Taxistas, acabou a palhaçada!

Chega de agredir motoristas de carros particulares, intimidar passageiros que querem exercer a sua liberdade de escolha, e vamos começar a pensar SERIAMENTE em oferecer serviços melhores com preços competitivos. O STF decidiu, e não tem mais volta: os serviços de transporte por aplicativo (Uber, Cabify, 99 e derivados) não podem ser proibidos pelos municípios.

Traduzindo: os serviços de transporte por aplicativo são 100% legais em todo o país. Os municípios só podem criar leis de regulamentação, mas não podem vetar o funcionamento desses serviços através de suas respectivas legislações.

Isso acaba com uma briga que chegou a gerar tristes episódios de violência e desrespeito ao próximo. Mostrou algo que eu observo há muito tempo: muitos taxistas (não todos) simplesmente não gostam da concorrência. Ou não sabiam lidar com ela.

Eu sempre reclamei do serviço de táxi em Araçatuba (SP), onde nas últimas vezes em que visitei a cidade nem mesmo o taxímetro era acionado, com valores fixos absurdos. Exemplo? Uma corrida que o táxi cobrava R$ 40, pelo Uber, custava apenas R$ 10.

Em Florianópolis (SC), cidade onde eu moro, é a mesma coisa. E aqui a questão não é preço, pois o taxímetro é ligado e eu entendo que até está valendo pagar o dobro do valor do Uber por ser outro serviço com outros impostos. O problema está no tratamento lixo que os ditos “taxistas credenciados pela Prefeitura” oferece aos passageiros, com vários casos de grosseria e desrespeito.

Sinceramente? Aplaudo o STF de pé!

Repito: acabou a palhaçada! Viva a livre concorrência!

Que os taxistas a partir de agora aprendam a trabalhar com a concorrência a seu favor, oferecendo pelo menos um tratamento mais respeitoso aos passageiros. Insisto que nem tudo nessa vida está relacionado com o dinheiro.

E a chiadeira pode parar a partir de agora. Os taxistas podem reclamar na cama que é lugar quente! Ou com os prefeitos com os quais vocês tinham lobbys escancarados e até criminosos em alguns casos.

Até porque eu nunca vi manifesto do sindicato dos charreteiros por causa da invenção do carro.