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Haverá mais dispositivos móveis com internet que pessoas no final de 2013

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Não chega a ser um espanto para quem acompanha o mundo da tecnologia mais de perto, e é uma tendência natural desde o nascimento do notebook. Porém, o desejo dos usuários em se transformarem em usuários móveis cresceu de forma exponencial com a chegada de dispositivos como iPod, o Palmtop, o iPhone, o netbook e o tablet. Mesmo assim, vale a pena você saber que os últimos estudos da Cisco apontam que até o final de 2013, teremos mais dispositivos móveis com acesso à internet do que seres humanos no planeta.

O principal motivo para que isso aconteça é o grande aumento que estão experimentando os dispositivos M2M, que são os produtos que podem se comunicar com outros dispositivos através da internet, sem precisar de nenhum tipo de mediação humana. Por exemplo, câmeras de segurança instaladas na sua casa, mas que podem ser monitoradas pelo seu smartphone ou notebook, para vigiar como estão as crianças na sua casa, ou conferir se a sua residência não possui nenhum ladrão indesejado.

A previsão da Cisco informa que até o final de 2013, teremos mais de 7 bilhões de dispositivos móveis conectados na internet, um valor que será um pouco maior do que o número de seres humanos no planeta. O estudo também prevê que o maior crescimento no número de dispositivos acontecerá na Ásia e na África, onde o primeiro é um mercado potencialmente explorável por causa da tecnologia em si empregada nos dispositivos locais, mas também pela grande quantidade de usuários em potencial presentes na região. No caso da África, esse é um dos mercados emergentes, onde mais pessoas estão comprando os seus primeiros dispositivos móveis.

O mais curioso da pesquisa se refere às marcas dos sistemas operacionais móveis, mostrando que, de um modo geral, a adoção de dispositivos com o sistema Android será superior aos dispositivos iOS ao longo desse ano. Isso não é nenhuma novidade, uma vez que essa vem sendo a tendência de mercado dos últimos 12 meses. Também é prevista uma necessidade de aumento de produção de dispositivos que se conectem à rede via IPv6, o que vai gerar um aumento da estrutura de redes em todo o planeta. Espero que, no Brasil, esse crescimento seja acompanhado de melhorias na infraestrutura das operadoras.

O maior crescimento na adoção de dispositivos nos próximos cinco anos ficará por conta dos tablets, com um aumento de 46% por ano (na média). Os smartphones terão uma taxa de crescimento de 20% anuais, e em boa parte a adoção de dispositivos baratos com conexão à internet (via EDGE, 3G ou WiFi), como são os telefones da linha Asha da Nokia será efetiva nos mercados emergentes, como a Ásia, África e América Latina. E aqui está o principal motivo pelo qual a Nokia investe no S40 e abandona o Symbian: para a Nokia, é mais lucrativo, e com um produto barato e que pode fazer o básico para o usuário se manter conectado, é possível competir com pé de igualdade com os smartphones Android de entrada, que são os principais adversários do Nokia Asha.

O estudo conclui com um dado surpreendente: em 2017, as vendas globais dos smartphoens começam a cair. Só que, até lá, serão mais de 10 bilhões de dispositivos conectados no planeta. O que também é perfeitamente explicável pelos perfis de alguns usuários. Enquanto uns vivem com apenas um smartphone, outros utilizam mais de um dispositivo móvel para se conectar com o mundo. Eu mesmo tenho três smartphones, dois tablets, um notebook e um ultrabook. E uso todos eles, todos os dias.

Para ver o estudo da Cisco por completo, clique aqui.

 

As vítimas da “era pós-PC”

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Parece que esse tempo finalmente chegou. As vendas de PCs caíram pela primeira vez nos últimos cinco anos, os notebooks já ultrapassaram os desktops em vendas, mas por sua vez, perdem cada vez mais espaço para os tablets. A dita “era pós-PC” está mais viva do que nunca, e suas vítimas começam a aparecer de forma evidente e, em alguns casos, surpreendente.

O grande rumor do dia de ontem (15) foi a nota da Bloomberg, que informava que fontes anônimas afirmavam que a Dell estava em negociação para ser adquirida por um grupo de capital privado. O motivo da venda é o mais óbvio do mundo para aqueles que acompanham o mercado de tecnologia diariamente: o menor volume de vendas dos desktops e notebooks nos últimos anos, e a insustentabilidade do negócio de PCs diante de um mundo que está mais mobile do que nunca. Se a venda se concretizar, pode ser uma das maiores da história da tecnologia moderna, sendo a maior venda de uma companhia dedicada aos PCs desde 2002, quando a HP comprou a Compaq.

Antes de qualquer coisa, é importante começar essa explanação afirmando que ainda estamos falando de rumores. Nada existe de concreto, e nem pode haver se a venda for real, pois estamos falando de um negócio de bilhões de dólares. Também é importante afirmar que a Dell não vai acabar com uma suposta venda. É uma marca mundial, com bons volumes de vendas (por enquanto), mesmo em um período de queda nesses números, mas que deve passar a ser gerido por um novo grupo de executivos, que pode (talvez) encerrar com segmento de PCs e seus derivados, para traçar novos destinos para a empresa. E, mesmo assim, se isso acontecer, só se concretizará em um um futuro relativamente distante.

Por outro lado, a Dell é apenas um exemplo de um grande fabricante de tecnologia que está sofrendo com um mundo onde as pessoas preferem comprar smartphones e tablets do que desktops e notebooks. Se observarmos a CES 2013 com maior critério, vamos perceber que os lançamentos na área de PCs não foram tão volumosos quanto nos anos anteriores (e um declínio já era registrado nos últimos anos), e nem mesmo a chegada do Windows 8 impulsionou as vendas e os lançamentos de novos computadores no mercado global. A incerteza e incredulidade sobre o novo sistema operacional da Microsoft fez com que os fabricantes no máximo atualizassem os seus modelos atuais para a nova versão, e as fabricantes que mais investiram em novos produtos com o Windows 8 foram a Lenovo e a HP. Mas, mesmo assim…

Para tornar a situação ainda mias crítica, os Ultrabooks, grande aposta da Intel para o segmento de computadores, não consegue engrenar, por causa dos preços elevados. A Intel acredita que pode oferecer Ultrabooks com preços inferiores a US$ 600 já no começo de 2014, mas para muitos fabricantes, pode ser tarde demais. Em uma comparação simples e direta (e sem precisar apelar para os tablets de US$ 199): um iPad 4G simples, só com Wi-Fi, custa US$ 399 nos Estados Unidos. E, nesse caso, tudo o que você faz de mais simples em um ultrabook você pode fazer em um tablet, sem maiores problemas. É claro que em mercados como o brasileiro essa relação custo/benefício pode variar, e um notebook básico pode ser mais vantajoso que um tablet. Mesmo assim, se levarmos em conta a maioria da população, que só quer um produto para acessar a internet e se divertir, o notebook pode ser um investimento não tão vantajoso assim.

Para quem trabalha com isso (é o meu caso), os notebooks e ultrabooks AINDA não vão morrer. São mais que necessários. Nenhum tablet oferecer a funcionalidade que um notebook com processador Intel Core i Series com 8 GB de RAM e 500 GB de HD me oferece hoje, e pelo visto, isso não vai mudar tão cedo. Mas para o usuário “consumidor de conteúdo”, que é a maioria hoje, e é quem dita as regras do mercado em termos de consumo de produtos, o PC deixou de ser o protagonista, e a proposta de poder ficar conectado o tempo todo, em qualquer lugar, e com um dispositivo que cabe no bolso ou na mochila é algo bem mais atraente do que ficar em um escritório enclausurado, escrevendo páginas e páginas de texto, ou programando durante longas madrugadas.

Eu acho que o PC não morre. Talvez venha a morrer para a grande maioria dos usuários. O desktop eu já disse que ficará relegado a objetivos e atividades específicas (servidores de dados, tarefas que exigem grande capacidade de processamento e jogos). Os notebooks serão utilizados pela maioria dos produtores de conteúdo (eu, inclusive). E os ultrabooks, se os preços não caírem com uma certa velocidade, podem morrer mais cedo do que imaginamos.

Fora isso… smartphones e tablets seguirão como os dispositivos dominantes. E as fabricantes, sabendo disso, que se preparem.

Intel disponibiliza na CES 2013 uma árvore feita com 176 ultrabooks e quase 6 metros de altura

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A Intel colocou em seu estande na CES 2013 uma árvore interativa, feita com 176 ultrabooks. Essa árvore mede quase seis metros de altura, e os visitantes da feira podem enviar flores para a sua copa ao tocar nos dispositivos.

O equipamento permite que o visitante crie a sua própria flor na tela sensível ao toque dos ultrabooks conversíveis presentes no estande, e depois, faça o envio para a copa da árvore. A Intel acredita que mais de 500 mil toques serão realizados ao longo do evento, formando assim mais de 200 mil flores. A árvore é composta de ultrabooks que já estão disponíveis no mercado internacional.

Via Assessoria de Imprensa – Intel Brasil

Infográfico: o futuro promissor da mobilidade

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Todo mundo hoje tem um smartphone, pelo menos. Alguns possuem mais de um smartphone, sem falar nos tablets, notebooks, ultrabooks…. o mundo está voltado para a mobilidade. Usuários, empresas e grandes corporações estão muito interessados na ampliação desse segmento, e o futuro está ligado aos dispositivos móveis. Veja a prova do que estou falando, e o quanto esse futuro pode ser promissor no infográfico abaixo. E bons negócios para você.

Vi no IntoMobile