E lá vamos nós. De novo. Taxistas de Florianópolis (SC), prestem atenção.

Não é a primeira vez que eu reclamo de vocês, e pelos mais diversos motivos. O péssimo atendimento, o desrespeito às pessoas, a falta de educação, a falta de aceitação que existe uma concorrência (aka Uber)… a lista de diferenças que eu tenho com os taxistas de Florianópolis é grande. E não só com os daqui. Os taxistas de Araçatuba (SP) também estão na minha listinha (porque eles acham que podem cobrar o preço que querem pelas corridas, mas nesse caso “obrigado Uber pela graça alcançada”).

Eu até posso entender o lado dos taxistas. Afinal de contas, eles dependem das corridas para colocar comida na mesa. Só que entender não significa aceitar ou concordar: concorrência existe para todo mundo, em todos os setores. E quem ganha com a concorrência é o consumidor, que sempre deve ser o principal lado a ser atendido, já que é a ponta final do processo.

Mas eu também entendo que você só pode reivindicar direitos e protestar contra aquilo que você considera ser errado (e não há nada de errado no Uber, eu insisto) quando você cumpre os deveres e segue as regras.

Ontem (28), eu estava em São Paulo (SP) para o evento da Intel. Ao desembarcar no Aeroporto Hercílio Luz em Florianópolis (SC), eu me deparo com uma fila de táxis parada em frente ao ponto de ônibus. Obviamente, aquele não é o lugar daqueles carros ficarem estacionados, mas os taxistas se sentiram no direito de fazer isso, uma vez que o aeroporto local fechou uma parceria com a Uber para que os carros do serviço de transporte particular tivessem um espaço para embarque e desembarque de passageiros.

Espaço este onde os carros de táxi não podem ficar.

Sem falar na abordagem dos taxistas para corridas, que começa desde o saguão de desembarque do aeroporto, e se estende até o ponto de ônibus, convidando para realizar a corrida com eles.

Repito: naquele local, não tem que ter táxi ali!

Ou seja, taxistas de Florianópolis… vocês só estão acumulando motivos para que eu CADA VEZ MENOS utilize os serviços de vocês. Se vai fazer a coisa da forma errada e não seguir as regras, fica impossível apoiar o discurso de vocês. Um discurso que não tem validade alguma ao meu ver.

Eu até entendo que muitos taxistas de Florianópolis prestam um bom atendimento, são educados e não seguem os padrões estabelecidos por aqueles que entendem que podem fazer o que quiser. Mas estes precisam ter a consciência que a maioria não está preocupada em passar uma imagem positiva para a população.

E, da minha parte, eu vou sempre defender a livre concorrência em qualquer setor. E jamais vou apoiar uma categoria que usa das ferramentas erradas para fazer valer os seus direitos.

Por isso, eu repito: obrigado Uber pela graça alcançada.