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Temor migratório: EUA e turismo de julho

Existe um temor real dos brasileiros sobre as políticas migratórias estabelecidas por Donald Trump, que são bem mais rígidas para entrada e permanência de estrangeiros nos Estados Unidos. O medo é que as novas regras promovam a redução do turismo no país durante as férias do mês de julho, no auge do verão norte-americano.

Mesmo viajantes com vistos válidos ou autorizações como o ESTA (Electronic System for Travel Authorization) estão preocupados com a possibilidade de enfrentarem dificuldades na imigração, como interrogatórios extensos e checagens rigorosas.

Poderia estar aqui no lado cômodo da questão, já que não tenho grana para ir para os Estados Unidos. Ou não me preocupar com isso, pois não tenho a intenção de me valer do visto de turista para tentar ser cidadão ilegal por lá.

Mas como seu que tem alguns mais desesperados com isso, vou tentar ajudar do jeito que posso.

 

Acalmem-se!

Nada como ouvir quem entendo do assunto para acalmar os mais aflitos.

Daniel Toledo, advogado especializado em Direito Internacional, explica que, embora o receio seja legítimo devido a relatos de abordagens mais severas, os vistos e autorizações continuam válidos para milhões de viajantes.

O que o Daniel alerta é que, mesmo com o ESTA aprovado, a entrada no país não é garantida e pode ser revogada no desembarque, pelos mais diversos motivos.

A preocupação é impulsionada por casos recentes de passageiros que, mesmo com a documentação em ordem, foram impedidos de entrar no país após entrevistas prolongadas.

Aqui, desde mal humor do pessoal da imigração até postagens que você fez contra Donald Trump nas redes sociais podem ser motivos para você ter a sua entrada nos Estados Unidos revogada.

E aí, não te resta muita coisa a não ser voltar para o nosso amado Brasil.

O efeito colateral das medidas mais restritivas de Trump é que os nossos turistas já começaram a procurar por destinos alternativos, como o Caribe, Japão e países mediterrâneos, que oferecem mais previsibilidade de entrada.

Sem falar que, em alguns casos, são destinos que tendem a ser mais baratos e tão interessantes quanto ver o Mickey ou comer um hot dog ruim na Times Square.

 

Quero entrar nos EUA: o que devo fazer?

Para quem mantém os planos de viajar para os EUA, a recomendação é planejar a viagem com antecedência, organizar os documentos, ter reservas confirmadas e um roteiro bem definido.

Ah, sim, claro… e tirar da cabeça a ideia de fazer merda no país dos outros, algo que muitos brasileiros insistem em seguir fazendo, mesmo com todas as orientações passadas.

Toledo ressalta que o ambiente é de maior rigor, mas não de proibição, e que a preparação é fundamental para uma viagem tranquila.

Ou seja, é como uma viagem como outra qualquer. Muito do sucesso dessa jornada ainda depende do próprio passageiro.

A parte mais chata de tudo isso é a subjetividade na aprovação da entrada do cidadão nos Estados Unidos. Os critérios tendem a ser aleatórios e, obviamente, injustos, considerando o fato de que todo mundo deveria ser tratado da mesma forma.

E aqui, me dá até um calorzinho no coração em saber que pessoas que nunca deram a mínima para determinados grupos sentirem na pele que são brasileiros e ponto.

E não alemães ou italianos porque moram no Sul do Brasil.

Isso não faz a menor diferença para Donald Trump.

Fato.