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O terceiro trimestre do traumático ano de 2020 começou, e os lançamentos do segundo semestre do ano começaram a chegar. E eu tenho pena desses dispositivos que terão a amarga missão de impulsionar uma recuperação de mercado que veio de uma queda de nada menos que 20.4% no segundo trimestre do ano (em comparação ao mesmo período do ano anterior).

Eu nem preciso dizer que essa foi a pior queda da história do setor, e não preciso mencionar por que isso aconteceu (porque não quero perder lucros de publicidade nesse post), pois se você não sentiu tudo o que aconteceu no mundo, é porque você não viveu 2020 direito (ou estava em coma e acordou nessa semana… vai saber…).

A pergunta que todos estão fazendo nesse momento é: tem como o mercado de smartphones se recuperar nos próximos meses?

Vejamos.

 

 

 

O mundo está em crise. Ainda…

 

É claro que esse é um post de futurologia pura e simples. Não tem qualquer base científica, e se baseia nos números revelados e em tudo o que estamos vendo ao redor do planeta nesse momento. E estou torcendo para estar errado em tudo o que vou escrever aqui.

Dito isso, acho bem difícil ver as pessoas colocando como prioridade a compra de um smartphone novo, principalmente quando boa parte dessas pessoas estão quebrando a cabeça para colocar comida na mesa e pagar as contas. Tá, boa parte do mundo está voltando ao novo normal. Mas é muito otimismo dos fabricantes acreditar que as pessoas vão pagar 1.000 euros em um dispositivo nesse momento.

A prova disso é o elevado volume de lançamentos nos segmentos de linha média e linha média premium ao longo de 2020. E isso não vem por acaso: o potencial de vendas é maior nesse segmento.

Isso… e o Snapdragon 865 é um processador muito caro.

Agora, some um hardware relativamente caro com uma crise financeira sem precedentes, e não dá para ter muitas esperanças para uma recuperação muito expressiva nesse terceiro trimestre. Melhor mesmo é apostar em vendas mais fortes durante o Natal, ou que a Black Friday seja real na maioria dos fabricantes.

 

 

 

Os grandes perdedores na tempestade

 

 

Samsung e Xiaomi foram as empresas que mais perderam nas vendas durante o período de caos.

A Samsung registrou 27.1% de queda nas vendas, e em um trimestre onde o Samsung Galaxy S20 estava no mercado. Já a Xiaomi registrou quedas de 21.5%, mesmo com o Mi 10 e vários dispositivos de linha média lançados. Ou seja, lançar novos dispositivos não significa muita coisa nesse novo normal.

Principalmente quando os seus grandes chamarizes são smartphones premium que flertam ou ultrapassam a casa dos 1.000 euros. Eu me lembro que, na época, muitos usuários criticaram (e muito) os respectivos lançamentos das duas marcas, pois os novos dispositivos não estavam refletindo a melhor relação custo-benefício possível, ou sequer justificavam os valores cobrados.

Todos perderam, mas Samsung e Xiaomi perderam mais, e sentiram mais a queda nas vendas e nos aspectos financeiros. Mas não foi só a crise: os novos modelos top de linha premium fizeram os usuários correrem para as montanhas. E com uma boa dose de razão.

 

 

 

Recuperação no terceiro trimestre?

 

 

Isso é relativo.

Temos lançamentos importantes dos principais fabricantes de smartphones, mas já começamos mal com um Galaxy Note 20 que atualizou pouco em relação ao modelo do ano passado e, em alguns casos, entregou um downgrade no conceito do produto (obrigado, Samsung, pela carcaça de plástico e pela tela de 60 Hz em um smartphone bem caro…).

O novo normal pode entregar uma nova realidade para o mercado de telefonia móvel, onde podemos ter mais um trimestre de quedas nas vendas, mas com prejuízos um pouco menores do que os registrados no segundo trimestre. É obvio que temos que esperar para ver como o mercado vai receber modelos como o iPhone 12 e o Huawei Mate 40. Quem sabe os dois impressionam mais do que o esperado.

Porém, é inegável que estamos em crise global, e ela é inescapável. Só resta esperar para ver por quanto tempo vamos sentir os efeitos da crise, e quanto tempo ela vai perdurar.

Até lá… paciência, amigo leitor. Quem sabe não é a hora de começar a procurar pelos modelos top de linha lançados no ano passado.

 

 

Via Gartner


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