@oEduardoMoreira

Pessoal e Intransferível

Tag Archives: telefonia

Vivo começa a mostrar sua cara para os assinantes da GVT

by

vivo-gvt

Eu não vou mandar um “eu avisei” pelo simples fato que eu acho uma sacanagem falar isso para os assinantes da GVT, que começam a ser vítimas da Vivo nos serviços residenciais. Eu posso falar com propriedade: sou usuário da operadora na internet móvel por compreender que esta é a melhor opção na qualidade dos serviços prestados, mas não estou de acordo com os preços cobrados e sempre fico com um pé atrás com eles.

A qualidade oferecida pela Vivo no estado de São Paulo é bem abaixo da média. A internet banda larga não tem a mesma qualidade que as demais, o serviço de telefonia apresenta problemas, e o atendimento é simplesmente um lixo. Fui desrespeitado de todas as formas pela operadora, até que a NET chegou em Araçatuba (SP), e por lá fiquei por dois anos, até me mudar para Ponta Grossa (PR), onde hoje utilizo a GVT… que está virando a Vivo.

Ironias do destino. Fazer o que?

Entendo que é um período de migração de clientes, serviços e plataformas. Que a Vivo está absorvendo a GVT inteira e, por conta disso, teremos um período onde tudo será um pouco mais conturbado que o normal. Porém, já é possível ver o dedo da operadora espanhola nessa nova fase. E não falo do site que não funciona direito, nas eventuais dificuldades em realizar a migração do cadastro para a nova conta, ou em realizar manutenções em horários totalmente inapropriados. Falo de coisa pior.

Muito pior.

A Vivo é uma das operadoras que passou a limitar o consumo de internet dos seus usuários, e a partir desse ano (promocionalmente só a partir de 2017, mas vai acontecer), a operadora contará com limites de consumo de dados para os seus serviços de internet banda larga fixa. Vai além. Vai limitar o consumo de dados nos planos de fibra ótica, com velocidade maior e, teoricamente, maior consumo de dados.

Mas espere. Piora.

Em alguns planos, a Vivo promete suspender completamente o serviço de internet caso a franquia seja consumida. E, pasmem: são nos planos mais caros. Para os planos mais acessíveis, a velocidade de conexão pode ser reduzida, fazendo o usuário sentir saudades dos tempos da internet discada. E essas “novidades” podem ser incorporadas aos atuais clientes da GVT, que podem pagar o pato por conta de uma compra de um negócio bem infeliz.

Afinal de contas, a GVT até agora vem funcionando bem, e com a sua boa internet ilimitada.

O tema da limitação de consumo de banda de internet está em evidência, apesar de outras operadoras realizarem o mesmo. O caso mais destacado é o da NET, que tem essa prática a algum tempo, mas muitos clientes relatam que nunca chegaram a constatar que a operadora efetivamente reduziu a velocidade de internet de seus usuários. Eu já tive essa desagradável experiência uma vez, quando precisei refazer minha biblioteca de jogos do Xbox 360. Parece que ao menos a NET só reduz a internet daqueles que decidem fazer o downlaod da internet inteira (ou de boa parte) de uma única vez. De usuários ditos ‘normais’, essa redução de consumo não acontece.

Dito isso, já espero pelo pior. Os clientes da GVT em minha cidade e em outras onde a operadora opera já começam a sentir os efeitos da mudança. E não estão muito contentes com o que está acontecendo. De qualquer forma, vamos esperar pelos próximos acontecimentos.

Da minha parte, o alerta já está dado. Se o meu contrato for alterado de alguma forma, e o tal limite de dados for adotado para os clientes antigos da GVT (que contam hoje com internet ilimitada em todos os planos), a saída é simples: ir para outra operadora, ‘só de sacanagem’. Só para eles não verem o meu dinheiro. Prefiro ter a limitação da NET. É pior que a GVT? É sim. Mas ao menos a velocidade é só reduzida e, mesmo assim, só se eu abusar da boa vontade deles.

Por outro lado, é péssimo ver algo que era tão bom acabar através de uma execução errada e viciada de uma empresa com má qualidade. Que a Vivo prove para todo mundo que está errada. Porém, como já estou escaldado com eles, acho que o final da história deve ser o mesmo que tive em Araçatuba: dores de cabeça, reclamações e cancelamento.

Quem viver, verá. “Vivo”.

iPhone 5c: não fazia mais sentido sua existência

by

iphone-5c-topo

Era para ser o iPhone ‘barato’. Nunca foi. O iPhone 5c simplesmente era o iPhone 5 com uma carcaça de plástico e custando o mesmo preço, o que elevava os lucros da Apple sem muito esforço. Seu processador (A6) é obsoleto, deixando de fora os benefícios presentes no iPhone 5s (Touch ID, gravação de vídeo em câmera lenta, updates de futuras versões do iOS). Um erro da Apple (e de quem comprava o dispositivo).

O iPhone 5c desapareceu do catálogo da Apple com a apresentação dos novos iPhone 6s e iPhone 6s Plus, o que é um indício claro que as vendas desse modelo nunca foram excepcionais. A demanda do iPhone 5c sempre esteve muito abaixo do modelo superior, e os números de vendas dos últimos modelos deixam claro que a Apple não vai tentar de novo lançar um iPhone de plástico.

 

O sucesso ou fracasso do iPhone 5c é difícil de se quantificar

650_1200

O iPhone 5c não era mais que um iPhone 5 recondicionado, permitindo que a Apple aproveitasse as linhas de produção do modelo anterior, com pequenas modificações externas (aka carcaça de plástico), obtendo assim uma maior margem de lucro. Um ano depois, os processadores A6 e os demais componentes ficaram mais baratos (12% a menos que o iPhone 5s, segundo alguns estudos).

A Apple nunca revelou dados concretos de vendas do iPhone 5c, mas analistas deixam claro que o interesse por esses modelos em países como a China era muito inferior ao que geraram na época (meados de 2014) o iPhone 5s e até o iPhone 5. Ainda que os dados sejam discutíveis, tudo indica que eles são semelhantes no restante do mundo. Exceto em casos pontuais, como no Brasil, onde vejo muita gente com o dito iPhone 5c de 8 GB de armazenamento, junto ao público que antes compraria um Android de linha média.

Fato é que a própria Apple ‘admitiu’ essa situação ao lançar a versão com 8 GB do iPhone 5c, no lugar dos 16 GB da versão original. Apenas para estancar as perdas em função da relação custo-benefício nada favorável.

Por outro lado, também temos indícios de sucesso do iPhone 5c. O AppleInsider informou que sse modelo superouo em vendas todos os modelos de franquia de outros fabricantes, com uma estimativa de 12.8 milhões de unidades vendidas, contra os 9 milhões de unidades vendidas pela Samsung no mesmo período (quarto trimestre de 2013) nos Estados Unidos.

A Apple nunca confirmou ou desmentiu os números, mas é evidente que o resultado para eles não foi o satisfatório, já que eles não lançaram novos iPhones de plástico: em setembro de 2014, foram lançados o iPhone 6 e iPhone 6 Plus, abandonando de vez os modelos de 4 polegadas. O resultado? Um sucesso absoluto para a Apple.

 

Por que ganhar dinheiro quando você pode ganhar MUITO MAIS DINHEIRO?

iphone-5c-02

A Apple não pensa no volume de vendas, mas sim nas marges de lucro. Os resultados do iPhone 5c deixaram claro que a sua produção deveria ser encerrada, mesmo porque o alvo desse empresa nunca foi os mercados emergentes.

Tim Cook deixou claro essa filosofia da Apple. Na WSJD Live Conference realizada em 2014, ele foi questionado sobre a potencial entrada da empresa nos mercados emergentes. Cook respondeu da forma mais contundente possível: “iremos tão fundo possível sempre que pudermos manter a experiência do usuário”.

A Apple nunca teve a intenção de oferecer um iPhone barato, e alguns analistas deixaram claro há mais de um ano que o experimento com o iPhone 5c não foi o que eles esperavam. O prestígio buscado pela Apple não era tão apreciado no iPhone de plástico. A Apple sempre foi exclusivista por natureza, com um marketing que retratava essa experiência e o estilo de vida ‘elite’, e eles não podem ser o fabricante do produto top de linha e do produto acessível ao mesmo tempo. Hoje, não mais.

iphone-5c-03

Isso foi confirmado com o lançamento dos iPhones com telas de 4.7 e 5.5 polegadas, e o sucesso foi evidente: 75 milhões de unidades vendidas no último trimestre de 2014. O iPhone 5c foi um bom experimento para tentar ganhar dinheiro com um produto recondicionado que aumentava as margens de lucro, mas sua demanda não foi suficiente.

Os novos iPhones 6/6 Plus deixavam de lado a ideia de ‘velho renovado’, oferecendo aos usuários modelos com diferentes tamanhos, mas com praticamente as mesmas especificações. O interesse pelos dois modelos mostrou claramente para a Apple que era possível ganhar mais dinheiro com dois produtos novos do que com um novo e outro recondicionado.

E se tem uma coisa que a Apple se caracteriza é o desejo quase obsessivo de querer lucrar ao máximo em cada um de seus lançamentos. Confirmam isso até nos novos iPhone 6s e iPhone 6s Plus, cujo modelo base conta com 16 GB de armazenamento, algo que gerou muitas críticas no ano passado, mas que certamente dá lucro para eles. Senão, esse modelo base já teria passado para 32 GB bem antes.

A Apple é uma empresa, e como tal, quer maximizar os seus lucros, minimizando os custos. O iPhone 5c não tem muito sentido dentro dessa filosofia, e os últimos dois anos deixaram claro que esse experimento não será repetido.

E eu cantei essa bola lá atrás. Afirmei sem medo de errar que o iPhone 5c era um erro.

Balanço de 2014: Windows Phone

by

windows-phone-wallpaper-1

Há pouco mais de um ano era anunciada a notícia que mudaria o rumo do WIndows Phone para sempre: a Microsoft adquiria a divisão de dispositivos móveis da Nokia, iniciando assim a consolidação de uma estratégia que faria com que a empresa se transformasse na responsável pelo hardware e software de sua plataforma móvel.

A Microsoft também anunciava uma hipotética maior abertura para outros fabricantes que contavam com acordos. A ideia era que mais e mais marcas apostassem no Windows Phone, mas… o que realmente mudou para o sistema operacional de um ano para cá?

 

Um ano de transição

elop-balmer

2014 foi um ano de transição para o Windows Phone: a compra da Nokia estava associada a uma complexa fusão de equipes de desenvolvimento, que tiveram que ser ajustados para evitar redundâncias e ajustar custos.

As temidas demissões foram uma das notícias esperadas nesse processo de absorção, e das 18 mil demissões anunciadas, 12.500 postos eram de trabalhadores da Nokia Devices and Services. O processo foi acontecendo ao longo dos últimos meses, e não devem parar por aí.

Mas isso parece não ter sido obstáculo para que vários lançamentos acontecessem. O Microsoft Lumia 535 (por exemplo) é o primeiro dispositivo com assinatura do time de Redmond, removendo de vez a marca Nokia do seu vínculo com a família de dispositivos Lumia.

Os últimos modelos Nokia foram o Lumia 735 e o Lumia 830, dois modelos de linha média muito centrados na parte fotográfica. O Lumia 530 parecia ser relevante – até o lançamento do Lumia 535 -, enquanto que os modelos de linha média só recebeu o Lumia 930 em abril, tentando competir com os modelos mais completos do mercado. O modelo chegaria acompanhado de um novo membro dos produtos de linha média, o Lumia 630 e sua variante 4G/LTE, o Lumia 635.

Por outro lado, vimos a consolidação do Lumia 520 como um dos modelos mais vendidos da história da Nokia, e em julho a Microsoft confirmava que eles venderam mais de 12 milhões de unidades desse modelo desde o seu lançamento. O Lumia 520 impulsionou a cota de mercado do Windows Phone, e se transformou no exemplo claro de um dispositivo de baixo custo com ótima experiência de usuário.

 

O melhor Windows Phone da história

siri-vs-cortana

Todos esses lançamentos receberam a grande novidade de 2014: o Windows Phone 8.1, uma versão que trouxe uma grande quantidade de novidades.

Entre elas, destaco o Action Center, a nova tela inicial, o suporte ao modo de escrita ‘swype’ no teclado nativo e as melhoras em outras áreas como sensores, o navegador Internet Explorer, entre outras.

Mas o protagonista do Windows Phone 8.1 é o Cortana, o assistente de voz da Microsoft (que, por enquanto, só fala inglês). Ainda com margem de melhora, fica claro que o Cortana quer se transformar no pilar fundamental da nossa experiência de uso com o smartphone.

As mudanças são importantes, e transformam o Windows Phone 8.1 em uma plataforma madura. O seu catálogo de software segue bem limitado, e as ausências de algumas ferramentas importantes para os usuários volta a ser um ponto fraco. Mesmo assim, a solução da Microsoft evoluiu de forma notável.

 

Cada vez mais difícil competir com um duopólio

Os movimentos da Microsoft no terreno de hardware e software em 2014 não parecem ter um impacto significativo na sua cota de mercado, e nos últimos anos vemos o Android e o iOS concentrando a maior parte do mercado em suas mãos.

A evolução do Windows Phone nos últimos anos foi algo sensível, mas não se consolidou nos últimos meses. De fato, o crescimento de sua cota estagnou na maioria dos países onde o sistema está presente. A Itália é o único país que realmente aposta no Windows Phone, com 15.2% de mercado (em setembro de 2014), enquanto que os demais países apenas variaram de forma tímida, com aumento e queda, dependendo do país.

O lançamento dos novos iPhone 6 e iPhone 6 Plus impactaram nesse movimento, que pode ser maior nos próximos trimestres, promovendo mudanças sensíveis na atual posição do Windows Phone e até na liderança dominante do Android.

 

Um 2015 mais interessante

windows-phone-8-1-2

2014 foi um ano difícil para o Windows Phone, e a Microsoft deve realizar mudanças radicais depois da compra da Nokia. A situação do mercado mobile oferece muitos obstáculos para a gigante de Redmond, mas a empresa está dando passos bem interessantes para o futuro. A visão de Windows unificado, onde o núcleo de todas as plataformas passa a ser o mesmo, é algo bem interessante.

Mesmo que isso represente o fim do Windows Phone, e o começo do Windows 10.

A filosofia ‘One Windows’ que a Microsoft prega é muito promissora, e mesmo que não pareça que o sistema vai ameaçar a relevância do Android e do iOS, temos que reconhecer os seus planos de se adaptar e se renovar. Veremos se sua aposta será acertada ou não.

O ano de 2015 se encarregará de responder essa pergunta.

PNNL quer transformar o seu smartphone em um microscópio por menos de US$ 1!

by

microscopio-movil_(2)

A Energy Pacific Northwest National Laboratory (PNNL) quer criar um microscópio muito potente e pequeno com a ajuda do seu smartphone, e custando menos de US$ 1 para ser desenvolvido.

O segredo está em uma carcaça muito fina que é colada em cima da câmera, responsável por sustentar um segundo componente, uma esfera de cristal muito pequena, que combinada com a câmera do smartphone, pode ampliar as imagens em até 1.000%. A principal vantagem do sistema é que as carcaças podem ser impressas em impressora 3D, com modelos que podem ser baixados pela internet, e um custo total muito baixo. Além disso, o sistema é compatível com (quase) qualquer smartphone do mundo.

A ideia desse projeto é auxiliar nas áreas médicas e zonas de segurança e desastres nacionais e emergenciais, permitindo a detecção mais eficiente de parasitas na água ou sangue, e até a detecção do Antrax em um ambiente.

 

+info