizados! Eu tenho uma bronca disso tão grande, que vocês não imaginam. E olha, que os animais feitos pela série canadense oferecem um resultado melhor que aquela porcaria que vemos em Once Upon a Time. Porém… por que, Senhor?

Sem falar nas cenas de transformação dos humanos em lobos. Sem falar na cena final, com outro lobo digitalizado. Sem falar na aparição de um coiote brigando com um lobo (mostrando que os dois grupos são inimigos).

Enfim, Bitten tem a cara do SyFy. Não tenho paciência para séries desse tipo, e acho que até mesmo quem gosta de séries com enredos semelhantes não verá nada de especial nessa produção. Porém, não vai ser surpresa se aparecerem os fanboys da loba Elena me xingando por causa desse post. Para vocês, lamento pelas lesões cerebrais que vocês possuem, e eu já defeco e me locomovo para suas opiniões desde já.

Me recuso a discutir sobre uma série que contém lobos digitalizados.