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RMQ5018, um smartphone resistente com Windows 10 Mobile

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RMQ5018

O RMQ5018 se destaca por ser um smartphone com acabamento reforçado e sistema operacional Windows 10 Mobile, um conjunto que não vemos todos os dias.

O modelo vem da China, e conta com design simples, mas que deve cumprir o que promete. Ou seja, ser resistente a quedas e golpes.

O modelo recebeu certificação IP68, o que torna o dispositivo resistente à poeira e imersões.

 

RMQ5018: especificações técnicas

Sobre o seu hardware, o RMQ5018 se encaixa no que podemos chamar hoje de linha média-baixa:

– Tela de 5 polegadas (720p)
– Processador Snapdragon 210
– 1 GB de RAM
– 8 GB de armazenamento (expansível)
– Câmeras de 8 MP e 2 MP
– Conectividade 4G
– Bateria de 3.200 mAh
– Windows 10 Mobile
– Dual SIM

O RMQ5018 é claramente um modelo muito modesto, mas com uma relação custo-benefício muito interessante, já que custa US$ 130.

Levando em conta que o valor aqui não está apenas no hardware e software, mas também por um modelo reforçado. Mas dispositivos assim contam com seu público cativo.

Pelo menos é um modelo bem mais barato que os modelos Galaxy da Samsung que também apostam em soluções mais seguras.

Se você não quer esse smartphone com Windows 10 Mobile, existe uma variante com Android 5,1 Lollipop.

Via GSMArena

Windows para smartphones: merece mais uma chance, ou morreu de vez?

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windows-10-mobile-final

Por mais que a Microsoft negue, a verdade é uma só: o Windows para smartphones e a linha Lumia está sofrendo, sangrando e agonizando. Segue o mesmo rumo da BlackBerry, mesmo com tantos esforços para que o sistema receba notoriedade. Nada funciona na recuperação, e o resultado é explícito: 73% a menos de unidades vendidas em um único trimestre (em comparação com o mesmo período de 2015).

Dentre os modelos com o sistema Windows, a linha Lumia é a mais vendida. Curiosamente, aqui acontece o contrário do Android, onde a linha Nexus nem de longe é a mais importante do seu ecossistema. Isso se explica porque o apoio dos fabricantes de terceiros ao Windows para smartphones é muito limitado. E isso tem consequências severas.

Os números são muito alarmantes, e deixam praticamente toda a divisão móvel da Microsoft à beira do abismo. A Microsoft em si até que vai bem em alguns setores (Azure, Surface, Xbox). Mas a Lumia está se desintegrando, com apenas 2.3 milhões de unidades vendidas, contra 8.6 milhões do mesmo trimestre de 2015.

Mas nem tudo se restringe às unidades vendidas, apesar desse número influenciar diretamente. Os lucros da divisão móvel da Microsoft despencaram em 46% em comparação com 2015.

Olhando para os números, é fácil dizer que a divisão mobile da Microsoft já está cheirando a peixe morto.

Porém, Satya Nadella, CEO da Microsoft, segue acreditando que sua empresa pode reverter a situação. Afirma que são conscientes do problema e que precisam fazer algo para reverter esse quadro. Mas… Terry Myerson afirmar na BUILD 2016 que não haviam planos específicos para os smartphones em 2016 não ajuda em nada, certo?

Vale lembrar que os responsáveis pelo Firefox OS e BlackBerry OS disseram a mesma coisa no passado, e os dois sistemas simplesmente desapareceram. É uma espécie de “o treinador está prestigiado” do mundo da tecnologia? É isso?

Talvez a solução para a Microsoft seja mesmo sacrificar a linha Lumia para que os seus parceiros possam trabalhar melhor com os produtos. Os fabricantes estão apostando mais e mais nos modelos mais potentes, com o objetivo de liderar o segmento do Windows para smartphones: a HP com o Elite X3, os novos VAIO para o Japão, e até a Xiaomi apostando com ROMs com Windows 10 Mobile.

Esse pode ser o caminho para a Microsoft popularizar o Windows 10 Mobile. E os números do último relatório financeiro pode ser a sentença de morte para a linha Lumia. Se eles conseguirem fazer com que o sistema chegue aos clientes de forma mais simples e rápida, ainda é possível recuperar algum terreno. Se fracassarem na tentativa, é o fim em definitivo.

Vamos ver como a Microsoft se desenvolve ao longo do que resta de 2016, apesar de só faltar um trimestre para encerrar o seu ano fiscal. O mais preocupante é que o trimestre de maior força sempre foi o segundo, o que coincide com o final de cada ano. Ou seja, a não ser que um milagre aconteça, o quarto trimestre fiscal da Microsoft será ainda mais fraco do que o atual.

Quem viver, verá.

Via Microsoft

Libera logo o Windows 10 Mobile, Microsoft!

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A Microsoft começa a entrar no modo de enrolação para liberar o Windows 10 Mobile para os dispositivos compatíveis. Não só isso: a expansão da nova versão é lenta demais, inclusive com os poucos lançamentos de dispositivos com essa versão atualizada do sistema operacional. O reflexo disso pode ser percebido no último relatório da Kantar Worldpanel, que mostra claramente que a paciência dos usuários está chegando ao fim.

As vendas do Windows Phone nunca foram grande coisa. Porém, começam a entrar em uma situação crítica. O sistema da Microsoft começou a perder mercado nos países onde o mesmo era considerado um sucesso, como são os casos da Itália e França. Para complicar ainda mais essa situação, quem ganhou com isso foi o (quase) onipresente Android, que amplia o seu domínio em relação aos demais.

O Windows 10 Mobile inicia uma nova e interessante fase na história de mobilidade da Microsoft. Eu mesmo quero que o sistema dê certo, mas se o volume de vendas seguir em queda, é mais fácil eles terem o mesmo destino da BlackBerry (recentemente eu escrevi que eles deveria jogar a toalha) do que conquistarem alguma cota de mercado minimamente relevante para tentar convencer fabricantes e desenvolvedores para apostar nessa proposta.

Estamos em março de 2016, e vários dispositivos compatíveis com o Windows 10 Mobile não receberam o novo software. Ok, eu compreendo o lado da Microsoft. Ela não pode errar. Tem que entregar um sistema operacional perfeito e redondo, pois deixar uma primeira impressão ruim pode ser o fim de tudo.

Porém… será que uma gigante como a Microsoft, que abraçou boa parte da força laboral da divisão mobile da Nokia, não consegue agilizar o processo? A Google lança uma versão do Android por ano (algo que eu não concordo de jeito nenhum, que fique bem claro) e a Microsoft leva essa eternidade toda para liberar uma nova versão do seu sistema operacional móvel?

De novo: eu sei muito bem que não se faz um sistema operacional da noite para o dia, ainda mais em uma versão que apresenta tantas diferenças conceituais em relação ao Windows Phone. Porém, de quando o sistema foi oficialmente apresentado ao mundo até agora, são pouquíssimos os dispositivos onde ele está rodando. E muitos usuários que contam com dispositivos compatíveis não querem mais esperar. Sem falar nos produtos que já estão no mercado, mas que ainda rodam o Windows Phone 8.1.

Logo… Microsoft… libera a mixaria, vai. Libera logo o windows 10 Mobile. Caso contrário, a situação só vai piorar.

Smartphones com Windows 10: apenas para profissionais?

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HP Elite X3-14

As últimas novidades e apresentações envolvendo o Windows 10 Mobile indicam um perfil de usuário bem mais laboral para os seus produtos. O Continuum é uma solução que não está em todos os smartphones, e mesmo não sendo concebida para esse âmbito, fica claro que sua aplicação (ou suas demonstrações) se alinham para o usuário mais produtivo. Estaria a Microsoft centrando sua divisão móvel em satisfazer o cliente com perfil profissional?

Esta ideia na verdade não é tão absurda. Há oito meses Satya Nadella (CEO da Microsoft) emitiu um comunicado onde ele explicava claramente que a empresa que ele dirigia vivia um momento de mudança. Uma virada cujo protagonismo de certo modo era da divisão móvel, muito em parte pelo fraco desempenho do segmento.

No comunicado, Nadella disse que, dentro dessa nova fase da Microsoft, o segmento móvel ia atender três pontos: os tops de linha, os produtos acessíveis e o entorno laboral. Se a médio prazo vimos os primeiros produtos dessa nova fase não atenderam estritamente esses pontos, o Lumia 650 se apresentou como “a escolha inteligente para os negócios”.

 

Mais vale o bem conhecido

Deixando de lado os dados e os números, ficamos com a experiência. A Microsoft é a empresa que, de um modo geral, informatizou nossos hábitos, tornando a informática algo normal em vários âmbitos do dia a dia. De forma mais concreta, um entre seus produtos foi o trampolim para deixar a empresa na história.

O Windows? Não. O Office!

O pacote de escritório existe há 25 anos. Sobreviveu e evoluiu até ocupar o seu lugar nos dispositivos móveis, um passo obrigatório para qualquer software que queria evitar o esquecimento. Não só para aqueles dispositivos que contavam com o Windows, já que o Office hoje é multiplataforma e gratuito (até um certo ponto).

 

A redefinição da linha média

Na MWC 2016, a Microsoft explicou melhor por que o Lumia 650 era a opção perfeita como ferramenta de trabalho. O modelo se justifica assim por conta do seu preço e pelas especificações. Ou seja, a essência do representante da linha intermediária, mas contando com o pacote Office bem no centro de sua interface, como quase propositalmente. É a Microsoft reforçando o slogan.

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Assim, com uma Microsoft com DNA importado dos finlandeses, vimos nos últimos anos tentando definir as suas linhas, renovando apenas uma parte dos seus modelos existentes, além de reinterpretar alguns dispositivos em casos pontuais. No passado, vimos um colorido Lumia 640 em plástico, com duas opções de tamanho e configuração. Algo completamente contrastante com a opção única atual, nas sóbrias cores preto e branco, e com um design metálico bem cuidado.

 

A era “pro-PC” e a expansão do desktop

microsoft-surface-pro-4

Muitos falavam da era pós-PC, mas os tablets ficaram no limbo. A Microsoft não só conseguiu manter a sua linha de tablets relevante, como também lançaram um portátil que representa uma grife nas duas categorias de produtos: o Surface Book.

São produtos que reforçam o apelo pela produtividade. Sua base principal é ter as funcionalidades de um computador em um tablet (ou a mínima expressão do computador), com um software que vai além do consumo de multimídia. Algo que escapa das limitações que encontramos nos tablets por conta das diferentes especificações entre um sistema específico para tablets e outro para desktops.

A estratégia da Microsoft está funcionando. Sem ser o principal setor da empresa, as vendas do Surface seguem crescendo (29% a mais para o segundo trimestre do seu ano fiscal em 2016). Foram lucros de US$ 1.350 bilhão (22% a mais do que os obtidos no mesmo período do ano anterior). Não sabemos em qual medida se vendeu cada modelo. Mesmo assim, tudo é mérito do Surface Pro 4 e Surface Book.

Logo, dá para entender a experiência de desktop que o Continuum oferece. É uma característica de peso e mais focada no setor profissional, algo que a Microsoft planeja para muitos dos seus dispositivos no futuro.

 

Um passado colorido, um presente preto e branco, e um futuro no ar

HP Elite X3-08

Ainda que existam smartphones cada vez mais potentes e versáteis, sempre teremos alguns que se focam em cobrir aspectos mais relacionados com o trabalho baseado em um entorno informático. Algo que antes era feito muito bem pela BlackBerry com seus dispositivos e seu software baseados na segurança. E, ao que parece, a Microsoft quer esse lugar.

Por enquanto, vemos que a era dos smartphones coloridos e apelos para uma câmera vitaminada ficaram para trás, e que o caminho a seguir passa pelos projetos com foco mais ‘business’. Não sabemos se veremos no futuro o muito especulado Surface Phone. Mas certamente veremos os avanços da Microsoft no Windows 10 e mais smartphones com características muito interessantes para os produtivos.

HP Elite X3: o WIndows 10 Mobile buscando a vida no setor profissional

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HP Elite X3-13

A Microsoft sabe que está difícil convencer o grande público que o Windows Mobile (ou agora Windows 10 Mobile) é uma solução que pode muito bem substituir (com vantagens até) os onipresentes iOS e Android. Sabendo disso, busca com os seus parceiros buscar os usuários profissionais, ou aqueles que buscam uma solução mais completa possível para atender as suas necessidades corporativas. E o HP Elite X3 parece ser um dos melhores entre os poucos candidatos nessa missão.

É um modelo visualmente bonito, atraente e com ar moderno e estilizado. Acima de tudo, é um dispositivo com uma estética iminentemente corporativa. Seus tons em cinza mais sólidos dão a entender claramente que estamos diante de um modelo mais sóbrio, sério, pensado nos executivos e profissionais na sua estética. O que não quer dizer que este não é um modelo bonito. Pelo contrário: é bem elegante.

HP Elite X3-11

Mas o ponto forte do novo smartphone da HP não é a sua beleza, mas sim o seu conjunto de hardware, que é um dos mais potentes do mercado. Temos um smartphone top de linha com Windows 10 Mobile, que é altamente otimizado, ou seja, teremos um desempenho simplesmente impecável para um produto que tem como missão ser versátil o suficiente para um bom desempenho tanto na sua versão mobile como para a sua versão para desktop (no modo Continuum).

Com tela AMOLED de 5.96 polegadas (QHD, 2560 x 1440 pixels) com Gorilla Glass 4, proteção IP67, processador Snapdragon 820 quad-core, 4 GB de RAM, 64 GB de armazenamento (expansíveis via microSD de até 2 TB), Câmeras de 16 MP e 8 MP, sistema de alto-falantes estéreo da B&O, bateria de 4.150 mAh e três microfones para cancelamento de ruído, ninguém tem muitas dúvidas sobre o poder de fogo desse smartphone. O HP Elite X3 é um dos mais poderosos dispositivos do mercado, independente do sistema operacional escolhido.

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Com esse hardware todo, seria fácil de se imaginar a presença do recurso Continuum para esse dispositivo, com uma base bem estilosa. Mas a HP decidiu ir um passo além. Não basta ter um dispositivo preparado para se adaptar ao modo desktop, mas também oferece uma série de recursos de segurança de dados, como um leitor de digitais, reconhecimento de iris na câmera frontal e encriptação Bitlocker de 128 bits no Windows 10 Mobile. Já que estamos falando de um dispositivo pensado ao mundo corporativo, é mais do que natural pensar nesse reforço todo na segurança dos dados do usuário.

Não satisfeita, a HP ainda oferece um laptop para quem precisa trabalhar com maior liberdade e mobilidade, mas não quer depender de ter um monitor por perto para ser produtivo. É uma proposta parecida com o Motorola Atrix, mas não deixa de ser algo muito positivo por parte do fabricante. É uma forma de aproveitar corretamente o potencial do Windows 10 nos seus múltiplos formatos de uso.

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Me agradou e muito a proposta do HP Elite X3. Mais até do que os recentes modelos da Microsoft com Windows 10 Mobile (Lumia 950 e Lumia 950 XL). Sempre entendi que se a gigante de Redmond queria fazer com que o seu sistema operacional prosperasse no mundo da mobilidade, deveria passar pelos seus parceiros de hardware. E a HP apenas é a prova sobre como os parceiros são importantes para fazer algo muito atraente. Mesmo para um público tão específico, como é o mercado corporativo.

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Microsoft apostou no valor agregado nos seus novos Lumia

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O evento de ontem (06) realizado pela Microsoft apresentou muitas surpresas, e de um modo geral deixou claro que a empresa apostou no valor agregado como diferencial diante da concorrência. Isso fica evidente principalmente nos seus novos smartphones Lumia 950 e Lumia 950 XL.

Hoje, todos os smartphones top de linha se parecem muito: processadores octa-core, grandes quantidades de RAM, telas grandes com resoluções elevadas, câmeras de alta qualidade e leitores de digitais. Se olharmos para o mercado de smartphones top de linha, temos um cenário bem monótono, onde o fator que seria o principal diferencial entre cada um deles – o sistema operacional – fica em segundo plano.

Nesse exato momento, não faz mais muita diferença se você usa o Android ou o iOS. Os dois são competentes e capazes de realizar as principais funções de um smartphone, atendendo a todos os usuários. A diferença aqui é que os novos Lumia contam com um sistema operacional completo, o Windows 10, mesmo que adaptado para o formato de smartphone. E aqui temos uma grande diferença.

Mas não é só isso.

Hoje em dia, não basta ter o melhor hardware. Até porque não há apenas um smartphone no mercado. São dezenas de fabricantes buscando um lugar ao sol. Essa é uma realidade que a Microsoft soube interiorizar, reagindo da melhor maneira possível, apostando no valor agregado de seus produtos.

O Continuum é o centro de todo o diferencial que a Microsoft pode oferecer nos novos Lumia 950 e Lumia 950 XL. A chave para centrar a atenção do usuário, que por sua vez pode entender de forma simples o que o Windows 10 Mobile é capaz de oferecer a mais em relação aos demais fabricantes: a possibilidade de ter um smartphone que permite o uso como um PC completo baseado no Windows 10.

Um smartphone que é também um autêntico PC de bolso. Uma ideia que, ao que tudo indica, foi muito bem implementada pela gigante de Redmond. Na prática, essa funcionalidade é muito mais interessante e útil do que o típico aumento de especificações ou o uso de materiais premium. Transforma o smartphone em uma ferramenta de produtividade versátil e poderosa.

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Porém, não sabemos como o mercado vai reagir à essa proposta da Microsoft. É complicado antecipar qualquer prognóstico nesse sentido, mas podemos dizer que a gigante de Redmond fez direitinho a lição de casa, cumprindo com o que se esperava dela. Por justiça, o mercado deve reagir positivamente, da mesma forma que especialistas e grande público já reagiu com entusiasmo ao conceito apresentado no evento.

Por outro lado, as possibilidades do Continuum deveriam ser por si uma garantia total de sucesso. Porém, o mercado é muito complexo e os fabricantes, os mitos e as falsas previsões ainda pesam junto ao consumidor, infelizmente. Logo, é melhor manter uma postura mais conservadora sobre o possível sucesso desses novos Lumia.

De qualquer forma, não podemos dizer que a Microsoft não tentou. Eles fizeram o que tinham que fazer. Apresentaram dois smartphones top de linha com Windows 10 Mobile, e entraram de vez na briga pelo aumento de cota de mercado nesse segmento. Não dá para dizer que o Windows 10 será um sucesso nesse aspecto. Ainda é muito cedo. Mas ao meu ver, o começo foi promissor.

Microsoft Lumia 550: Windows 10 Mobile em smartphones de entrada

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Um dos maiores sucessos da história da Microsoft (ou da Nokia, na sua fase final) foi o Lumia 520. O modelo de entrada, com especificações técnicas básicas, com o sistema Windows Phone rodando com fluidez e bom desempenho, era contemplado por um excelente preço, tornando o dispositivo acessível o suficiente para ser um interessante competidor do Android nos mercados de entrada.

Logo, a Microsoft não quer mexer em time que está ganhando (pelo menos nesse aspecto), e apresentou o Lumia 550, modelo de entrada com o Windows 10 Mobile, que se alinha à proposta de dispositivo de entrada com a boa experiência Windows. Algumas coisas melhoraram, outras estão bem restritas, mas de um modo geral, é uma proposta interessante para a sua proposta de mercado.

Com tela de 4.7 polegadas, 1 GB de RAM e e 8 GB de armazenamento, o Lumia 550 é um claro perfil de smartphone de entrada. Ok, sabemos que o Windows Phone é competente o suficiente para rodar bem em dispositivos que são bem restritos nas suas especificações. Mas… e o Windows 10 Mobile?

Afinal de contas, estamos falando de um Windows “completo”, que é capaz de se adaptar aos mais diferentes formatos de tela, para uma experiência adaptada para cada uma delas. Será que a Microsoft conseguiu o milagre de fazer um software tão pesado rodar tão bem em um dispositivo que tem um hardware tão limitado como esse?

Não sabemos. Só vamos descobrir quando o Lumia 550 for testado na prática.

Outro fator que precisa ser adicionado a esse questionamento é a presença do processador Qualcomm Snapdragon 210 nesse conjunto técnico. Esse é o chip mais básico da Qualcomm, o que em teoria deve comprometer a experiência final de uso. Mas mais uma vez temos que esperar para ver o que a Microsoft foi capaz de fazer com um hardware mais modesto.

Do mais, é um dispositivo que pode fazer algum barulho dentro do segmento de entrada. É preciso esperar pelo preço do mesmo no Brasil, mas levando em conta que os modelos anteriores foram competitivos o suficiente para brigar com os modelos de entrada de alguns fabricantes Android, é de se esperar que eles sigam essa tendência.

Microsoft Lumia 950 e Lumia 950 XL: os carros-chefes do Windows 10 Mobile

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Finalmente, o Windows 10 Mobile fez a sua estreia no mercado. Bom, não sei quando o seu atual smartphone com Windows Phone 8.1 será atualizado, mas com a chegada dos novos Lumia 950 e Lumia 950 XL, o novo sistema operacional da Microsoft estreia de vez, mesmo chegando depois de algumas alternativas dos seus parceiros comerciais.

E existe uma razão muito simples para isso acontecer. Os dois novos smartphones apresentam a proposta completa e integral do que o Windows 10 Mobile é capaz de oferecer para os usuários. É mais ou menos a mesma filosofia que a Apple aplica há tempos para os seus produtos, com a diferença que a gigante de Cupertino está sozinha com o iOS, e a Microsoft tem outros fabricantes investindo no Windows.

Porém, a referência para o Windows 10 Mobile são esses novos Lumia 950 e 950 XL. O conceito de design, as funcionalidades, sensores de câmeras, proposta de desempenho… tudo aqui foi feito sob medida, pensando na experiência final do usuário. Já vimos a interessante evolução do Windows Phone, e como ele pode oferecer um bom desempenho mesmo em dispositivos com hardware mais limitado.

Agora, a Microsoft quer dar um passo além. Oferecer um sistema operacional completo, que pode ser utilizado de forma versátil e totalmente adaptável em diferentes tipos de dispositivos. O conceito do Continuum é a tradução daquilo que a Microsoft planeja a algum tempo: a oferta de uma experiência unificada, com o mesmo software rodando em todos os dispositivos do usuário, com o mesmo kernel, e utilizando os mesmos aplicativos devidamente adaptados.

O “One Windows”.

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Podere tirar o seu smartphone do bolso, conectar a um dock (que é do tamanho de uma caixinha) que, por sua vez, é conectado à TV e monitor, e pronto: utilizar o Windows 10 do desktop, como se ali tivesse um computador convencional. Essa é uma verdadeira vitória da Microsoft, mostrando a versatilidade do seu dispositivo, o poder de hardware que ele possui, e o potencial do sistema operacional.

Os novos Lumia 950 e Lumia 950 XL são smartphones top de linha, e disso eu não tenho dúvidas. São modelos potentes, com processadores muito competentes, 3 GB de RAM (algo bem razoável para rodar um sistema otimizado, como aparenta ser o Windows 10 Mobile), pelo menos 32 GB de armazenamento (expansíveis via microSD) e telas de 5.2 e 5.7 polegadas, com resolução de 1440p.

Sem falar na excelente câmera traseira de 20 megapixels (f/1.9), com estabilizador ótico e tecnologia ZEISS, apenas para garantir excelentes fotos em ambientes com diferentes níveis de luminosidade.

Olha… dá até vontade de investir a sério nesse dispositivo. Não estou dizendo que será um sucesso de vendas, e vai consolidar o Windows 10 Mobile como real concorrente do iOS e Android. Mas não podemos dizer que a Microsoft não acertou na proposta apresentada.

Pelo contrário. Acertaram. E muito.