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TempleOS, um sistema operacional raro, estranho e revolucionário

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Não é um exagero dizer que o TempleOS é o sistema operacional com o maior número de fãs que não se beneficiam de suas qualidades. Um paradoxo típico de uma geração que só sente falta depois que perde. Mesmo assim, ele tem o mérito de ser um dos poucos sistemas operacionais modernos do mercado a estar disponível em domínio público.

Seu criador é Terry A. Davis, que se vale de pouca modéstia para afirmar que poderia ter sido outro Steve Jobs se não fosse o seu diagnóstico de esquizofrenia. Isso fez com que ele perdesse o seu emprego em 1996, depois que começou a experimentar delírios relacionados com teorias da conspiração e extraterrestres.

Então, Davis começou o projeto de sua vida em 2004: um sistema operacional que, segundo ele, foi desenvolvido com “as instruções de Deus” para “se converter em seu templo”. E o que antes foi chamado de J Operating System, LoseThos e Sparrow OS é batizado hoje com o nem TempleOS.

 

 

 

TempleOS é o testemunho de paixão pela tecnologia

 

 

Infelizmente, Davis faleceu em 2018 de forma trágica, ao ser atropelado por um trem após viver alguns meses como morador de rua. Mas antes disso ele concluiu o TempleOS, que conquistou uma ativa comunidade de usuários.

Davis era um programador talentoso, e sua enfermidade mental atrapalhou tudo. Ele foi banido do seu emprego por conta do seu comportamento que variava entre o agressivo e incompreensível. E, mesmo assim, ele desenvolveu um sistema operacional inteiro, o que não é pouca coisa.

Mas… qual foi a motivação de Terry para criar o TempleOS?

 

Antes de responder a essa pergunta, é importante enfatizar que o TempleOS é um sistema operacional de 64 bits multi-core e com suporte para mouse e teclado. Além disso, ele entrega gráficos de 16 cores, resolução máxima de 640 x 480 pixels e interface majoritariamente apoiada em texto.

Aqui, não há suporte para conexões de rede ou placas de som, nem mesmo contempla o usuário com permissões de arquivos. Ele é um sistema operacional estritamente monousuário, interagindo de forma direta com o seu hardware.

Na parte de segurança, o TempleOS não é o software mais recomendado do mundo, pois a escolha de design aqui foi muito deliberada e dependente do acesso ao hardware. Então, pense no que um invasor poderia fazer com o computador que roda um software como esse.

Davis deixava claro o seu desejo em promover esse tipo de interação:

 

“É divertido ter acesso a tudo. Quando eu era adolescente, eu tinha um livro, Mapping the Commodore 64, que dizia o que cada localização de memória fazia. Eu gostava de copiar ROM para RAM e vasculhar variáveis ​​ROM BASIC. Todos eles acessou as portas de hardware diretamente.”

 

Davis usou a seguinte analogia para estabelecer as bases do TempleOS, e isso pode ajudar a explicar melhor como a sua mente trabalhava:

  • “O Linux é um semirreboque com 20 marchas para operar.”
  • “O Windows é mais parecido com um carro.”
  • “O TempleOS é como uma motocicleta. Se você se inclinar demais, vai cair. Não faça isso.”

 

De qualquer forma, o legado de Terry está materializado neste projeto que pode ser utilizado por qualquer pessoa que tiver tempo e coragem para explorar as maravilhas do TempleOS.

Se é uma criação de Deus? Não dá para saber exatamente. Mas é raro ver alguém se inspirando dessa forma para desenvolver um software complexo do zero, e temos que reconhecer esse mérito no incompreendido Davis.

 

 

 

Via Harrison Totty & Jack Whitman & Coders Notes


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