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Libera logo o Windows 10 Mobile, Microsoft!

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A Microsoft começa a entrar no modo de enrolação para liberar o Windows 10 Mobile para os dispositivos compatíveis. Não só isso: a expansão da nova versão é lenta demais, inclusive com os poucos lançamentos de dispositivos com essa versão atualizada do sistema operacional. O reflexo disso pode ser percebido no último relatório da Kantar Worldpanel, que mostra claramente que a paciência dos usuários está chegando ao fim.

As vendas do Windows Phone nunca foram grande coisa. Porém, começam a entrar em uma situação crítica. O sistema da Microsoft começou a perder mercado nos países onde o mesmo era considerado um sucesso, como são os casos da Itália e França. Para complicar ainda mais essa situação, quem ganhou com isso foi o (quase) onipresente Android, que amplia o seu domínio em relação aos demais.

O Windows 10 Mobile inicia uma nova e interessante fase na história de mobilidade da Microsoft. Eu mesmo quero que o sistema dê certo, mas se o volume de vendas seguir em queda, é mais fácil eles terem o mesmo destino da BlackBerry (recentemente eu escrevi que eles deveria jogar a toalha) do que conquistarem alguma cota de mercado minimamente relevante para tentar convencer fabricantes e desenvolvedores para apostar nessa proposta.

Estamos em março de 2016, e vários dispositivos compatíveis com o Windows 10 Mobile não receberam o novo software. Ok, eu compreendo o lado da Microsoft. Ela não pode errar. Tem que entregar um sistema operacional perfeito e redondo, pois deixar uma primeira impressão ruim pode ser o fim de tudo.

Porém… será que uma gigante como a Microsoft, que abraçou boa parte da força laboral da divisão mobile da Nokia, não consegue agilizar o processo? A Google lança uma versão do Android por ano (algo que eu não concordo de jeito nenhum, que fique bem claro) e a Microsoft leva essa eternidade toda para liberar uma nova versão do seu sistema operacional móvel?

De novo: eu sei muito bem que não se faz um sistema operacional da noite para o dia, ainda mais em uma versão que apresenta tantas diferenças conceituais em relação ao Windows Phone. Porém, de quando o sistema foi oficialmente apresentado ao mundo até agora, são pouquíssimos os dispositivos onde ele está rodando. E muitos usuários que contam com dispositivos compatíveis não querem mais esperar. Sem falar nos produtos que já estão no mercado, mas que ainda rodam o Windows Phone 8.1.

Logo… Microsoft… libera a mixaria, vai. Libera logo o windows 10 Mobile. Caso contrário, a situação só vai piorar.

Microsoft Lumia 640 XL Dual

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O smartphone Microsoft Lumia 640 XL Dual dá continuidade ao projeto da gigante de Redmond em oferecer dispositivos móveis com o seu sistema operacional, mas ainda contando com muito do embrião da ‘finada’ Nokia. O que é uma boa notícia, já que os modelos da linha Lumia preservam a boa qualidade de construção e as características que tanto agradaram os fãs da empresa finlandesa.

O Lumia 640 XL Dual conta com um processador quad-core de 1.2 GHz, tela IPS LCD de 5.7 polegadas com proteção Gorilla Glass, câmera traseira de 13 megapixels com zoom digital de 4x e lentes Zeiss, câmera frontal de 5 megapixels, slot dual SIM e recursos integrados e pré-instalados, como o Skype como função adicional para a parte de telefonia.

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O processador Qualcomm Snapdragon 400 do Lumia 640 XL garante um bom desempenho do dispositivo ao ser gerenciado pelo sistema operacional Windows Phone 8.1. Sua bateria de 3.000 mAh promete um uso prolongado para as mais diferentes atividades.

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A Microsoft também oferece um espaço adicional no OneDrive, para que o usuário possa armazenar, acessar, editar e compartilhar os seus documentos e conteúdos mais importantes, diretamente do smartphone. O backup na nuvem é automático, e pode ser acessado posteriormente no seu computador, em casa ou no escritório.

O novo Windows Phone 8.1 oferece novidades que fazem a diferença no uso diário com o smartphone. Por exemplo, a nova Central de Notificações e as Tiles Dinâmicas resultam em uma interação com o sistema operacional mais prática, intuitiva, dinâmica e funcional para o usuário com diferentes necessidades.

Além disso, o usuário pode organizar a sua tela inicial do jeito que quiser, dispondo os apps e jogos de forma 100% personalizada.

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Se você é um usuário de escritório, que precisa produzir ou melhorar os seus trabalhos direto do smartphone, o Lumia 640 XL Dual oferece o pacote Microsoft Office (Word, PowerPoint, Excel e OneDrive) pré-instalado. Todos os seus documentos, planilhas e apresentações ficam sincronizadas no smartphone e atualizadas quando você quiser, e de onde você estiver.

O OneNote é o seu bloco de anotações digital no smartphone. Guarde lembretes e notas importantes, para as mais diferentes situações.

Tudo isso em um smartphone que passa a aparência de boa construção, robustez e sofisticação. Pensado nos fãs do Windows Phone, e para quem quer um smartphone que atenda as suas necessidades de forma objetiva.

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Microsoft Lumia 930

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Sim, eu sei… o nome dele originalmente é Nokia Lumia 930. Porém, como você bem sabe, a Nokia (divisão de telefonia) não existe mais, e é uma empresa da Microsoft. Logo, por força das circunstâncias, eu chamo esse dispositivo de Microsoft Lumia 930. Mas isso não importa agora. O que importa é que, na época do seu lançamento, eu já havia gostado desse modelo. E hoje, eu ainda fico de olho nele.

Para começar, é inegável que esse modelo conta com 100% do DNA da ‘finada’ Nokia, e isso torna o dispositivo muito atraente. E não falo isso só no design, mas também na concepção geral do produto. É um dispositivo com um aspecto visual sóbrio, com a já conhecida qualidade de construção dos aparelhos da Nokia, com uma resistência elevada por conta de sua estrutura de alumínio e detalhes bem trabalhados no acabamento.

Tais características fizeram com que muitos usuários se transformassem em fãs da Nokia ao longo de décadas, e o Lumia 930 felizmente herda esses detalhes.

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O Lumia 930 também é um dispositivo bem ajustado no seu hardware para as necessidades da maioria dos usuários. O modelo conta com um processador Qualcomm Snapdragon quad-core de 2.2 GHz, que são mais que suficientes para trabalhar com o sistema operacional Windows Phone 8.1. Além disso, o dispositivo conta com 32 GB de armazenamento interno, que são suficientes para armazenar aplicativos, músicas, fotos, vídeos e jogos para a a maioria dos usuários ditos ‘comuns’ (os geeks freaks vão achar essa quantidade limitada, mas sempre podemos contar com os serviços na nuvem).

O Lumia 930 conta com uma tela de 5 polegadas, o que é um tamanho excelente para interagir com o sistema operacional da Microsoft, além de permitir uma exibição plena das fotos e vídeos armazenados no dispositivo. Aliás, essa tela também será muito útil para exibir as fotos que você vai registrar no dispositivo, por conta da sua excelente câmera.

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Temos aqui uma câmera traseira de 20 megapixels, que é competente não por causa da sua capacidade em registrar fotos em elevada resolução, mas principalmente pela tecnologia PureView, que é capaz de oferecer resultados finais de fotos que podem realmente ressaltar os olhos. Sem falar nos recursos de controle e configurações de imagem que são oferecidos no aplicativo de câmera.

Além disso, a câmera traseira do Lumia 930 conta com sistema de estabilização de imagem, flash dual LED para fotos com baixa luminosidade e recurso de zoom que aproxima a imagem sem a perda de definição. E, como ‘cereja do bolo’, o dispositivo ainda possui as excelentes lentes Carl Zeiss, o que torna essa câmera uma das melhores do mercado mobile. O sensor traseiro do Lumia 930 também é capaz de gravar vídeos em HD (achei legal deixar esse registro antes do fim do post).

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O Microosft Lumia 930 é um smartphone que ainda me atrai. Pode ser uma das melhores relações custo/benefício disponíveis no mercado com Windows Phone. É um dos elegíveis a receber o Windows 10 (a partir do meio do ano), e será muito interessante ver como esse dispositivo vai se comportar com o novo sistema operacional da Microsoft.

Desde que ele não perca o embrião da Nokia, está valendo!

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Balanço de 2014: Windows Phone

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Há pouco mais de um ano era anunciada a notícia que mudaria o rumo do WIndows Phone para sempre: a Microsoft adquiria a divisão de dispositivos móveis da Nokia, iniciando assim a consolidação de uma estratégia que faria com que a empresa se transformasse na responsável pelo hardware e software de sua plataforma móvel.

A Microsoft também anunciava uma hipotética maior abertura para outros fabricantes que contavam com acordos. A ideia era que mais e mais marcas apostassem no Windows Phone, mas… o que realmente mudou para o sistema operacional de um ano para cá?

 

Um ano de transição

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2014 foi um ano de transição para o Windows Phone: a compra da Nokia estava associada a uma complexa fusão de equipes de desenvolvimento, que tiveram que ser ajustados para evitar redundâncias e ajustar custos.

As temidas demissões foram uma das notícias esperadas nesse processo de absorção, e das 18 mil demissões anunciadas, 12.500 postos eram de trabalhadores da Nokia Devices and Services. O processo foi acontecendo ao longo dos últimos meses, e não devem parar por aí.

Mas isso parece não ter sido obstáculo para que vários lançamentos acontecessem. O Microsoft Lumia 535 (por exemplo) é o primeiro dispositivo com assinatura do time de Redmond, removendo de vez a marca Nokia do seu vínculo com a família de dispositivos Lumia.

Os últimos modelos Nokia foram o Lumia 735 e o Lumia 830, dois modelos de linha média muito centrados na parte fotográfica. O Lumia 530 parecia ser relevante – até o lançamento do Lumia 535 -, enquanto que os modelos de linha média só recebeu o Lumia 930 em abril, tentando competir com os modelos mais completos do mercado. O modelo chegaria acompanhado de um novo membro dos produtos de linha média, o Lumia 630 e sua variante 4G/LTE, o Lumia 635.

Por outro lado, vimos a consolidação do Lumia 520 como um dos modelos mais vendidos da história da Nokia, e em julho a Microsoft confirmava que eles venderam mais de 12 milhões de unidades desse modelo desde o seu lançamento. O Lumia 520 impulsionou a cota de mercado do Windows Phone, e se transformou no exemplo claro de um dispositivo de baixo custo com ótima experiência de usuário.

 

O melhor Windows Phone da história

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Todos esses lançamentos receberam a grande novidade de 2014: o Windows Phone 8.1, uma versão que trouxe uma grande quantidade de novidades.

Entre elas, destaco o Action Center, a nova tela inicial, o suporte ao modo de escrita ‘swype’ no teclado nativo e as melhoras em outras áreas como sensores, o navegador Internet Explorer, entre outras.

Mas o protagonista do Windows Phone 8.1 é o Cortana, o assistente de voz da Microsoft (que, por enquanto, só fala inglês). Ainda com margem de melhora, fica claro que o Cortana quer se transformar no pilar fundamental da nossa experiência de uso com o smartphone.

As mudanças são importantes, e transformam o Windows Phone 8.1 em uma plataforma madura. O seu catálogo de software segue bem limitado, e as ausências de algumas ferramentas importantes para os usuários volta a ser um ponto fraco. Mesmo assim, a solução da Microsoft evoluiu de forma notável.

 

Cada vez mais difícil competir com um duopólio

Os movimentos da Microsoft no terreno de hardware e software em 2014 não parecem ter um impacto significativo na sua cota de mercado, e nos últimos anos vemos o Android e o iOS concentrando a maior parte do mercado em suas mãos.

A evolução do Windows Phone nos últimos anos foi algo sensível, mas não se consolidou nos últimos meses. De fato, o crescimento de sua cota estagnou na maioria dos países onde o sistema está presente. A Itália é o único país que realmente aposta no Windows Phone, com 15.2% de mercado (em setembro de 2014), enquanto que os demais países apenas variaram de forma tímida, com aumento e queda, dependendo do país.

O lançamento dos novos iPhone 6 e iPhone 6 Plus impactaram nesse movimento, que pode ser maior nos próximos trimestres, promovendo mudanças sensíveis na atual posição do Windows Phone e até na liderança dominante do Android.

 

Um 2015 mais interessante

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2014 foi um ano difícil para o Windows Phone, e a Microsoft deve realizar mudanças radicais depois da compra da Nokia. A situação do mercado mobile oferece muitos obstáculos para a gigante de Redmond, mas a empresa está dando passos bem interessantes para o futuro. A visão de Windows unificado, onde o núcleo de todas as plataformas passa a ser o mesmo, é algo bem interessante.

Mesmo que isso represente o fim do Windows Phone, e o começo do Windows 10.

A filosofia ‘One Windows’ que a Microsoft prega é muito promissora, e mesmo que não pareça que o sistema vai ameaçar a relevância do Android e do iOS, temos que reconhecer os seus planos de se adaptar e se renovar. Veremos se sua aposta será acertada ou não.

O ano de 2015 se encarregará de responder essa pergunta.

O que a Microsoft precisa fazer em 2015 para não perder no mercado mobile?

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Foi um ano de uma importante e necessária transição para a Microsoft e, principalmente, para o Windows Phone. A aquisição da Nokia impôs mudanças na estratégia de uma divisão móvel que está se preparando para o futuro. E é disso que quero falar nesse post: o que esperar da Microsoft em 2015?

A concorrência com o duopólio Android/iOS segue pesado, mas a aposta da Microsoft está centrada em um único nome: Windows 10.

 

Se esqueça do termo ‘Phone’ do Windows Phone

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A Microsoft está avisando a meses que vai fazer mudanças importantes na nomenclatura de sua plataforma móvel. Em setembro, eles abandonaram a marca Nokia para os smartphones, e indicaram que o termo ‘Windows Phone’ também não seria mais utilizado.

Por enquanto, temos que usar o Windows Phone, mas sabemos que isso vai mudar em 2015. Ou seja, nada de Windows Phone 8.2, 9.0 ou 10.0. No lugar, vamos assistir o nascimento do promissor Windows 10, cuja base será compartilhada por todas as plataformas utilizadas pela Microsoft. A filosofia ‘One Windows’ pregada por Satya Nadella será a pedra angular de uma ambiciosa estratégia.

 

Mobile First, Cloud First

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O novo mantra da Microsoft deixa claro como será o futuro da Microsoft. A estratégia agora tem como pilares fundamentais os dispositivos móveis e a nuvem. Essas duas grandes divisões repartem o protagonismo no futuro, deixando em segundo plano aquilo que dá dinheiro hoje (as licenças de software) e as demais divisões de hardware (responsáveis pelo Surface Pro 3 e Xbox).

Os resultados financeiros apresentados no final de outubro mostram que a Microsoft está bem nesse aspecto: US$ 23.3 bilhões de ingressos (contra US$ 18.53 bilhões em 2013), mas com queda sensível nos lucros líquidos (de US$ 5.24 bilhões do primeiro trimestre fiscal de 2014 para US$ 4.5 bilhões do primeiro trimestre fiscal de 2015).

O motivo? Os gastos de reestruturação para assimilar a aquisição da Nokia.

Na divisão mobile, os resultados foram decentes: 9.3 milhões de smartphones com Windows Phone foram vendidos, um aumento de 5.6% – quebrando o recorde de 8.8 milhões de unidades vendidas no mesmo trimestre de 2013.

Um dado curioso: a Microsoft conseguiu crescer na divisão mobile, mesmo com o duro ano de 2014. Os lançamentos de modelos como Lumia 930, 630 ou 530 se somaram aos curiosos Lumia 730/735 e 830, que apostavam no segmento de linha média, o que para muitos não estava clara a sua razão de ser.

 

Modelos top de linha, por favor!

2014 foi um ano bem meia boca para os dispositivos com Windows Phone. Nenhum lançamento mereceu um grande destaque, e a evolução das linhas foi conservadora. Não dava para pedir muito da Microsoft em um ano de adaptação, mas esperamos muito mais da empresa em 2015.

De fato, podemos esperar por modelos muito mais ambiciosos. Dois dispositivos são muito esperados para 2015: o sucessor do quase mítico Lumia 1020 (modelo cujos rumores já aparecem há muito tempo), que pode dar uma nova dimensão ao conceito de fotografia móvel, e um novo modelo top de linha, que seja um substituto definitivo para os atuais Lumia 925/930.

No segundo caso, existe um plano B, porque além de poder oferecer um modelo da linha 9×0, a Microsoft pode anunciar o sucessor do Lumia 1520, phablet muito bem intencionado, e que pode representar uma revolução para a empresa.

Também não podemos nos esquecer dos modelos de entrada. O recém lançado Microsoft Lumia 535 (o primeiro que substituiu o termo ‘Nokia’ por ‘Microsoft) segue a linha do Lumia 520, mas a Microsoft ainda tem um grande potencial para expandir esse segmento.

Não é de hoje que o Windows Phone se mostra um sistema muito fluído mesmo com um hardware mais modesto, e a empresa deveria aproveitar isso tanto com terminais compactos como com phablets acessíveis – na linha do Lumia 1320 -, e avançar nesse conceito que interessa a muita gente.

 

Windows 10 é a grande incógnita

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Porém, os smartphones serão uma parte pequena da equação. 2015 é o ano do Windows 10, uma nova versão do sistema operacional da Microsoft, que vai povoar todos os seus dispositivos e plataformas.

A convergência está garantida através de um núcleo comum a todos os produtos de hardware, onde cada família de dispositivos contará com módulos e componentes específicos para ela. O objetivo: esses aplicativos universais serão uma regra no sistema, e não uma exceção.

Isso vai simplificar a vida dos usuários e desenvolvedores, que poderão acessar a uma loja universal de aplicativos que podem se adaptar às necessidades de cada dispositivo. A interface desses aplicativos deve ser ‘adaptável’, mudando de acordo com o dispositivo que é executado.

A ideia pode ser ainda mais ambiciosa: o smartphone pode se transformar em um PC, literalmente. Conectado ao monitor, um teclado e um mouse, podemos ter acesso à uma seção de trabalho parecida com aquela oferecida por um desktop ou notebook com Windows, e essa pode ser a característica que define de vez o Windows 10, que no papel é muito promissor, mas terá que demonstrar suas virtudes no segmento mobile, e em poucos meses.

 

Conclusão

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O competitivo mercado mobile fez com que hoje em dia seja muito difícil competir com o duopólio Android/iOS. Ainda que as recentes previsões da IDC indiquem para um ganho de cota de mercado pelo Windows Phone nos próximos anos, pode ser que esse crescimento não seja aquele que a Microsoft espera.

Com isso, a empresa pode ficar sozinha na fabricação de dispositivos com Windows (Phone), já que os demais fabricantes podem preferir apostar no Android, que é sinônimo de lucratividade garantida. A Microsoft recentemente levou um golpe com a decisão da Huawei em abandonar a fabricação de dispositivos com o seu sistema operacional, e outros fabricantes podem repetir o mesmo no futuro.

Isso é algo que a Microsoft precisa trabalhar, e rápido. As intensões parecem claras: a gratuidade da plataforma para dispositivos com tela abaixo de 9 polegadas e os acordos com vários fabricantes devem impulsionar o catálogo de dispositivos. Por outro lado, poucas novidades sobre esses movimentos apareceram na mídia, onde a de maior destaque é a aparição de um atraente HTC One M8 for Windows Phone.

Está é uma das chaves do futuro de uma Microsoft que aposta ambiciosamente no mercado mobile. Vamos ver ao longo de 2015 se a aposta foi certeira ou não.

Microsoft inicia campanha publicitária do Lumia 930

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A Microsoft Devices informa que a partir de hoje (15) inicia a sua campanha publicitária para promover o lançamento do smartphone Lumia 930 no Brasil. O vídeo será exibido em canais online e TV, como AXN, Sony, FOX, FX, TNT, Universal, SportTV, Multishow, MegaPix e Rede Telecine. Na cidades de São Paulo haverá ainda anúncios em relógios de rua, pontos de ônibus, elevadores e shoppings. Já as cidades de Campinas e Ribeirão Preto terão painéis frontlight em grandes avenidas.

O objetivo dessa campanha de marketing é posicionar o produto no segmento high-end, como um aparelho com características e funcionalidades superiores, além de proporcionar uma experiência única e integrada com outros dispositivos como computadores, tablets e Xbox para acesso de tudo em qualquer lugar.

Dentre as principais características do Lumia 930 estão a câmera com tecnologia PureView com sensor de 20 megapixels, processador poderoso (quad-core Qualcomm Snapdragon 800 de 2.2 GHz), compatibilidade com 4G, carregamento sem fio e serviços gratuitos Microsoft como Office, Skype, Outlook e OneDrive com 15GB de espaço gratuito.

Vídeo a seguir.

 

Via assessoria de imprensa (Microsoft Devices)

IFA 2014 | Sobre o Lumia 730 e Lumia 735

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Os fabricantes de tecnologia apostam que a moda das selfies não será passageira, e lançamentos de smartphones pensados nessa peculiar atividade dos usuários se tornam mais e mais frequentes. A Microsoft quis aproveitar o vasto expertise herdado da Nokia Devices, e lançou o Lumia 730 (e sua variante, Lumia 735), onde o principal apelo para esses modelos é justamente as auto-fotos.

Com um sensor frontal de 5 megapixels (HD wide), é fácil dizer que esse é um dos modelos mais recomendados para você registrar as fotos de você mesmo. Mas não é só isso. A Microsoft não se limitou em colocar um grande sensor frontal nesse smartphone, mas também colocou o modo Wide para permitir que você registre melhor as selfies em grupo (algo semelhante ao que foi implementado ao recém lançado Samsung Galaxy Note 4).

Ou seja, os fabricantes entendem que as pessoas não apenas querem registrar as selfies, mas também querem colocar os seus amigos nessas fotos. Logo, por que não investir na tecnologia que proporcione esses momentos especiais?

Além disso, outro ponto de aposta da Microsoft nesse modelo é a utilização do Skype. Tudo bem que o aplicativo passou a ter uma imagem um tanto quanto duvidosa depois que a gigante de Redmond virou a sua “dona”. Por outro lado, o Skype agora é um recurso integrado ao Windows Phone da Microsoft, e por consequência disso, acaba sendo mais do que natural que eles apostem que os compradores do Lumia 730/735 também se interessem pelas videochamadas no dispositivo.

Bom, não podemos culpá-los por tentar, certo?

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Do mais, estamos diante de um típico modelo Lumia de linha média, com carcaça de policarbonato, uma boa tela de 4.7 polegadas, sensor traseiro de 6.7 megapixels (mais que suficiente para a maioria dos usuários), um processador que é basicamente o mesmo do Lumia 830, e um Windows Phone 8.1 atualizado (Lumia Denim). Sem falar na disponibilidade do dispositivo em duas versões (single SIM 4G e dual SIM 3G).

Os novos Lumia 730 (dual SIM 3G) e Lumia 735 (single SIM 4G) são modelos bem ajustados para se posicionar na linha intermediária do portfólio de smartphones da Microsoft. Como smartphones em si, são dispositivos intermediários e nada mais, onde o grande diferencial é mesmo o sensor frontal, com capacidade e propriedades diferenciadas. A grande questão que fica é: e se a moda das selfies for algo passageiro?

Tudo indica que “não”. As pessoas não param de tirar selfies, e o volume de imagens de auto-retrato enviadas pelas redes sociais só aumenta. Porém, estamos falando do mundo da tecnologia e da internet, onde as tendências mudam muito rapidamente. Até quando as pessoas vão se interessar pelas selfies? E quando a moda acabar, o que será do Lumia 730/735?

Não sabemos. Só o tempo vai dizer. Ao menos a Microsoft está tentando. É o que realmente importa.

IFA 2014 | Sobre o Lumia 830

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Eu sou um cara engraçado. Eu já disse para mim mesmo, em várias oportunidades: “esse será o meu futuro smartphone com Windows Phone”, não só aqui como no TargetHD. A cada novo modelo lançado ou pela finada Nokia, ou pela Samsung, eu me empolgo com o design, com as propostas de câmera e tela, mas nunca me empolgava de forma efetiva em adquirir um dos lançamentos sugeridos. Pois bem, a Microsoft anuncia o Lumia 830… e eu mais uma vez digo: ESSE SERÁ O MEU FUTURO SMARTPHONE COM WINDOWS PHONE.

Se bem que, dessa vez, acho que eu posso dizer “agora vai”.

O que estava faltando era o equilíbrio das características equivalentes nas características de hardware e software, e em modelos que antes me interessei (Lumia 720, Lumia 930, Lumia 1520, etc), sempre faltou alguma coisa. E no caso do Lumia 830, ele oferece esse equilíbrio. E nem vou considerar que ele não é um modelo top de linha. Nem precisa ser, pois ele está bem na linha divisória/limitadora entre um dispositivo de linha média e alta.

Vamos esquecer por alguns instantes as opiniões individuais sobre o Windows Phone 8.1. Todo mundo já sabe o que cada um pensa, logo, não entra no cerne da questão.

Estamos diante de um smartphone com um belo corpo de policarbonato, com um revestimento de metal nas laterais (algo que está se tornando uma tendência entre os outros fabricantes que não respondem pelo nome Apple – que já fazia isso faz tempo), passando uma bela sensação de segurança e durabilidade. Aliás, ninguém discute a qualidade de fabricação dos telefones Lumia, e pelo visto, isso não vai mudar tão cedo (já que a Microsoft felizmente herdou todo o expertise da Nokia Devices).

Além disso, é o primeiro smartphone com um sensor PureView presente em um modelo de linha média. Ok, é um sensor de 10 megapixels, e deve contar com algumas restrições. Mesmo assim, é um PureView. Para quem se contentava com modelos com câmeras mais modestas, pode mudar de opinião rapidamente.

650_1000_nokia_lumia_830-2Uma tela muito boa (detalhe: com uma leve curvatura), com um design muito bem ajustado, um ar moderno e robusto, e um hardware que, se não é um top de linha, é mais do que suficiente para que o Windows Phone 8.1 (com a nova versão Lumia Denim) realize as suas tarefas com competência, oferecendo uma boa experiência de usuário.

E é exatamente isso que a maioria das pessoas que querem um novo smartphone precisa.

Eu sei, eu sei… o Windows Phone ainda não esta a altura do iOS e Android, não só pela baixa oferta de aplicativos, mas pela própria consistência e proposta do software da Microsoft, que ainda fica aquém dos seus rivais. Eu entendo isso. Porém, para a grande massa de usuários, o Windows Phone está pronto. Para ser o meu segundo smartphone, ele está pronto. Para aqueles geeks que querem ter uma segunda (ou terceira) alternativa, mesmo que seja ‘só para brincar’, as opções da linha Lumia são muito interessantes.

Ainda mais com o Cortana mostrando que é tão inteligente quanto os outros assistentes pessoais (em alguns casos pontuais, até mais).

Pra resumir: olhem para o Lumia 830 com atenção. Pode ser uma interessante compra para o final do ano.

Mercado brasileiro nunca verá um tablet Microsoft Surface. E ninguém se importa com isso

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E vemos de novo a Microsoft tentando de novo emplacar os seus tablets no mercado. Hoje (20), eles apresentaram o Microsoft Surface Pro 3, a terceira geração do produto, que tem mais cara (e conceito) de notebook do que de tablet. No Brasil, o produto não desembarcou em nosso mercado, e pelo andar da carruagem, não vai chegar. Mas… quem se importa, não é mesmo?

Não estou criticando o produto ou o consumidor brasileiro. O Windows é o sistema operacional para computadores mais utilizado no Brasil, e a proposta geral do Surface até me agrada. Porém, apesar dos esforços da Microsoft em dar uma sobrevida ao conceito de “posso ser produtivo em qualquer lugar”, a aposta sobre uma possível migração dos usuários de laptops para o conceito do Surface se mostra cada vez menos próspera.

E olha, que eu não acho a ideia ruim. Porém, pouco prática. Só agora a Microsoft corrigiu alguns problemas bem evidentes presentes no primeiro modelo, como adicionando dessa vez um teclado mais rígido, uma maior variação de posições para deixar o produto sobre uma mesa, e um hardware mais potente, para quem quer efetivamente ser produtivo.

Porém, não é todo mundo que vai embarcar nessa. OK, o Surface é mais barato que muitos dos principais laptops (o valor do modelo básico desse tablet lá fora é de US$ 799), e consideravelmente mais barato que os ultrabooks. Porém, mesmo olhando para o fato desse produto ser um “híbrido” e um laptop ainda ser um laptop, eu acho difícil convencer alguém a trocar o seu caro laptop, pago em suaves prestações, por um tablet que não oferece toda a funcionalidade de um notebook tradicional (na teoria; quem sabe eles melhoraram nesse aspecto).

Sem falar que ainda tem muita gente que entende que os tablets não foram feitos para atividades mais complexas, ou que naturalmente exigem um hardware mais robusto para realizar tais tarefas. É evidente que você pode encontrar soluções e atividades para o produto, o que pode se reverter em algo útil para a sua vida (e isso também se chama produtividade). Mas em via de regra, os tablets são produtos mais inclinados para o consumo de conteúdos.

E quem quer trabalhar com o tablet, acaba escolhendo o iPad.

Por falar no iPad… ninguém aí estranhou que a Microsoft não lançou uma versão menor do Surface Pro? Pelo contrário: aumentou a tela do produto. Faz sentido: se você cria um produto pensado na produtividade, e quer extrair o máximo disso, aumentar o tamanho da tela passa a ser algo fundamental, aumentando a interação do usuário com o sistema operacional.

De qualquer forma, a impressão clara que dá é que o geek brasileiro está “andando” para o Surface Mini. Resta saber como será o desempenho em vendas e a aceitação dos consumidores em outros mercados. Se levarmos em conta que o primeiro Surface Pro foi uma verdadeira piada em vendas, e que o segundo não foi algo promissor, entendo que a terceira é “ou você a certa, ou vamos parar com essa palhaçada de investir em produtos que as pessoas não se importam com ele”.

E não falo só no Brasil. As lojas que vendem o Surface estavam vazias no lançamento anterior. O que vai acontecer com o produto apresentado hoje? Só o tempo vai dizer…

Estranho ver os Lumias da Microsoft, e quase não poder citar a Nokia…

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Tudo bem, eu não estava lá, mas escrevi sobre o assunto. E foi estranho. Muito estranho. Até mesmo o release de imprensa que recebi da Microsoft soou estranho. Você passa boa parte da sua vida vinculando o termo Lumia à marca Nokia, e agora, quando escreve o Lumia, não coloca o nome dos finlandeses. E é obrigado a criar o vínculo agora com a Microsoft.

Não estou dizendo que a marca Nokia não estava lá. Estava no release oficial, e eu mesmo citei pelo menos uma vez (na minha mente, é claro) o “Nokia Lumia”. Porém, é de conhecimento público que a Microsoft não vai usar essa referência para sempre, e que esse distanciamento vai acontecer de forma gradativa, até que a marca Nokia não mais esteja vinculada ao que antes eram os seus produtos.

Principalmente aqueles que carregam o Windows Phone como sistema operacional.

Agora sim, a ficha começa a cair. Quando começamos a efetivamente lidar com as novas informações que envolve os produtos que eram da Nokia, nos damos conta que a empresa de telefonia finlandesa definitivamente acabou, e que passamos por um período de transição.

Um estranho gosto que fica quando escrevemos apenas “Lumia 630” ou “Lumia 930”. Agora, esses produtos, essas marcas pertencem à nova Microsoft Mobile, que hoje (15) anunciou esses novos modelos no Brasil. Aliás, o Lumia 930 (quase saiu um Nokia antes, desculpe…) é, mais uma vez, um modelo que me despertou real interesse. Feito na medida certa nas especificações, e com uma beleza singular.

Aliás, se você perceber, no canto superior direito do dispositivo, a Nokia ainda está lá. E vai permanecer por algum tempo.

Por mais que vivamos na “era Microsoft” da linha Lumia, eu espero que a empresa de Redmond mantenha a identidade e o embrião Nokia nos seus futuros produtos de telefonia. Tá, eu sei que a maior parte da equipe que vai desenvolver os novos produtos deles vieram da finada Nokia. Mas fica a esperança que Satya Nadella e sua turma não mate de vez toda essa proposta de fazer belos, resistentes e interessantes produtos.

Enquanto isso, eu fico aqui, juntando as moedas para um dia voltar para um antigo amor no mundo mobile. É uma questão de tempo agora…

Nokia Lumia 930: esse eu curti!

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A minha relação com a Nokia nos últimos anos é bem estranha. Cheia de idas e vindas, a sua assessoria de imprensa não dando a mínima para o TargetHD, eu não recebo produtos deles para reviews… mesmo assim, a marca é uma das que mais traz visitantes para o blog, e faz muito tempo que eu não “pago um pau” de forma tão forte e consistente para um lançamento deles como eu estou fazendo para o Nokia Lumia 930.

Levando em conta que ele é uma espécie de “atualização” do Nokia Lumia Icon (que só existe nos Estados Unidos, pela operadora Verizon), podemos dizer que esse é um modelo “novo”, feito na medida certa para os geeks mais convictos. Calma, não precisam me xingar/bater/ofender a minha mãe. Eu sei que o Windows Phone ainda está melhorando (e com a versão 8.1 anunciada ontem, vai melhorar ainda mais), e que não se compara com o conjunto da obra oferecido pelo Android e iOS. Mesmo assim, senti tesão ao ver esse smartphone ser anunciado.

Um design atraente, industrial, com linhas retas, que chamam a atenção pela sensação de solidez que o produto passa. Um conjunto técnico top de linha (tela AMOLED de 5 polegadas – 1080 x 1920 pixels, 440 pixels por polegada -, processador quad-core Qualcomm Snapdragon 800 de 2.3 GHz, 2 GB de RAM, 32 GB de armazenamento, WiFi a/b/g/n/ac, Bluetooth 4.0, 4G LTE, NFC, câmera PureView, com um sensor de 20 megapixels, conjunto de lentes Carl Zeiss com estabilização óptica – OIS – e flash LED duplo, quatro microfones para captação do som ambiente, câmera frontal de 1.2 megapixels,bateria é de 2.240 mAh e sistema de recarga de bateria sem fio), e todos os diferenciais da Nokia na parte de software são argumentos muito bons para ao menso pensar nesse produto.

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Não quero me empolgar muito com a Nokia. Quero manter o tom de sobriedade e serenidade diante de um lançamento que considero promissor. Porém, é quase impossível conter o desejo para que esse produto seja bem sucedido no mercado. Diferente do lançamento do Nokia com “Android”, o Nokia Lumia 930 me deixou bem empolgado. É a Nokia que aposta alto (nada contra os mercados de entrada), que oferece algo top, com elevada qualidade.

Talvez a má notícia é que esse produto deve chegar ao Brasil custando o meu rim, e até lá, eu ainda estarei pagando pelo meu LG G2 (que só chega no meio do mês de abril… infelizmente…). Mas se eu estivesse com a grana hoje para jogar na tela do notebook, berrando “SHUT THE F*CK OFF, AND TAKE MY F*KING MONEY!!!” em busca de um smartphone com Windows Phone para chamar de “meu”, esse modelo, hoje, seria o Nokia Lumia 930, sem pensar duas vezes.

Se o Nokia Normandy não for real… nem brinca com isso, Nokia!

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O mais especulado smartphone da Nokia nos últimos meses. Talvez nos últimos anos (não, ainda não…). O Nokia Normandy já entrou para a história, aconteça o que acontecer. Tantos blogs de tecnologia falando dele, com tantos renders, e até com vazamentos do mundialmente famoso @evleaks (que quase não erra, diga-se de passagem), que honestamente, se ele não for um produto real da Nokia, eu nem imagino a quantidade de impropérios que falarei dos canadenses.

Como eu já disse no TargetHD, ninguém faz render para um protótipo. E dificilmente alguém faz um render para um projeto que foi abandonado pelo fabricante. Logo, é certo a essa  altura do campeonato que esse produto que estamos vendo na foto acima é real, e será apresentado em algum momento de nossas vidas. Talvez na Mobile World Congress 2014, que acontece no final do mês de fevereiro, em Barcelona (Espanha). Mas que ele é real, isso é fato.

Se não for… palhaçada, Nokia. Mas é real sim, olha só a cara dele!

O que ainda paira como dúvida é se esse Normandy contará mesmo com o Android, se terá o Windows Phone, ou se virá com o Asha (bate na madeira nessa última). Muita gente afirma que é o Android. Eu já disse que isso faz todo o sentido, e se a Nokia fizer isso, terá um apoio em massa da comunidade cristã ocidental (e dos budistas, católicos, protestantes, xintoístas, muçulmanos, judeus e ateus… sem preconceitos).

Aliás, não só desenvolvedores e os já adeptos da proposta da Nokia com Windows Phone, mas os fãs de outras marcas. Afinal de contas, 8 entre 10 pessoas no planeta Terra usam um smartphone Android hoje, e a maioria deles sonham em ter um Android com a autonomia de bateria mostro dos celulares da Nokia. Sem falar na resistência dos telefones dos finlandeses. Só aí, é meio caminho andado.

Por outro lado, algumas correntes mais conservadoras entendem que a Nokia não iria se aventurar em um projeto com o sistema operacional da Google, ainda mais agora que eles são uma empresa da Microsoft (que tem o Windows Phone para chamar de seu). Também não é nenhum absurdo pensar nessa hipótese.

Mas aí, eu tenho que lembrar que a mesma Microsoft ganha uma certa porcentagem de dinheiro por conta das patentes presentes no Android, que pertencem à gigante de Redmond. Logo… una os pontos, e pense de forma mais ampla, amigo leitor.

Eu confesso que eu gostaria muito de ver um smartphone da Nokia com o Android. Já imaginava que isso seria um sonho impossível de acontecer, principalmente depois de sua aquisição pela Microsoft. Agora, vejo que “nesse mundo, nada é impossível” (vide os CEOs da Apple e da Samsung dispostos a sentar para discutir a relação).

Em um mundo da tecnologia tão dinâmico (para não dizer versátil, que pode também ser lido como maluco), um smartphone da Nokia, que é uma empresa da Microsoft, rodando o sistema operacional Android, que é da Google, é uma combinação que pode mesmo estar muito próxima de acontecer.  De novo: eu vou adorar que isso aconteça, mas não afirmo que vai acontecer.

A boa notícia é que fevereiro é logo ali.

Para mais informações, clique aqui.

Boas notícias para Nokia e Microsoft. Pelo menos na América Latina (finalmente)

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Pode sorrir, Steve Ballmer! Pelo menos nós aqui da América Latina te amamos! Bom, quero dizer, amamos o Windows Phone. É o que revela a última pesquisa de mercado realizada pela IDC. No segundo trimestre de 2013, o sistema operacional móvel da Microsoft ultrapassou o iOS da Apple em participação no mercado latino-americano, sendo assim o segundo colocado no market share. E essa já pode ser considerada uma vitória para a Microsoft e, por tabela, para a Nokia.

O estudo mostra que o Windows Phone saiu da quarta para a segunda posição no México, Peru e Colômbia, além de registrar um avanço da quarta para a terceira posição nos mercados mais fortes do continente, que são Argentina, Brasil e Chile. Foi um crescimento de 12% em apenas três meses, muito em parte por causa dos lançamentos recentes da empresa (os novos modelos Lumia), e o sucesso do Lumia 520 nesses mercados, que são considerados emergentes.

Colocamos aqui uma boa notícia para a Nokia, por tabela. Afinal de contas, para não dizer que só a Nokia vende smartphones com o Windows Phone, 80% do mercado de dispositivos com o sistema da Microsoft estão nas mãos dos finlandeses. Logo, pela lógica, os méritos desse crescimento também vai para a Nokia e seus produtos.

Algo que é importante destacar é que a Nokia está com um crescimento em mercados considerados emergentes, mas onde justamente ainda contam com consumidores em potencial. Países como o Brasil e o Chile (mesmo com o dólar disparando e com uma crise econômica iminente) ainda contam com poder de consumo maior que os mercados da Europa e dos Estados Unidos, que ainda lutam para sair da crise.

Logo, é importante a Nokia/Microsoft ganhar terreno com esses mercados. Aliás, as vendas do Windows Phone na América Latina foram decisivos para que o sistema operacional ultrapassasse a BlackBerry, que considero como um adversário direto da Microsoft nessa luta pelo terceiro lugar no mercado de sistemas operacionais móveis.

E é a prova que nem tudo está perdido nessa parceria entre Nokia/Microsoft. Demorou, mas parece que os primeiros frutos começam a ser colhidos. As pessoas passam a confiar (e apostar) mais no sistema da gigante de Redmond, mesmo com uma grande desvantagem na oferta de aplicativos e alguns problemas sérios de funcionalidades que precisam ser ajustados.

Além disso, historicamente, a Nokia sempre vendeu bem na América Latina, e especialmente no Brasil, ainda conta com uma clientela considerável. Os usuários da Nokia mais fervorosos se mantém fiéis à empresa, e esse processo começa a tomar um tom de expansão, ainda mais com o novo Nokia Amber (versão do Windows Phone exclusiva para os dispositivos dos finlandeses) e com a primeira grande atualização do Windows Phone 8 a caminho.

Resumindo: pode sorrir, Steve Ballmer! A América Latina te adora! Ops, quero dizer… está começando a adorar o Windows Phone. De verdade.

Steve Ballmer não está satisfeito com as vendas do Surface RT. Também, pudera…

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Steve Ballmer, CEO da Microsoft, deixou claro durante uma recente reunião interna realizada na última semana no campus da empresa em Redmond, que “não está contente” com as vendas do Surface RT, tablet lançado pela empresa junto com o Windows 8 no final do ano passado, com o objetivo de abrir mais um segmento no seu portfólio de produtos.

Para Steve Ballmer, a chave do pouco êxito nas vendas do Surface é que a Microsoft fabricou muitas unidades do produto, e agora, eles se veem incapazes de vender o estoque restante. A empresa tornou oficial na semana retrasada uma redução de preços de até 30% nos seus tablets, com o objetivo de aumentar o interesse dos consumidores em seus produtos.

Segundo a fonte próxima aos assuntos tratados na tal reunião privada, a Microsoft está fazendo de tudo para melhorar os resultados de vendas do Surface de forma exponencial nesse período do ano (meio do ano, férias no Hemisfério Norte), preparando grandes campanhas de marketing, centradas na volta às aulas, ou para os educadores que voltarão ao trabalho em colégios e universidades a partir de agosto.

Não é segredo para ninguém que a Microsoft já está trabalhando na sua nova geração de tablets. Os novos produtos devem ser anunciados no final de 2013 ou começo de 2014, e contarão com a nova linha de processadores Intel na versão Pro, que devem entregar ao dispositivo múltiplas vantagens, especialmente no que se refere ao desempenho do dispositivo e ao consumo de bateria.

E apesar de nada ser confirmado, é possível que o Surface RT, produto que a Microsoft defende com unhas e dentes apesar de todas as críticas, passe a incorporar os novos processadores Qualcomm Snapdragon 800 em uma nova versão.

Ainda segundo a fonte, durante a tal reunião, também sobrou tempo para falar do Windows Phone 8. Ballmer discutiu abertamente a necessidade do Instagram chegar ao sistema operacional móvel, deixando claro que, para ele, é mais importante ter um aplicativo de qualidade e com tamanha importância como é o caso da rede social de fotos do que um numero maior de aplicativos em sua loja.

Faz muito tempo que o projeto do Instagram para Windows Phone está na mesa de projetos do Facebook. A pergunta é: por que a rede social de Mark Zuckerberg, que possui ótimas relações com a Microsoft, não demonstra ter a intensão de desenvolver o seu aplicativo para o Windows Phone? A única resposta que encontro é “o Windows Phone não tem usuários suficientes para justificar nossos esforços no desenvolvimento do Instagram para o sistema”.

Algo que, particularmente, acho uma bobagem. Afinal de contas, pense no marketing positivo que o Instagram/Facebook poderia ter com o aplicativo sendo utilizado massivamente pelos usuários dos smartphones Nokia Lumia, e suas câmeras de alta qualidade de captação de imagem.

Por fim, mas não menos importante, Steve Ballmer sinalizou também a decepção ao ver o número de computadores com Windows 8 vendidos desde o seu lançamento. A maioria dos envolvidos nos planos da empresa entendem que o principal problema das vendas do sistema operacional está nos pontos de venda, que precisam se esforçar mais para obter maiores resultados. E, nesse sentido, a expansão das lojas da Microsoft será uma peça chave para a melhora dos números.

Comentários? Pois não!

No caso do Surface, isso era de se esperar. O tablet não está disponível em muitos mercados com considerável potencial (Brasil inclusive), muito em parte por culpa da própria Microsoft. O Surface RT é uma proposta interessante de tablet com Windows, porém, é caro e limitado (já que usa o Windows RT). O seu lançamento no Brasil é algo financeiramente inviável, e acredito que isso acontece em outros países com perfil econômico semelhante. E isso faz com que a Microsoft deixe de ganhar dinheiro com esses mercados.

Sobre o Windows Phone e o Instagram, Ballmer tem um ponto. O Instagram é um dos motivos pelos quais alguns (poucos) usuários de outras plataformas não migram de vez para o Windows Phone. É a cereja no bolo que falta para o sistema entrar de vez na briga. E, de novo: com o advento das câmeras dos modelos Nokia Lumia, o menino Zuck perde uma ótima oportunidade de capitalizar em cima do principal ingrediente do Instagram: a imagem.

Sobre o Windows 8, acho que Ballmer também não leva em consideração a queda de vendas dos computadores ao redor do planeta, algo que influencia de forma direta nas vendas dos produtos com o sistema operacional da Microsoft. As pessoas não compram mais computadores. Estão comprando tablets e smartphones no seu lugar. E muitos que já contam com um PC com Windows ainda não atualizaram para o Windows 8 pelos mais diferentes motivos. Entendo que Ballmer precisa pensar nesse aspecto também.

Mas, caro Ballmer: não fique triste. Dias melhores virão!

Com informações do alt1040.com