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WWDC 2014: a Apple “copiou” as demais, sem medo de ser feliz!

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Eu adoro acompanhar eventos da Apple. Primeiro, porque adoro eventos de tecnologia. Segundo, porque vejo fanboy da empresa tendo orgasmos múltiplos pelos mais diferentes motivos. Terceiro, porque a cada evento, vejo que a empresa que se diz “mágica e revolucionária”, que é a “virgem imaculada”, e que é “inovadora, não copiando nada de ninguém” simplesmente não existe mais. E isso é bom, por vários aspectos.

É bom porque fanboys chatos simplesmente calam a boca. Faz com que a Apple pare de encher o saco quando tem seus dispositivos copiados. Até porque de santa, a Apple não tem nada. Tá, não vai impedir que Tim Cook acione advogados quando a Samsung resolver utilizar o “slide to unlock” em seus telefones sem a sua permissão (pois isso pode causar “danos irreversíveis” para os cofres de Cupertino… não sei aonde), mas ao menos mostra que até eles copiam coisas de todo mundo: WhatsApp, Android, Windows Phone, etc.

E se esse povo todo resolve processar a Apple? Sim, pois o iMessage virou um WhatsApp wannabe, e para uma empresa que se diz “a rainha da inovação”, todos os novos recursos apresentados no seu comunicador eu já uso no WhatsApp há tempos.

E a Google? Será que vai processar a Apple porque só agora os usuários do iOS podem interagir com as notificações sem precisar abrir o aplicativo? Acho que não. Dispensável.

E trocar o teclado do iOS? Finalmente essa liberdade tão desejada por muitos. SwiftKey agradece. Recomendo para todo mundo que tem o iOS. É um teclado que simplesmente humilha o nativo do sistema da Apple.

Enfim, novidades… São bem vindas para quem tem o iOS. Para quem usa o Android, faz parte do dia a dia do usuário desde 2012. Então, posso dizer: bem-vindos ao futuro, Apple Fanboys! Vivemos nele a algum tempo, e podemos dizer que é algo bem legal! Vocês vão gostar!

Pronto. Chega de bullying com quem viveu parado no tempo.

Mudando de perspectiva, eu gostei da palestra inaugural da WWDC 2014. A Apple prometeu um evento focado para desenvolvedores, e pelo visto, vai cumprir. Algumas das coisas mais legais apresentadas por eles ontem (02) estão centradas nos developers: novas ferramentas, SDKs com amplas possibilidades, APIs mais flexíveis, e até uma linguagem nova de programação. Acho que criações incríveis vão sair de lá, e todo mundo tem a ganhar com isso.

Principalmente a Apple, que terá mais aplicativos relevantes e interessantes na sua loja.

Sobre o OS X 10.10 Yosemite, também vejo pontos bem positivos. Uma nova interface, novas funcionalidades, uma proximidade maior do iOS, e uma integração muito maior entre os principais dispositivos da Apple. Quem tem iMac, MacBook, iPhone e iPad poderá comunicar melhor esses dispositivos, interagindo com eles de forma mais livre, ampliando o leque de uso e de tarefas entre eles.

Sem falar no iCloud Drive, que chega para ser a alternativa Apple em relação ao Dropbox, Google Drive, OneDrive e derivados. Algo que tinha que aparecer mesmo.

E sobre o iOS 8… correu atrás do prejuízo. Foi a Apple copiando recursos dos concorrentes, muito solicitados pelos usuários, e sem medo de ser feliz!

Não me entendam mal. Não é algo ruim. Tais novidades eram necessárias até mesmo para evitar um êxodo maior de usuários do iOS para outras plataformas (sim, pois Tim Cook não comenta a queda de cota de mercado que o iOS sofre a cada trimestre). E para atender as demandas daqueles que permanecem na plataforma, é fundamental reduzir a distância de funcionalidades entre as propostas. E muitos usuários da Apple queriam as “adaptações” implantadas por eles… que já estavam presentes nas plataformas/serviços rivais.

Aliás, isso não é nenhum pecado. A Apple tem que fazer isso mesmo. Tornou o iOS mais atraente. Tem que ser assim.

Por fim, meu recado final é para os “doentes”: parem de achar a Apple “mágica e revolucionária”. Vocês pagam de otários quando fazem isso.

O que a Apple apresentou ontem são as melhorias naturais que as suas plataformas precisavam receber. São coisas bem legais, muitas delas importantes e outras tantas necessárias, pois eles já estavam ficando para trás em alguns aspectos.

Mas não existe absolutamente nada de tão revolucionário assim que justifiquem a masturbação coletiva, os delírios de drogado, e frases que dão a entender que só eles são criativos, inovadores e revolucionários.

Até porque não foi. Essa é que é a verdade.

Seja feliz com o iOS. Seja feliz com o iPhone. Aliás, quero voltar a ser feliz com um iPhone (quando ele tiver uma tela maior, quem sabe). Agora, não baseie a sua felicidade tentando enaltecer o seu e, ao mesmo tempo, menosprezar o sistema do outro (que, por sinal, a Apple colocou um monte de coisas que funcionam muito bem nesse sistema operacional que você chama de “porcaria”).

Aliás, porcaria é a mente pequena de ter que pensar que, para mostrar que o seu é bom, você desqualifica o outro sem argumentos. Isso é coisa de gente pequena. E tecnologia não se vale disso.

Enfim, quando o iOS 8 chegar… faça como a Apple: use, sem medo de ser feliz. Sem olhar para os lados.

Enfim, essa é a minha dica (de quem é mais foda que qualquer fanboy, pois sabe usar Android, iOS, Windows Phone… e é feliz com todos eles).

O que podemos esperar da WWDC 2013?

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Se você passou as últimas semanas em uma caverna remota… bem vindo de volta à civilização, e saiba que a WWDC 2013 começa na semana que vem. Um evento que nesse ano passa a ter uma importância máxima, já que fatalmente veremos qual será o futuro do iOS e do OS X, além das novidades de hardware da Apple. Pode ser um evento que vai entrar para a história, ou pelas novidades apresentadas, ou porque as novidades vão sair do nada e ir para lugar nenhum, decepcionando os presentes.

De qualquer forma, faço nesse post a minha revisão daquilo que podemos esperar para o evento, contando sempre com a possibilidade de surpresas acontecerem. Inclusive a surpresa de, ao final do evento, constatar que “nada mudou” (acho pouco provável, mas não duvido de mais nada).

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É esperado com muita ansiedade as novidades que devem voltar a colocar a Apple como símbolo de inovação tecnológica. O iOS deve receber uma mudança estética mais profunda que nos últimos anos, além das novas funcionalidades e características. Até porque, nas versões anteriores, tudo o que a Apple fez foi apresentar novos recursos, mas poucos deles realmente são considerados úteis pelos próprios usuários.

Espero ao menos melhoras no multitarefa do sistema, a introdução de recursos de ajustes rápidos, ou talvez uma tela inicial renovada. Isso é o mínimo para agradar a maioria daqueles que clamam por mudanças.

Além disso, novos gestos para melhorar a usabilidade do sistema, uma integração mais ampla, com mais serviços compatíveis, e a comunicação entre aplicativos são elementos que serão bem vindos no iOS 7.

A estética do iOS também deve sofrer mudanças mais evidentes. Os principais rumores apostam em uma interface de uso que siga o “plano, branco e preto”. É cedo para garantir que isso vai acontecer. O que se sabe é que Jony Ive é o encarregado dessa nova interface, e tem como missão principal fazer com que a comunicação entre os diversos segmentos do iOS seja mais fluída, e que as mudanças sejam mais amplas, e não centradas em alguns aplicativos.

OS X

O grande salto de evolução que se espera no iOS não é esperado para o desktop. Não há tanta movimentação entre as plataformas dessa categoria, e mesmo que o Windows 8 seja um sopro de ar fresco em termos de proposta de sistema operacional, não há muita urgência na hora de apresentar algo inovador para o computador dos usuários.

Se essas novidades aparecerem, serão em forma de pequenas adições ao OS X. Talvez a introdução do Siri e do novo Maps, ou uma multitarefa no estilo do iOS com processos congelados para economizar o processamento.

Em resumo, serão novidades menores para um sistema operacional que não sabemos sequer o seu nome (ou qual felino a Apple vai escolher na versão 10.9).

Serviços

A grande novidade dos últimos dias é a possibilidade de melhoras no serviço do iTunes, que passaria a integrar o iRadio, serviço de rádio online ou streaming de músicas, no estilo do Spotify ou Google Play Music All Access. Por enquanto, a única coisa que sabemos é que a Apple já possui acordos fechados com a Warner Music e Universal Music, e que na semana que vem, o iRadio seria anunciado, como um serviço multiplataforma.

Outra mudança que seria bem vinda é a expansão do iCloud, oferecendo maiores funcionalidades aos usuários. Desde a edição de documentos online, tal como é possível fazer hoje no Google Drive, a opção de gerenciamento do Game Center, a interação com os nossos favoritos do Mapas, entre outros recursos.

Hardware

Por fim, o hardware. Com o lançamento do novo iPhone esperado para o terceiro trimestre de 2013 (setembro), a WWDC 2013 não deve contar com grandes lançamentos nesse segmento. Alguns rumores afirmam que mudanças devem acontecer no Mac Pro, mas nada além disso. Nada de um nov iPad Mini, ou qualquer outro dispositivo com o iOS deve ser anunciado no evento.

Conclusão

A WWDC 2013 será um evento mais voltado para os desenvolvedores, com suas novidades recaindo ao software. Pra variar, eu vou ficar atento ao que pode acontecer no dia 10 de junho. Se bobear, tem até uma edição especial do TargetHD Podcast, comentando essas novidades. Vamos ver se o ânimo vai deixar.

Novo MacBook Pro, por US$ 2.200. Eu não tenho essa grana. E você?

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Ontem foi final de Copa do Mundo, final de novela das nove, ou a primeira vez de um americano virgem para os Apple Fanboys espalhados ao redor do planeta. A conferência inaugural da WWDC 2012 apresentou algumas novidades de hardware e software da Apple. Algumas delas já conhecidas, outras foram realmente novidades. Mas a que realmente chamou a atenção foi o novo MacBook Pro Next Generation. Em todos os sentidos. Para o bem e para o mal.

Não satisfeita em atualizar os seus modelos anteriores do MacBook Pro, e eliminar o modelo de 17 polegadas do seu catálogo de produtos, a Apple apresentou aquele que eles consideram “o melhor notebook que eles já criaram”. E eles estão 100% certos nessa afirmação. A empresa de Cupertino conseguiu uma combinação de notebook compacto, potente e leve, ou o sonho de todo o fabricante de Ultrabook do mercado “normal” (normal para o mundo da Apple…). Aliás, o sonho também está nas cifras cobradas pelo novo brinquedinho, mas eu chego nesse item daqui a pouco.

O novo MacBook Pro é um baita de um notebook. Tela de 15 polegadas com Retina Display e resolução de 2.880 x 1.800 píxels, 1.8 cm de espessura, 2 kg de peso, processador Intel Ivy Bridge (terceira geração) Core i7 quad-core, FaceTime HD, Bluetooth 4.0, até 16 GB de RAM, gráficos NVIDIA Kepler GT 650M, até 768 GB de armazenamento em SSD, entre outros recursos. É máquina pra nego, branco, amarelo, azul, smurf, avatar e argentino nenhum botar defeito. É praticamente o sonho de todo usuário obcecado por alta performance, portabilidade e beleza.

Certo? Todos nós concordamos com isso? Ok, quase todos concordam (e toda unanimidade é burra).

Mas… a pergunta é: quem realmente precisa de uma máquina desse porte?

Antes que você responda “toda e qualquer pessoa de bem” (e eu não vou deixar de concordar com você), devo dizer logo de cara que a grande maioria dos usuários de computador do planeta Terra (e adjacências) NÃO PRECISA DE UM NOVO MACBOOK PRO! Entenderam? Estou falando de pessoas normais, que vão usar o computador para usar o Twitter, escrever no Facebook, visitar o site da Ana Maria Braga e conversar com a neta no Skype. Esse não é um notebook para usuários de entrada, e até mesmo para usuários intermediários.

Nem mesmo você, gamer inverterado, não precisa de uma máquina dessas. Ou melhor, não precisa gastar US$ 2.200 (tá, seus chatos… US$ 2.199… e com US$ 1 você não compra nem um Kit Kat em Boca Ratón) para jogar World of Warcraft com até 16 GB de RAM. Existem máquinas mais ajustadas para isso, com sistemas mais ajustados para isso (abraço, Windows). Pensando de forma mais específica, eu penso no meu segmento profissional, o de produtor de conteúdo.

E nem assim me imagino gastando tudo isso para fazer o meu trabalho.

Hoje, eu tenho um Ultrabook e um Notebook. Ambos com configurações suficientes para produzir conteúdos em texto, áudio e vídeo. E esses equipamentos não chegam a custar US$ 2.200. E tudo acaba funcionando muito bem. É claro que eu não vou negar que, como qualquer viciado em tecnologia, ter uma máquina como o novo MacBook Pro em casa é o sonho de consumo de qualquer um. Ter um Mac é ainda um sonho de consumo (e com muita luta, trabalho e moedas economizadas, eu vou chegar lá), mas sou um pobre blogueiro que coloco todos os meus gastos e economias em uma planinha para sobreviver. Ou seja, eu aprendi a diferenciar investimentos de devaneios financeiros.

Mas, então… quem deve (e pode) comprar o novo MacBook Pro da Apple? Eike Batista? Luciana Gimenez? O cara que vai comprar muamba em Miami?

Não é bem assim… o MacBook Pro é recomendado para quem REALMENTE PRECISA de uma máquina desse porte. Exemplo: profissionais da área gráfica (aqueles que trabalham com AutoCAD, fotógrafos, finalização de imagens, etc), editores de vídeo e áudio, desenvolvedores web (programadores, web designers de grande porte), enfim, todo e qualquer profissional que precisa de um equipamento top, com performance premium e com recursos de hardware e software praticamente ilimitados. Para tarefas que demandam alto poder de processamento, e para aqueles que precisam realizar essas tarefas em qualquer lugar (em casa, no escritório, em clientes ou durante as viagens de férias), o novo MacBook Pro é o equipamento ideal.

Vale a pena registrar que isso não é uma simples compra. Com o dólar a mais de R$ 2.00, o MacBook Pro custa quase uma moto (ok, vão dizer que é exagero, mas eu não consigo ainda subir em um computador da Apple e ir até o trabalho…). Logo, não só esse equipamento, mas qualquer produto de tecnologia com um valor consideravelmente elevado e com uma boa dose de recursos empregados deve ser encarado como um investimento. Logo, vale a pena sempre pesar a pergunta fatal…

“Eu realmente preciso de um produto como esse para fazer o que eu faço?”

Não sou contrário a comprar o que é caro, não me entendam mal. Mas um produto como o MacBook Pro precisa ter um propósito muito bem definido, e que de preferência, possa pagar o investimento feito. Se você que está lendo esse post tem a grana pra gastar, e não está nem aí pra saber de onde o dinheiro vem, que bom pra você. Vai para os “States” e compra o MacBook Pro (declarando imposto na Receita Federal; afinal de contas, você “está podendo”…). Agora, para a maioria de nós, brasileiros normais, que precisa ralar todos os dias para conseguir o dinheiro nosso de cada dia, o novo MacBook Pro é um sonho distante.

Mas tem um lado bom. Para quem ama realmente o mundo da tecnologia, é um incentivo para um dia chegar lá. Foi assim que consegui os meus produtos de tecnologia: me estimulando para conquistar o que parecia distante. E pode não ser um notebook que custa US$ 2.200. Mas algo que possa representar um upgrade na experiência conectada, no meu entretenimento pessoal, ou na minha atividade profissional.

E o MacBook Pro vai vagar os sonhos de muitos fanáticos por tecnologia, sendo o combustível de muitos deles para novas conquistas tecnológicas. Isso é fato.

WWDC 2012: o que espero da Apple (pelo amor de Deus, novidades reais no iOS 6!)

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Daqui a algumas horas (a partir das 14h30, horário de Brasília, Guará, Taguatinga e adjacentes), Tim Cook deve subir ao palco do Moscone Center em San Francisco, CA, vestido de preto, com cara de bom moço, para falar dos números da Apple, em como eles revolucionaram o mundo da tecnologia e dos eletrônicos de consumo, e apresentar novidades para desenvolvedores e usuários de todo o mundo na coletiva inaugural da edição 2012 da WWDC (Worldwide Developers Conference). É mais um evento da Apple que promete novidades importantes na parte de hardware e software, principalmente no que se refere ao iOS 6, que já está com presença garantida no evento.

Mas… o que mais eu espero dessa conferência?

Pra começar, algo que metade do mundo civilizado que possui um iDevice espera vai acontecer: o iOS 6 será oficialmente apresentado. E digo apresentado, pois primeiro ele vai passar pelas mãos dos desenvolvedores, que vão trabalhar em aplicativos, que estarão prontos e/ou adaptados até o seu lançamento em definitivo. Lançamento esse que, se seguir a cartilha da Apple, acontece junto com o lançamento do novo iPhone.

Noves fora, dá pra dizer que a Apple deve lançar a nova versão do smartphone no terceiro trimestre de 2012. A janela de anúncio da nova versão de um iOS para o seu lançamento é sempre de três meses. Além disso, vale lembrar que o início do ano fiscal da Apple é sempre no mês de outubro, e o lançamento de um novo produto como o iPhone ajuda a impulsionar o primeiro semestre de vendas da empresa. A Apple já fez isso no passado. Não vai me surpreender se fizer isso agora.

Também espero novidades no Mac OS. Apesar da imprensa em geral não dar muito foco para isso (todo mundo só fala no novo iOS), essa é uma parte importante do negócio da Apple, mesmo não sendo a mais lucrativa. Estou curioso para saber se eles vão continuar o caminho de “migração” de conceito do iOS para o Mac OS, oferecendo uma experiência mais próxima dos seus desktops e noteboooks para aquilo que encontramos hoje nos dispositivos móveis da empresa. A Apple sabe o quanto o iOS fez sucesso, e quer unificar (aos poucos, sem muitos traumas) essas experiências de uso. Logo, espero novidades nesse sentido…

…mesmo porque devemos ter novidades nos iMacs e MacBooks.

Muito se especulou sobre novos produtos da Apple, principalmente com novidades nos MacBooks. Novas telas com Retina Display, telas sensíveis ao toque, a presença dos processadores Intel Ivy Bridge, GPUs Kevlar e outras modificações. E mesmo com um hardware plenamente ajustado ao software, eu também espero opções de produtos com especificações mais robustas. Afinal de contas, um pouco mais de RAM e espaço para armazenamento não faz mal à ninguém. Tá, tem usuário Apple que vai dizer “o que vale é a experiência de uso”. Ok. Mas com mais espaço e maiores possibilidades de performance, essa experiência pode ser ainda melhor.

Quanto a novos iMacs, eles devem estar presentes, e a principal novidade pode ser a presença de um processador Intel Xeon E5 no Mac Pro, além das conectividades Thunderbolt e USB 3.0 no mesmo equipamento. Vejo isso como algo positivo caso se confirme, pois é uma discreta, porém, importante mudança de comportamento da empresa de Cupertino. Ver que “forçar” o usuário a adotar apenas as suas soluções nos dias de hoje não é uma estratégia comercial inteligente, ainda mais em tempos de crise.

O importante é oferecer equipamentos que possam entregar ao usuário um maior leque de possibilidades de uso, o que consequentemente busca um público ainda maior para adquirir os seus produtos. Ainda mais em um mercado como o de desktops, que aos poucos se torna cada vez mais segmentado e específico. Com um mundo gritando por mobilidade, a maioria dos usuários “normais” anseia por notebooks e tablets para atender as suas necessidades cotidianas.

Mas, voltando ao iOS 6… o que eu realmente espero? Novidades REAIS.

Durante o evento da HP, estava conversando com o @ftarcan, do WeRGeeks, que é o que eu chamo de “Apple Fanboy do Bem” (sim, eles existem, e pagam pelos outros, que são chatos pra c#$@#$@). E ele tocou em um ponto interessante: o iOS não inova mais.

Os usuários Apple ficam impressionados com novas funções ou recursos que a empresa adiciona a cada atualização, mas se pararmos para pensar, o sistema não oferece mudanças que realmente modifiquem a sua estrutura ou filosofia. Não existe um impacto visual no iOS desde o seu lançamento. Aqueles que possuem um iPhone ou iPad com jailbreak podem realizar coisas incríveis nesse sentido, mas estranhamente, a Apple se mantém conservadora a adotar algumas dessas “sugestões” criadas pelos desenvolvedores “alternativos”.

A Apple alega que isso é feito para preservar a integridade do sistema. Oras, Apple… vocês são A APPLE! A dita empresa fodona, que faz o “mágico e revolucionário”… e fica com medinho da criatividade dos outros? Ah, vá! É responsabilidade da gigante de Cupertino garantir que tudo funcione direito, mas isso não impede que inovações de funcionalidades e design não sejam adotadas. Pelo menos eu penso assim.

Outro detalhe importante: a Apple tem como princípio oferecer um dispositivo “que até a sua avó pode usar”. E isso está mais que provado: qualquer pessoa pode usar um iPhone ou um iPad (se bem que isso tem o efeito colateral direito: qualquer imbecil também acredita ser um especialista em tecnologia apenas porque usa um iPhone ou iPad…). Eu concordo que a Apple pense assim. Afinal de contas, eles conquistaram um público novo justamente pela simplicidade do iOS.

Por outro lado, é hora de se reinventar. Não digo que o iOS precisa de mudanças radicais, mas que essas mudanças sejam adicionadas aos poucos, de forma gradativa e sem traumas. Acredito que muitos usuários que já estão na plataforma vão se empolgar se alguma mudança mais evidente no sistema for adotada. Algo que atraia os usuários novos e veteranos, que agrade aos olhos quando apresentado em uma demonstração. E que possa até convencer mais pessoas do quanto é legal ter um iPhone ou iPad, com aquele novo recurso que realmente salta aos olhos.

Enfim, é isso o que eu espero. Daqui a pouco, eu serei mais um dos blogueiros abnegados a conferir todas as novidades da Apple na WWDC 2012. Sim, porque são dias como esses que justificam todos os posts sobre tecnologia que escrevemos. É sempre diversão na certa quando esses eventos acontecem.

Ah, e siga o @TargetHD para ficar por dentro de tudo. E quando puder, visite o TargetHD.net para ler as postagens sobre tecnologia que escrevo por lá.