@oEduardoMoreira

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Apple se lembra que tem uma conta no Twitter, e decide atualizá-la

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A Apple atualizou sua conta no Twitter. Isso nem seria uma noticia se eles não fizessem isso desde setembro de 2011, quando a conta foi efetivamente criada.

O avatar e o seu fundo foram personalizados, usando o efeito bokeh adotado no convite para o evento que deve apresentar o iPhone 7 ao mundo.

A pequena mudança fez com que o número de seguidores triplicasse, com mais de 167 mil novos seguidores a mais em um curto espaço de tempo.

 

Nada mais do que se preparar para a semana que vem (valeu, Apple…)

Mark Gurman da Bloomberg aposta que esta mudança não é mais do que uma preparação da Apple para o evento da semana que vem, uma vez que a empresa pode usar a plataforma para contar tudo o que está acontecendo.

Sabemos que a Apple sempre faz streaming de vídeo de seus eventos, mas utilizar o Twitter é algo totalmente novo.

E não só o Twitter. A gigante de Cupertino renovou sua sala de imprensa online, que é de livre acesso aos interessados, mostrando agora as notas de forma muito mais visual, incluindo dados de contatos de imprensa que até agora não poderiam ser vistos.

Em resumo: mais uma distração para os fãs da empresa.

Via Twitter, AppleMark Gurman

Se até o Mark Zuckerberg usa a mesma senha para tudo…

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Não é por isso que você vai usar!

Nesse final de semana, Mark Zuckerberg teve suas contas do Twitter e do Pinterest hackeadas pelo grupo OurMine Team. O hack aconteceu por fruto do vazamento das senhas do LinkedIn, e os cibercriminosos simplesmente tiveram que tentar a senha disponível nessa ferramenta para tentar nos serviços previamente citados. Tudo bem simples, e dispensando o uso de técnicas sofisticadas de hack.

Aqui, temos uma situação constrangedora para o menino Zuck. Não tanto por ter sua conta violada, já que isso pode acontecer com qualquer pessoa, literalmente. Mas sim por ver que a filosofia de segurança do co-criador do Facebook é a mesma da sua mãe, por exemplo. A tendência dele é colocar a mesma senha em mais de um serviço online, e aí quando esse tipo de problema acontece, vários serviços ficam expostos à violação de dados.

Agora, imagine você, amigo leitor: se Mark Zuckerberg pensa em segurança com essa linha de raciocínio, imagine o quão o Facebook pode estar desprotegido?

É claro que posso até estar exagerando. É de se imaginar que Zuckerberg deixa essa missão de proteger a maior rede social do planeta para outras pessoas, para profissionais muito bem pagos na área de segurança. Em alguns casos, o Facebook chega a ser chato de tanto que enfatiza a questão de segurança, com vários sistemas de verificação de conta.

Mesmo assim, o comportamento de Zuckerberg no que tange ao ato de administrar suas contas nas redes sociais está bem longe de ser considerado o ideal. Tudo bem, eu sei… é chato decorar várias senhas. Mas para isso existem ferramentas na internet que armazenam as suas senhas em uma área (teoricamente) segura, para só depois enviar para todos os serviços que você possui uma senha única, fazendo uma espécie de “verificação em dois passos disfarçada”. O Last Pass é um dos mais conhecidos e populares, e pode ser utilizado por qualquer pessoa.

Entendo que o incidente com Zuckerberg pode servir de exemplo para qualquer pessoa. É possível minimizar riscos com medidas simples, que levam poucos minutos para serem aplicadas, e com baixo nível de complexidade. Nós, usuários comuns, nos preocupamos com aquelas nudes que mandamos pelo WhatsApp, com com os poucos reais que temos em nossa conta bancária.

Se o Zuckerberg não ligava para isso, o problema é dele!

Saiu da vida online é para nunca mais voltar!

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A vida é curta demais. Todo mundo sabe disso.

Não podemos perder tempo nesse mundo com efemeridades, aborrecimentos e qualquer evento que produza as metáforas de encheção de saco. Isso vale na vida e para as redes sociais. Porém, no mundo real, em muitas oportunidades, aquelas pessoas que temos algum tipo de desentendimento são importantes, seja no lado profissional como no pessoal. E por conta disso, argumentamos SÓ UM POUCO para manter essas relações.

Nas redes sociais, a coisa é bem diferente. Não perco mais tempo com isso.

Decidiu parar de acompanhar o conteúdo que você publica no Twitter ou Instagram? É um direito da pessoa. Desfez amizade no Facebook? Idem. Mas é muito justo que a pessoa saia para nunca mais voltar. Regra de reciprocidade, sabe?

Não é retaliação. Veja bem, até entendo que a pessoa tem o direito a mudar de ideia na vida. Todo mundo tem. Mas tem gente que é bipolar! Sai e volta três, quatro, cinco vezes. Sem falar nos motivos torpes para sair e voltar. Sério, é um tempo que você poderia gastar assistindo House of Cards (enquanto a Anatel deixar).

Outra coisa: tente eliminar pessoas das suas redes sociais sem fazer barulho. É algo muito 2008 anunciar abertamente que vai sair bloqueando pessoas, ou que vai bloquear uma determinada pessoa, citando a mesma apenas para ver a sua reação. Olha, mural de Facebook e timeline do Twitter não são confessionários do Big Brother para você justificar eliminação.

Faça tudo no silêncio. E deixe a pessoa descobrir sozinha como você tem pleno controle de suas redes sociais.

Aliás, a internet é apenas uma expansão da vida real nesse aspecto. Você escolhe quais são as pessoas que participam da sua vida. Quem você não quer por perto, fica de fora. Não há nada de errado nisso. E, quando isso acontecer, não se justifique muito. Não adianta perder muito tempo.

Agora, se acontecer com você, também não busque explicações. Você pode simplesmente ser chato e pronto. Por outro lado, garanta que sua sanidade mental ficará em ordem, sem ter que conviver com pessoas que não sabem o que querem. Mostre que você sabe o que quer, ou que não quer a pessoa por perto, nem que a vaca tussa.

Principalmente se a vaca pedir a amizade para você de volta meses depois de desfazer a amizade sem qualquer tipo de motivo aparente.

Você não precisa de gente assim atrapalhando a sua vida virtual.

Acredite em mim.

Há 18 anos, a revista Amiga World falava do Twitter sem saber

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Prever o futuro tecnológico é um exercício ingrato. Historicamente, temos muitos mais erros do que acertos. Porém, há aqueles que acertaram sem saber. Foi o que aconteceu com a capa da revista Amiga World, edição de abril de 1988. Nessa capa, aparecia um usuário digitando em um computador, e na tela, aparece a palavra ‘Tweet’.

O Amiga (na época) era um computador na frente do seu tempo. A multitarefa do Amiga OS era algo desconhecido para os usuários de Mac OS e Windows. E até onde sabemos, os fundadores do Twitter – que tinham pouco mais de 10 anos de idade em 1988 – não eram usuários do Amiga. Mas… tudo é possível nesse mundo, certo?

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Pode ser que alguns deles leram essas revistas, e pode ser que sem saber a palavra ficou gravada no seu subconsciente. A origem desse nome (no começo se chamou Twttr, já que o domínio Twitter.com estava com outro dono) se inspirou segundo seus criadores no Flickr e na longitude de cinco caracteres dos códigos curtos para os SMSs.

Mas pode ser que alguns deles na verdade já viram aquela capa do Amiga World, e aquela pequena palavra em mente, um termo que 18 anos depois começou a se popularizar em todo o planeta.

Via The Next Web

E a BlackBerry, que usou o Twitter a partir de um iPhone???

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A conta oficial do BlackBerry no Twitter caiu na besteira de twittar a partir de um iPhone. Simples assim.

Ok, eles já apagaram a mensagem, mas como uma vez na internet vai para a eternidade, temos a imagem acima que prova o que aconteceu.

Não é a primeira vez que a BlackBerry encara essa saia justa. Há quase dois anos, a então diretora criativa da marca, Alicia Keys, também foi pega twittando a partir de um iPhone (na época, a cantora colocou a culpa em um hacker), e foi despedida do posto um ano depois.

Será que o community manager da BlackBerry vai se salvar?

Agora… por que alguém iria querer twittar de um iPhone? O teclado físico da BlackBerry não é muito mais confortável??? #ironic

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Como o Twitter reagiu ao gol da Alemanha contra os EUA na Copa do Mundo?

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A Alemnha venceu os EUA ontem (26) por 1 a 0 no Mundial 2014. Os dois se classificaram para a próxima fase. E o gráfico acima mostra como foi a resposta dos usuários do Twitter na hora do gol, onde os termos “nazi” ou “nazis” (ofensivos, diga-se de passagem) dispararam para 20 menções por segundo.

Quem fez o estudo foi o pessoal do site Deadspin, através da ferramenta de medição alojada no Github. Eles mediram o número de tweets enviados durante as duas horas do jogo, e o número de vezes que as duas palavras foram mencionadas. No total, foram 30.209 tweets, sem filtros geográficos (mas a grande maioria dos insultos vieram de usuários dos EUA).

A imagem acima fala mais do que as palavras. Após o gol da Alemanha, os termos “Nazi” ou “Nazis” dispararam até 20 tweets por segundo. Se esse estudo for repetido com diferentes países e outros insultos, os resultados serão os mesmos.

Ou seja… a estupidez não tem fronteiras, nem idiomas. Ainda mais nas redes sociais.

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Todo mundo nas redes sociais nessa Copa (e na cozinha, na sala, no quarto…)

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Já que a FIFA fica de miserinha com certos termos, temos que usar dessas pequenas estratégias para poder deixar nossos posts dentro da lei e da ordem. Enfim, aquele torneio de futebol está prestes a começar (quinta-feira, 17h, horário de Brasilia), e mais uma vez teremos um evento esportivo onde poderemos ver os jogos pela TV, mas comentar esses mesmos jogos com qualquer pessoa do planeta através das redes sociais.

Não é um movimento novo. É a segunda edição do torneio da FIFA em que teremos um uso maciço das redes sociais por parte dos internautas para comentar os jogos. Eu me lembro que em 2010, quando o torneio foi realizado na África do Sul, foi justamente o Twitter e o Facebook que tornou essa experiência televisiva bem mais interessante e divertida. Afinal de contas, quem aqui consegue esquecer o #CALABOCAGALVAO, que se tornou bordão no Twitter meses antes do torneio começar (em março, na abertura da temporada da F1 daquele ano)?

Qual será a grande pérola da geração conectada em 2014?

Aliás, em 2014, além do Twitter e do Facebook, temos outras ferramentas bem interessantes para manter os torcedores ativos e interagindo com a ação esportiva exibida na tela. Instagram, Vine, WhatsApp e Google Hangouts devem ser utilizados de forma exaustiva, tanto pelas grandes corporações de mídia quanto os ilustres desconhecidos internautas que querem comentar os jogos com os demais internautas espalhados ao redor do mundo.

Sem falar que nesse mundial em específico será possível acompanhar alguns dos astros do torneio compartilhando parte do dia a dia das concentrações, bastidores de jogos e outras peculiaridades do torneio, em fotos e vídeos que já estão em grande profusão nas principais redes sociais. E como todo mundo lá no fundo gosta de uma perspectiva “Big Brother” de tudo…

Toda essa mudança comportamental promovida pela geração conectada é muito positiva. Tudo bem, eu entendo que jamais será possível substituir a felicidade de encher a casa com amigos bêbados, fazer um churrasco o dia inteiro e torcer e vibrar com os jogos da Seleção Brasileira diante da TV na sala de casa. Porém, nem se você colocar os humoristas mais criativos do Brasil na mesma sala de casa será possível produzir a quantidade de pérolas e piadas que os internautas são capazes de criar no recanto escuro do seu quarto, com a ajuda do computador ou do smartphone (ou do tablet).

Aliás, jamais podemos desprezar o poder das redes sociais nesses momentos importantes do mundo esportivo. Não só pela capacidade de criar verdadeiros fenômenos como o #CALABOCAGALVAO, mas também pelo nascimento de novas ideias e projetos que nasceram do encontro de pessoas com mentes criativas e inteligentes?

Novos sites de humor, novos blogs esportivos, novas parcerias de negócios e até casamentos apareceram desses encontros inusitados.

Por isso, nem preciso dizer que a partir da próxima quinta-feira (12), a ordem do dia é: TV ligada, pipoca + refri (ou cerveja + qualquer petisco de sua preferência) ao seu alcance, e notebook no colo (ou smartphone/tablet na mão). Não há nenhum motivo para você simplesmente se isolar do mundo conectado justamente na hora onde todos vão expressar seus pensamentos e sentimentos com o mundo através das redes sociais. Até porque elas se chamam “redes sociais” por um motivo, certo?

Sem falar que ver televisão lendo o Twitter e o Facebook não só está salvando a experiência de ver TV, mas também tornando esses eventos mais pessoais, divertidos e interativos. Nada melhor do que dar muitas risadas quando um zagueiro fura, ou ler os comentários raivosos de torcedores adversários quando o seu time marca um gol.

Ou mandar um certo narrador famoso “calar a boca” quando ele começa a disparar uma inesgotável sequência de comentários, digamos, “espirituosos”, no nível de “limite extremo” e “com a faca entre os dentes”.

Meu novo site preferido da semana: Trolldor, a lista negra dos babacas do Twitter

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O Trolldor é um site que tem um objetivo simples, objetivo e nobre: exterminar do Twitter os trolls. Os criadores do projeto tentam fazer com que as pessoas interajam nas redes sociais de forma ordenada e em paz com todos os usuários, eliminando esse câncer que existe na sociedade conectada.

No Trolldor, qualquer usuário tem a opção de denunciar outro usuário que está trollando outros, ou até mesmo publicando coisas indevidas na rede social. Mas o site também cumpre outras funções, como notificar outros usuários que, apesar de não provocar a comunidade, seu comportamento não é o mais apropriado.

De acordo com um Trolldor, é possível denunciar o usuário pelas seguintes razões:

– Provocação: se um usuário está provocando outro, pode entrar na lista.
– Fanboy: uma das pessoas que você segue passa o dia escrevendo sobre uma celebridade, ou fazendo fofocas de amigos e/ou familiares. Um comportamento típico de desocupado.
– Retweets/Favoritos: pessoas que passam o dia dando RTs e favoritando tudo, sem criar tweets por conta própria.
– Insulto/Ameaça: para bom entendedor… bom, os machões virtuais que insultam ou ameaçam outra pessoa.
– Identidade falsa: pessoas que se passam por outras.

Mas não precisa ficar em pânico. Se uma pessoa te denunciar, você não é considerado um troll de imediato. São necessárias três denúncias de usuários diferentes para entrar na lista negra. Uma vez nela, seu histórico fica marcado, e todo mundo que consultar o seu perfil verá que você é um troll (e vai evitar ter contato com você).

Para sair da lista negra, a pessoa em questão precisa fazer um pedido de desculpas pública para o usuário que o denunciou (isso é, se o denunciante revelar a sua identidade).

Mesmo assim, os desenvolvedores por trás do projeto afirmam que não estão relacionados de qualquer forma ao Twitter ou nenhuma outra rede social; estão fazendo o serviço de forma gratuita, como uma forma de melhorar a interação da comunidade com o Twitter.

Para mais informações sobre o serviço, acesse: trolldor.com.

A censura na era da internet. Sim, isso existe…

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É um pouco contraditório para mim, e confesso que não consigo entender isso direito. Como alguns governos, de forma quase estúpida, acreditam que uma das formas “eficientes” de calar o povo é censurando o seu direito à liberdade de opinião… na internet. Justo na internet, que não só representa um dos meios mais livres de qualquer pessoa escrever o que quiser, sobre o que quiser. E principalmente: onde a mensagem, de uma forma ou de outra, vai alcançar o maior número de pessoas, o mais depressa possível.

A Justiça da Turquia decidiu a favor do Twitter sobre a polêmica decisão do governo daquele país em censurar uma conta do microblog que estaria “denegrindo”a imagem dos parlamentares, denunciando casos de corrupção no país. Aqui, não só o direito da liberdade de expressão era vetado, mas também o direito à denúncia daquilo que estava errado.

Aí eu penso: e se a moda pegar aqui no Brasil?

Sim, pois tudo no Brasil é possível. Se condenados podem “escolher” quais serão os seus juízes e podem mudar penas decididas em última instância, não é de se duvidar que algum político queira impedir que alguém (ou muitos) o critiquem nas redes sociais. Aliás, alguns inclusive entendem que no tal Marco Civil da Internet aprovado pela Câmara dos Deputados nessa semana (finalmente), existem brechas na lei que podem permitir isso no futuro.

De qualquer forma, é um pouco estranho ver políticos tentando impedir o povo de se manifestar. De denunciar. De opinar. Alguns governos querem se estabelecer pela força da lei, ou utilizando a máquina administrativa para se perpetuar no poder. Definitivamente, não é a forma mais inteligente de resolver o problema. Calar o povo não torna o governo turco (ou qualquer governo) menos corrupto. Só evidencia as más intensões desses governantes.

Precisamos ficar de olho nisso. Acompanhar mais de perto o que acontece na Turquia é algo que deve sim interessar ao internauta brasileiro. Até porque a decisão da Justiça de lá abre uma variante para outros países. O Twitter conseguiu uma vitória que pode proteger o direito à liberdade de expressão de usuários do mundo todo, e de diferentes plataformas. Logo, é importante esperar pelos próximos acontecimentos.

O próximo que deve entrar na briga pela liberdade de uso na Turquia é a Google, uma vez que o YouTube também está censurado por lá. E algo me diz que o governo turco será mais uma vez derrotado. O problema é que, dessa vez, a pancada tende a ser mais forte.

Afinal de contas, estamos falando da Google.

Internet e censura: o que está realmente acontecendo na Venezuela?

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A Venezuela completou a sua primeira semana de protestos, conflitos internos e violência. Os confrontos entre grupos de estudantes e forças repressoras do governo continuam, e na internet, o Twitter se transformou no local favorito dos dois lados para denunciar ou informar sobre os protestos, incluindo acusações de censura digital do governo local. Esse post faz um resumo do que está acontecendo na Venezuela conectada, em um momento tão turbulento.

O que aconteceu?

Na noite da última quarta-feira (12), coincidindo com os primeiros episódios mais graves de violência, diversos usuários venezuelanos no Twitter começaram a denunciar que não era possível carregar nenhuma das imagens nesta rede social, e acusaram o governo venezuelano de censurar a rede social, com o objetivo de evitar a divulgação de fotografias ou vídeos dos protestos.

Na quinta-feira (13), o porta-voz do Twitter, Nu Wexler, confirmou para a Bloomberg que provedores venezuelanos estavam bloqueando o envio de imagens para a rede social no país. As declarações não demoraram em ser respondidas por um porta-voz do provedor oficial de telefonia da Venezuela, a CanTV, que negou as acusações do Twitter, e afirmou que os servidores do Twitter estão fora da Venezuela, e outros países tiveram o mesmo problema.

A censura aconteceu?

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Apesar das declarações da CanTV, o fato das imagens do Twitter ficarem em servidores fora da Venezuela, não impede que um provedor local faça o bloqueio ao acesso aos seus endereços de IP à essas imagens.

Na Venezuela, existem cinco grandes provedores de serviços de internet: a CanTV, a Inter (antes Intercable), por cabo ou fibra, e as empresas Movilnet, Digitel e Movistar, de telefonia móvel. Tanto CanTV como sua filial para internet móvel Movilnet são empresas públicas. Ou seja, sob o controle do governo do presidente Nicolás Maduro.

É difícil provar se a falha com as imagens do Twitter foi uma simples queda do serviço ou um bloqueio intencional. A Venezuela tem uma ortografia que torna a instalação de cabos algo muito complexo, e as zonas de sombra nas coberturas de sinal são muitas. As conexões se saturam com facilidade, e é comum ver as conexões caindo e ficando offline por horas. Os frequentes apagões elétricos que afetam as diferentes zonas do país toram a internet na Venezuela ainda mais instável.

Por outro lado, o problema no envio de imagens do Twitter afetou apenas os clientes da CanTV e Movilnet. Muitos usuários do Twitter denunciaram que, ao instalar o software que ocultava o seu IP, as fotos poderiam ser enviadas, o que podem apontar um bloqueio intencionado por parte da operadora oficial – e estatal – de internet. Usuários da Movistar, Digitel e Inter não reportaram problemas dessa espécie.

Teu passado te condena, Maduro!

Não é a primeira vez que o governo de Nicolás Maduro censura de forma intencional os conteúdos na inernet na Venezuela. Em novembro de 2013, o órgão que regula as telecomunicações na Venezuela (Conatel), obrigou a CanTV a bloquear as páginas com o domínio Bit.ly, em uma tentativa de eliminar o acesso à páginas que informavam o valor do dólar no mercado negro.

Diante da pouca eficiência dessa medida, em dezembro de 2013, a mesma Conatel exigiu que todos os provedores venezuelanos vigiassem suas conexões, e bloqueassem o acesso à páginas web que informavam sobre a cotação do dólar paralelo, como é o caso do Dolar Today, com sede em Miami. Os provedores que se negassem a exercer tal medida, enfrentavam sanções econômicas, ou até mesmo a possibilidade de fechar as suas empresas.

Há poucos dias, a Conatel executou uma ordem do governo da Venezuela para eliminar as transmissões do canal colombiano NTN24, da operadora de TV paga DirecTV. O motivo era a cobertura que o canal estava dando sobre os protestos. Depois da venda do canal de TV Globovisión para os setores vinculados ao regime chavista em maio de 2013, apenas poucos meios de comunicação local independentes na Venezuela noticiam os acontecimentos dos últimos dias com independência jornalística.

Todas essas manobras se sustentam sobre a “Lei de Imprensa da Venezuela”, uma norma aprovada em 2004 pelo já finado presidente Hugo Chávez, que tipifica como delito a difusão de informação que pode “generalizar a desordem na sociedade”. Em outras palavras, a censura não é algo novo na Venezuela, e agora que a maioria dos meios de imprensa tradicional estão sob controle estatal, as redes sociais e os veículos internacionais estão na alça de mira do governo local.

E tem uma certa presidente, de um país sul-americano, do tamanho de um continente inteiro, que é “muy amiga” do governo Chavista… tsc, tsc, tsc…