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Pessoal e Intransferível

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Esta incrível cidade foi construída no Minercraft para Xbox 360

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A cidade responde pelo nome de Titan City, e é uma obra de um fã da Microsoft, que passou desde outubro de 2012 construindo essa maravilha. Foram 18 meses de um trabalho que ainda não terminou. A cidade é inspirada em Nova York, e foi construída com mapas tanto para a versão do Xbox 360 como para a versão para PCs.

É possível fazer o download dos mapas para as duas plataformas, clicando aqui. Seu autor, que responde pelo nickname FoxGaming, revelou no Reddit o progresso e diversas telas onde podemos ver o incrível nível de detalhes. Uma versão da cidade para o PS3 está a caminho.

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O que fazer com o seu videogame “velho”?

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Recentemente, adquiri dois consoles de videogames. Na verdade, recuperei um deles, o Xbox 360 250GB, que havia vendido no meio do ano, por entender que não tinha tempo para jogar. No final das contas, aproveitei a Black Friday 2013 e comprei novamente o console, me propondo a jogar pelo menos 1h30 por dia. Não satisfeito, comprei o PlayStation 3 Super Slim 250GB, para ter ao menos as duas plataformas mais relevantes na geração anterior de games.

Para mim, são videogames que ainda rendem um caldo (ou melhor, um jogo). Já outros gamers estão pensando seriamente na compra dos novos Xbox One e PlayStation 4 (coitado do Nintendo Wii U… nem é considerado pela maioria). E alguns mais afortunados aproveitaram o final do ano, e se deram de presente um dos novos consoles. Ou quem sabe os dois.

E dentro de todos esses grupos, fica a pergunta do título desse post: o que fazer com o seu console “velho”? Coloco o “velho” entre aspas pois, como disse antes, ainda entendo que a geração anterior de videogames terá uma sobrevida por mais algum tempo.

1. Não compre um novo console…. ainda…

Se você está feliz com o seu Xbox 360 ou PS3, tem uma grande quantidade de jogos, e não quer ser obrigado a se desfazer de todo esse histórico gamer, não há motivos para pressa. Ser um “early adopter” tem suas desvantagens, como por exemplo a escassez de jogos, um elevado investimento e eventuais problemas de hardware. Espere mais um pouco. Deixe para comprar um Xbox One ou um PS4 no segundo semestre. Será uma relação custo/benefício melhor.

2. Fica com o seu console “velho”, e siga jogando com ele

De novo: eu não acho que o Xbox 360 ou o PlayStation 3 são consoles velhos. E, mais uma vez: você gastou uma grana (muitas vezes violenta) em jogos e acessórios. Por que não jogá-los? Pense nessa possibilidade.

3. Use todo o potencial do seu console

A geração PS3/Xbox 360 é marcada por colocar o videogame em um patamar superior, indo além do consumo de jogos. Hoje, um console é muito mais uma central de entretenimento doméstico, reproduzindo discos de DVD e Blu-ray, streaming de diversos canais de vídeos, reprodutor musical, entre outras funções. É um dispositivo bem poderoso para não se aproveitar tais possibilidades, não acha?

4. Venda o seu videogame “velho”

Se nenhuma das opções anteriores atendeu as suas necessidades mais imediatas, a última opção que resta é mesmo vender o seu console antigo. Obviamente, você pode presenteá-lo para algum parente, amigo ou pessoa que não tem condições financeiras para adquirir um console da geração anterior, mas que ficaria muito feliz com o seu gesto.

Vale lembrar que, caso você realmente opte pela venda, use de bom senso, tendo em mente que você não vai conseguir vendê-lo pelo mesmo preço que você pagou quando comprou. Em compensação, vai valer a pena recuperar um pouco do dinheiro gasto, podendo até utilizar essa grana para comprar jogos para o seu novo console. E lembre-se: apague todos os dados pessoais armazenados no console antigo (sempre há uma opção para você restaurar o console para as configurações de fábrica).

Agora, em casa: Xbox 360 e PlayStation 3, convivendo pacificamente

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No meio do ano de 2013, eu decidi que ia vender o meu Xbox 360, pois não tinha mais tempo para me dedicar à ele. De fato, vendi o console. Aí, chegou a Black Friday, e encontrei um Xbox 360 250 GB, com sensor Kinect, três jogos (um deles Forza Horizon, que eu adoro) e 1 mês de Xbox Live Gold por R$ 699. Foi tentador demais. Acabei comprando, e me condicionei a jogar pelo menos 1h30 por dia para a compra valer a pena.

Agora, não satisfeito com isso, acabei adquirindo o PlayStation 3 250 GB por R$ 791 em uma promoção do Shoptime.

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Eu sei… é contraditório, pois continuo não contando com esse tempo todo para ficar jogando. Mesmo assim, entendo que o investimento valeu a pena. Afinal de contas, foram R$ 200 a menos em relação ao valor sugerido pelo console no mercado. Além disso, a compra se justifica pelo simples fato de não ser preconceituoso em relação aos sistemas de games.

Nunca fui caixista ou sonyista convicto. Aliás, nunca fui paga pau de uma única plataforma. Sempre gostei de vários sistemas em diferentes produtos. Em um passado distante (na adolescência, depois que comecei a trabalhar e ganhar o meu próprio dinheiro), tive em casa tanto o Nintendo 8 Bits (no finado Top Game… saudades) e o Master System (adoro aquele controle), assim como cheguei a ter tanto o Mega Drive como o Super Nintendo, sem maiores problemas. Aliás, eu fui besta: poderia ter guardado todos esses consoles. Mas como a necessidade exigiu que eu me desfizesse de tudo isso em algum momento na minha vida…

É claro que a ideia era ter o Xbox One e o PlayStation 4. Ainda mais para quem trabalha e escreve sobre tecnologia todos os dias. Mas eu ainda não estou com essa bala toda na agulha para investir (no Brasil… eu sei que posso importar os dois) os tais R$ 6.300 pelos dois consoles. Logo, fico com menos peso na consciência ao comprar os dois por R$ 1.500 em dois meses.

De qualquer forma, aos poucos eu vou realizando os meus sonhos de velho geek. Com muito trabalho. Aliás, vou ter que trabalhar ainda mais para pagar essas brincadeiras. Mas vai valer a pena. Bom, quero ver se consigo ter as tais 1h30 por dia para aproveitar desses pequenos sonhos de consumo recém-realizados.

Estou vendendo (novo) | Xbox 360 250 GB + Game Forza Horizon + 6 meses de Live Gold a R$ R$ 850

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Sim, amigos… este é o último produto que está disponível para compra. Afinal de contas, ganha eu, que vou ter uma grana extra no final de ano, e ganha você, que vai pagar menos do que o valor sugerido no mercado para cada um desses produtos. Até porque a Black Friday acabou, e essa pode ser a melhor opção de compra para esse item.

O produto a seguir está NOVO, LACRADO, SEM QUALQUER TIPO DE USO, e com as respectiva garantia de fábrica. O produto tem adição de item exclusivo por minha conta, mas apenas com o objetivo de valorizar o kit de venda, e reforçar os valor oferecido no produto.

O iPad Mini já foi vendido, assim como o Xbox 360 com 4 GB de armazenamento. 

Segue a lista:

1) Xbox 360, com 250 GB de armazenamento + controle sem fio + jogo Forza Horizon (via download) + 7 meses de Xbox Live Gold, por R$ R$ 850 (modelo Kinect Ready, mas sem o Kinect incluso). 

IMPORTANTE: 

1. O item que estou vendendo tem um bom desconto em relação ao preço de tabela no mercado para cada um desses produtos. Logo, o argumento do “ah, mas custava bem menos na Black Friday, e…” será desconsiderado, uma vez que a Black Friday já acabou, e que os preços da Black Friday não são os oficiais em relação à cada produto.

2. Se você encontrar um preço melhor nos e-commerces nacionais, posso negociar o valor, desde que eu esteja de acordo com a contra proposta. Caso contrário, recomendo que você compre o produto pelo menor preço que você encontrou (p.s. só aceito propostas feitas mediante envio de links, mostrando que você encontrou uma oferta melhor).

3. Lembre-se: alguns itens dentro desse pacote de venda não são encontrados nos packs vendidos pelas lojas de comércio eletrônico no Brasil. Considere isso na negociação.

4. Forma de pagamento: prioritariamente por DEPÓSITO EM CONTA CORRENTE. Para a segurança de ambos, o comprador terá todos os meus principais dados para prosseguir com a negociação (se bem que cinco anos de exposição na internet com blogs e podcasts diversos já comprovam isso, mas…).

5. Forma de envio: por conta do comprador COM SEGURO INCLUSO NO VALOR DO FRETE (não é recomendado despachar um produto desse preço e desse porte sem seguro), via PAC ou SEDEX.

6. O prazo de entrega dos produtos podem variar, de acordo com a disponibilidade de entrega e do local de envio do produto.

Interessados podem entrar em contato comigo EXCLUSIVAMENTE por e-mail (clique aqui), ou no @oEduardoMoreira no Twitter.

Estamos diante da última geração de consoles de videogames?

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E finalmente, temos uma nova geração de consoles no mercado. Primeiro, o Nintendo Wii U, que pega o conceito do seu bem sucedido modelo anterior (Nintendo Wii) e adiciona um novo tipo de controle, alem de gráficos mais modernos. Depois, vieram a Sony e a Microsoft, que levaram mais tempo para fazer os seus respectivos anúncios definitivos dos seus consoles.

As primeiras informações sobre o Xbox One tiveram pouca aceitação entre os gamers, de modo que a Microsoft teve que modificar grande parte de sua política operacional. O PlayStation 4, da Sony, ganhou mais atenção por ser mais flexível em suas políticas de uso do que necessariamente pelas inovações adicionadas.

E é justamente a inovação que parece estar em falta nessa nova geração de consoles de videogames. E isso levanta uma dúvida: pode ser essa a última geração de consoles, pelo menos no conceito que nós conhecemos até agora?

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A geração conservadora

Enquanto a geração anterior (Xbox One, PS3 e Wii) dava a impressão que tudo era novidade (jogo em modo online, gráficos em alta definição – no caso dos produtos da Sony e Microsoft – e a jogabilidade em um novo formato – no caso do console da Nintendo), dessa vez, nos três novos produtos, a impressão que dá é que as três empresas optaram pela política da continuidade. E não podemos culpar por isso: afinal de contas, Sony e Microsoft venderam mais de 80 milhões de unidades dos seus produtos cada uma, e a Nintendo vendeu mais de 100 milhões de unidades do Wii. Logo, até eu repetiria a dose.

Logo, a nova geração de consoles parece ter mais do que aquilo que nos agradou da geração anterior. E nada mais.

O controle em forma de tablet da Nintendo não é uma proposta que convenceu. As vendas do Wii U se devem (até agora) aos jogos exclusivos que tanto agradam os fãs da marca, e os números das vendas não são nem próximos de ser considerados exitosos.

A Sony decidiu se focar nos videogames… e só. Hoje, o modelo de negócio de ter um videogame como uma central multimídia é muito mais vendável do que apenas oferecer um brinquedo eletrônico. E o PlayStation 4 quase que ignora isso, prometendo ser um console “de gamers, para gamers”. O resto da família? Que se dane.

A Microsoft decidiu adotar uma estratégia bem diferente da Sony. Eles querem que o Xbox One seja o centro de entretenimento da sua casa. Por outro lado, eles sacrificaram as especificações do produto, e por tabela, sacrificaram o desempenho para os jogos. O Xbox One visa conquistar em cheio o mercado norte-americano, oferecendo soluções para eles. A inclusão do Kinect é considerada uma aposta de risco, uma vez que são poucos os jogos que utilizam a sua tecnologia, e o reconhecimento de voz ainda deixa muito a desejar para um uso mais amplo.

Por outro lado, todos os consoles apresentaram avanços, mesmo que sejam tímidos. A integração online e a capacidade de compartilhar a experiência de jogo com outras pessoas, a integração nativa com serviços de streaming (como o Netflix) e outras melhorias de experiência de uso são melhorias a serem registradas. Mas não são elementos primordiais na hora de decidir comprar um console de nova geração (na minha opinião).

Além disso, a evolução gráfica não foi algo tão importante como foi nas gerações anteriores. Os novos consoles mal oferecem a resolução 1080p (quando oferecem), e a jogabilidade parece ser a mesma da geração anterior. Desde a introdução do Nintendo Wii, não há uma inovação realmente importante nesse aspecto (o Kinect é uma evolução do conceito do Wii, e não algo absolutamente novo – é bom deixar isso registrado).

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A ameaça externa

Entre 2005 e 2007, anos de lançamento dos consoles da geração anterior, o panorama tecnológico era bem diferente. Hoje, temos smartphones, tablets, centrais multimídia, Smart TVs, entre outros gadgets. Esses dispositivos estão mais presentes em nossas vidas, e cada vez mais potentes. E estão deixando o console doméstico para trás.

O Android e o iOS são ameaças claras ao reinado dos consoles. Os dois sistemas possuem ecossistemas de aplicativos significamente maduros, e o catálogo de jogos já é consideravelmente amplo. E as duas plataformas contam com dispositivos desenvolvidos para não só rodar jogos de forma perfeita, mas estenderem suas funcionalidades para as TVs.

Então… o que aconteceria se Google e Apple decidissem desembarcar no mundo dos videogames de uma vez por todas?

Com base de usuários gigantes, e com o atrativo de oferecerem dispositivos que podem realmente inovar no mundo dos videogames (pois os usuários poderiam aproveitar os dispositivos que já usam hoje para controlar os jogos, que por sua vez, podem ser executados nos dois dispositivos), o cenário poderia ser completamente novo.

E essa revolução poderia acontece mesmo sem ter o apoio dos grandes estúdios de jogos. O movimento independente de desenvolvimento de games tem um papel cada vez mais importante no universo de jogos para dispositivos móveis (e, em alguns casos, nos consoles também – vide os casos de Super Meta Boy e Minercraft0. Essa mudança no software pode ser reproduzida no hardware, com a adoção do crowdfunding para financiar projetos ambiciosos em grande escala. Vide o Ouya, que é o meu novo objeto de desejo.

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Um novo conceito de consoles de videogames está nascendo?

Uma das características que todos os consoles das três gigantes do segmento compartilham é o seu sistema fechado, com ecossistema igualmente fechado. A Valve, com o SteamBox, pode mudar isso para sempre.

O SteamBox é pensado para funcionar inicialmente com a sua loja, mas como pilar de sua experiência, possui uma filosofia que se aproxima mais de um computador do que de um console doméstico tradicional, já que você pode modificar a estrutura do console de acordo coma sua vontade. Mudar o hardware? Sim. Instalar outro sistema operacional? Sim. Qualquer pessoa ou empresa pode desenvolver o seu próprio SteamBox? Sim também.

Com isso, a Valve quer colocar na sala de sua casa um conceito de produto que pode determinar que essa atual geração de consoles, representada pelo Xbox One, PlayStation 4 e Nintendo Wii U, seja a última geração de produtos com o conceito que conhecemos até agora.

Eu mesmo desisti do meu Xbox 360 no meio do ano, e nesse final de ano, vou adquirir o Ouya, que atende todas as minhas necessidades, e já olha para o futuro das plataformas de games. Mas os argumentos para a minha escolha ficam para um futuro post.

A Microsoft adora ver a coisa grande! Dessa vez, um Xbox One gigante no Canadá!

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Começo a desconfiar que tem alguém no marketing da Microsoft com complexo de inferioridade. Ou seria o próprio Steve Ballmer (que ainda está CEO da empresa)? Depois de instalarem um Microsoft Surface 2 gigante no Reino Unido, agora temos um Xbox One gigante no Canadá.

A cidade de Vancouver foi a agraciada da vez. O console gigante mede 40 pés de altura, e 20 pés de largura, e está em um estacionamento da cidade canadense. E diferente do Surface 2 de Londres, esse Xbox One ainda está “bloqueado”, ou seja, não sabemos se ele estará em funcionamento no dia do lançamento do console, acompanhado (talvez) de uma tela gigante.

Tudo bem que faltou o Kinect gigante para completar o conjunto. Mesmo assim, não deixa de ser uma forma de chamar a atenção. Tanto, que estou dedicando cinco minutos da minha vida para falar sobre isso.

Via PR Newswire

A Microsoft tem pressa, principalmente com o Xbox One

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A Microsoft tem pressa. Pressa e urgência. Colocar o Xbox One em pré-venda no Brasil mais de cinco meses antes da sua chegada ao mercado (prevista em alguns e-commerces nacionais para o dia 30 de novembro de 2013) é uma clara prova que o pessoal de Redmond está com pressa de fazer o console dar certo. E por motivos diferentes.

O primeiro deles (e o mais óbvio de todos) é ganhar algum terreno em relação à Sony e o PlayStation 4. Até o presente momento em que escrevo esse post, a Sony do Brasil não se manifestou ainda sobre o preço que a brincadeira chamada PS4 vai custar no Brasil. Historicamente, a Sony não conseguiu baratear o seu console atual (PS3) a ponto que ele tivesse um preço que pudesse competir com o Xbox 360 em nosso país. Agora, com o PS4 custando pelo menos US$ 100 a menos, a grande dúvida que fica é: será que o novo console da Sony vai mesmo custar mais barato do que o Xbox One no Brasil?

Não me arrisco a afirmar nada nesse sentido. A Sony teve a chance de informar o preço do PS4 no Brasil durante o evento voltado para os mercados latino-americanos na E3 2013. Se não fez isso, é sinal que a própria Sony está quebrando a cabeça (e destruindo calculadoras) para tentar encontrar uma equação que seja vantajosa e competitiva em relação ao Xbox One. Pode até ser que o PS4 seja mesmo mais barato (e a tendência é essa, pelo menos na teoria), mas enquanto não temos um número, a Microsoft quer capitalizar em cima disso.

O segundo motivo da pressa da Microsoft é o fator “queremos mostrar serviço”. Depois de tantas reações negativas diante das restrições impostas ao Xbox One na sua política de DRM e utilização do produto e seus jogos (parte dessas restrições já foram removidas), a Microsoft quer aproveitar o que restou de positivo na apresentação do novo console, e dizer ao mundo: “estamos trabalhando, queremos oferecer o melhor, e oferecemos nosso produto antes dos demais”. Não torna o Xbox One o melhor console do mundo, mas pode fisgar os mais entusiasmados com as possibilidades que o produto pode oferecer, e com isso, algumas unidades podem ser vendidas de forma antecipada.

É sempre bom lembrar que nem todos os recursos legais demonstrados pela Microsoft na E3 2013 não estarão disponíveis no Brasil de imediato, principalmente o recurso de sintonização de TV digital. Tendo isso em mente, é importante que cada um de nós avalie se vale mesmo a pena comprar o console logo de imediato.

O último fator que justifica a pressa da Microsoft com o Xbox One é o período de instabilidade econômica que o Brasil enfrenta. Você pode não saber (e Dilma e Mantega podem até negar), mas a inflação voltou, o brasileiro está se endividando mais, e o pior de tudo: o dólar está com cotações elevadas. Não sabemos o que vai acontecer com o futuro da economia brasileira, e a Microsoft também não sabe (eles inventam muita coisa, menos a bola de cristal ou a máquina do tempo). Logo, largar na frente pode ser uma estratégia interessante até mesmo para reduzir eventuais prejuízos no futuro, que podem ser causados nem tanto pela rejeição do console pelo consumidor, mas sim, pelo cenário futuro da nossa economia (que não é lá tão promissor assim).

Seja como for, a Microsoft está com pressa. E demostra essa pressa de forma explícita. Vamos ver se, nesse caso, a pressa será ou não inimiga da perfeição.

A “pequena diferença” entre o Google e o Bing…

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Olha só essa: alguém muito curioso (e mal intencionado) decidiu fazer uma pequena competição entre os buscadores Google e Bing. Utilizando o recurso de auto completar, que está presente nos dois navegadores, ele escreveu a inocente frase “the xbox one is” nas respectivas barras de busca. E os resultados foram, como eu posso dizer, “ligeiramente distintos”.

Veja a foto abaixo, e tire as suas conclusões.

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Cara Microsoft: um novo Xbox sempre online pode ser um ato suicida!

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Todo mundo ficou sabendo que Adam Orth foi demitido. Se você não sabe quem é ele, vale uma breve introdução: ele era diretor criativo da Microsoft, e resolveu emitir suas opiniões sobre um futuro Xbox 100% conectado, criticando de forma enfática aos usuários que não gostaram muito da decisão que a sua empresa até então estava para tomar (digo “até então”, porque Orth praticamente confirmou que isso vai acontecer). O problema é que Orth foi mais enfático do que deveria. E acabou demitido por isso.

Para resumir: ele fez isso (clique aqui para ler), que resultou nisso (clique aqui para ler).

Tirando o fato que Orth foi um babaca, vamos agora pensar no que realmente é importante nesse assunto: a possibilidade de um Xbox totalmente online. E, ao meu ver, isso pode ser um suicídio da marca Xbox como conhecemos, com grandes chances de ser um fracasso. Mas quero deixar bem claro que esse conceito destinado à derrota vale para O XBOX. E vou explicar a seguir.

Não sou contra os jogos via streaming. Acho que isso pode dar certo, mas para plataformas específicas. Já existem empresas (que não se chamam EA) que fazem isso muito bem. Para a Microsoft, que depende da competência de terceiros para isso dar certo, pode não funcionar. Para começar, eu não mexeria em time que está ganhando. A própria Microsoft está sendo vítima de uma de suas mudanças mais radicais com o Windows 8, que por mais que eu compreenda que seja um conceito pensado para funcionar daqui a alguns anos, quando esse conceito de “ecossistema integrado” estará maduro e concluído, nesse exato momento, não está funcionando. As pessoas não abraçaram o Windows 8, e o mercado de PCs teve a maior retração desde o início dos estudos do IDC, em 1994.

Ok, os tablets e smartphones viraram fortes competidores dos computadores. Mas muito da culpa para a queda das vendas está no Windows 8.

A Microsoft ainda reina nos videogames. E reina pela sua própria competência. Se recuperou do fracasso do primeiro Xbox, e emplacou o Microsoft Kinect, que deu uma sobrevida ao console, reinventando a roda dos videogames. Agora, por que mudar as regras do jogo logo agora? Pra quê ter um Xbox que OBRIGA o usuário a ter o console conectado à internet o tempo todo para jogar? Eu entendo que faz parte da luta da empresa contra a pirataria, e até mesmo para inserir o jogador para uma nova fase dentro do universo dos videogames. Só não entendo a obrigação disso. Ainda não faz sentido.

Não temos conexões de internet competentes em todos os continentes do planeta. E nem falo do Brasil, onde nós bem conhecemos como a nossa internet é um lixo. Falo de outros mercados emergentes e até mesmo dentro dos Estados Unidos, que também não tem a melhor internet do mundo. A questão das comunidades rurais e países onde a média de velocidade por conexão é inferior a 1 Mbps foi muito bem levantada pelos internautas que discutiram com Adam Orth via Twitter. Quer dizer que esses podem ficar excluídos do direito de explorarem todo o potencial do novo Xbox por causa da obrigatoriedade de manter o Xbox o tempo todo conectado?

E quanto aos usuários que só contam com a internet móvel em casa? Vale lembrar que muitos usuários de baixa renda, ou de determinados locais acabaram adotando como conexão principal a banda larga móvel, abrido mão da internet residencial. Os motivos são diversos para essa decisão. E eles também ficarão excluídos da experiência de jogar no novo Xbox?

Além disso, vale lembrar mais uma vez que a Microsoft vai ter que depender da competência dos seus parceiros para que o negócio funcione de forma aceitável. Um dos parceiros da Microsoft é a EA, que não é competente para cuidar dos próprios serviços (vide o que aconteceu no lançamento de SimCity). Que dirá em uma tecnologia em parceria com outras empresas.

Logo, é aconselhável que a Microsoft pense muito bem nos seus planos futuros. Eles são líderes em um mercado que é mais lucrativo do que o cinema. Contam com o console mais vendido do mundo, e recuperaram a confiança e prestígio de muitos gamers que consideraram o primeiro Xbox um fracasso. Conseguiram o mais difícil, que é limpar o seu nome junto a um grupo de consumidores exigentes.

Se eles não fizerem direito, correm o risco de jogarem tudo por água abaixo. E aí, recuperar novamente o prestígio, vai ser uma missão muito complicada.

 

A nova geração de consoles pode ser o fim do mercado de games usados

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Ok, eu sei que esses consoles podem não receber esses nomes, mas a imagem serve para ilustrar o post apenas. A partir dessa semana, de forma efetiva, vamos começar a conhecer a nova geração de consoles domésticos, iniciando uma nova fase no mundo dos games. Por outro lado, pode ser o “início do fim” de uma cultura que, penso eu, faz parte do mundo todo: a de compra e troca de jogos usados para videogames.

Quando eu era mais novo, era absolutamente normal você ir até um amigo, pegar um jogo emprestado, ceder aquele seu jogo que você não joga tanto, até mesmo para diversificar. Não falo nem do fato de você não ter grana para comprar aquele lançamento, e por estar de saco cheio de jogar o mesmo jogo, você precisa se virar para manter o seu interesse no segmento. Esse hábito foi sobrevivendo com o passar dos anos, e é mais frequente do que se imagina, principalmente em um tempo onde um simples jogo de videogame pode custar R$ 199.

Eu não nego: eu compro jogos usados. Se possível, troco aquele jogo que eu sei que eu nunca mais vou jogar, para dar a oportunidade de outra pessoa aproveitar daquele título, e ter a oportunidade de jogar outros jogos. Afinal de contas, não é todo jogo que eu quero manter para sempre aqui em casa. É uma forma de você manter o seu acervo válido com títulos que você gosta, e sem cair na mesmice.

Agora, Sony e Microsoft podem acabar com isso. Os últimos rumores de sites especializados afirmam que os dois novos consoles desses fabricantes devem contar com sistemas que bloqueiam o console para não rodar jogos que já foram utilizados em um console antes. Ou seja, se você comprou um Call of Duty, você só pode jogar no seu videogame, e em mais nenhum outro. Pior: vai ter que ficar com aquele jogo para sempre, sem poder sequer emprestar para um amigo ou parente.

Essa não está nem próxima de ser a melhor solução para combater a pirataria. Aliás, a medida não foi feita para combater o mercado pirata, e sim, para aumentar os lucros dos desenvolvedores de jogos, que são os principais parceiros das empresas fabricantes de consoles de videogames, e que reclamaram muito nos últimos anos pela falta de inovação da Sony e Microsoft (quero dizer, novos consoles para que eles possam explorar novas possibilidades técnicas e comerciais), e principalmente, alegam que não conseguem lucrar mais por causa do mercado “alternativo”. E aí, no entendimento deles, não é só a pirataria que prejudica os seus lucros, mas também aquele título que você empresta para o seu amigo, ou vende no Mercadolivre.

Tudo bem que Sony e Microsoft pensa de forma prioritária nos mercados consolidados (Estados Unidos e Japão, e em escala menor, Ásia e Europa), mas eu imagino que até mesmo lá esse hábito de empréstimo e compra de jogos usados seja algo normal entre os gamers. Para os mercados emergentes (América Latina, especialmente o Brasil), boa parte dos gamers só conseguem manter os seus acervos em atividade dessa forma. Ok, existem aqueles que acreditam que as mídias físicas para os games estão em extinção, e que a tendência é que no futuro, os jogos ou sejam ofertados via download, ou por streaming (o Ouya, aquele console Android com jogos gratuitos já começa a trabalhar dessa forma, e o Steam faz isso a alguns anos). Mas como Sony e Microsoft ainda insistem em oferecer o formato de mídia física, temos que falar desse cenário de acordo com essa realidade.

De qualquer forma, vamos esperar. Inclusive esperar para saber se esses jogos vão cair de preço. Já que eles não terão mais a concorrência do “mercado informal”, eles podem muito bem ajustar as margens de lucro em relação às perdas que teoricamente eles não vão ter. Na prática, eu duvido que isso aconteça. Principalmente porque entendo que os desenvolvedores de jogos querem recuperar o tempo perdido. Outro aspecto que temos que “esperar para ver” é se as ofertas de jogos via download se tornarão mais competitivas. Nos últimos meses, muitos dos títulos que comprei para o meu Xbox 360 foram através de download da Xbox Live, com preços bem mais competitivos que as cópias físicas.

Bom, 20 de fevereiro é logo ali. Vamos ver o que a Sony nos reserva de surpresas. Boas ou más.