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Tesla Cybertruck: você investe US$ 100 mil que viram sucata em menos de um ano

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A confiabilidade dos automóveis é um aspecto que apenas o tempo pode revelar, sendo impossível para jornalistas automotivos garantir como será o desempenho a longo prazo de um veículo, especialmente modelos novos como os carros chineses recém-chegados ao mercado.

No passado, essa limitação era compensada por testes de longo prazo realizados por redações especializadas, que avaliavam os veículos por períodos extensos ou quilometragens elevadas, chegando a 100.000 km ou mais.

A revista americana Edmunds, uma das maiores referências do setor automotivo nos Estados Unidos, decidiu submeter o Tesla Cybertruck a um teste de longa duração para avaliar seu desempenho, manutenção e possíveis problemas.

E os resultados foram simplesmente catastróficos, mostrando que Elon Musk deveria perder mais tempo melhorando esse carro estranho do que querer se meter nas questões governamentais.

 

Investimento enorme, prejuízo maior ainda

A publicação investiu US$ 101.985 na compra da picape elétrica em 2024, após ter feito uma reserva inicial de US$ 100 em 2019, quando o veículo havia sido anunciado com preço aproximado de US$ 40.000.

O entusiasmo inicial da equipe editorial logo se transformou em frustração quando, após apenas cinco meses de testes, o veículo sofreu um acidente enquanto estava estacionado.

O impacto de outro carro danificou gravemente o eixo traseiro, roda, pneu, painel de aço e para-choque, além de “dezenas” de componentes internos, movendo o Cybertruck de quase 3 toneladas para a calçada.

A situação complicou-se ainda mais na busca por reparos, já que nenhuma oficina independente aceitou consertar o veículo.

Mesmo na rede oficial Tesla, apenas duas lojas num raio de 90 quilômetros estavam certificadas para trabalhar com a carroceria de aço inoxidável, apesar de Los Angeles ser considerada a cidade com maior concentração de Cybertrucks.

Após dois meses de espera apenas para receber um orçamento, que custou US$ 1.128, a Edmunds recebeu a avaliação final: o conserto do veículo custaria US$ 57.879,89.

Considerando que o valor de mercado do Cybertruck antes do acidente era de US$ 86.160, a publicação concluiu que o reparo não compensaria, resultando em um prejuízo de mais de US$ 93.000 em apenas nove meses.

O problema principal foi que o impacto deslocou o pneu direito para dentro do veículo, danificando o braço da suspensão, a direção e o motor elétrico adjacente.

A lista de peças a serem substituídas incluía desde componentes estruturais caros como a travessa de suspensão (US$ 2.500) e estrutura de aço de alta resistência (US$ 3.240) até a unidade de acionamento EV (US$ 3.000), além de US$ 16.584 em mão de obra.

 

Vale a pena?

A Edmunds relatou que, mesmo antes do acidente, o Cybertruck apresentou diversos problemas que dificultaram os testes, incluindo “um problema crítico” na gestão e falhas na direção que impediram medições precisas.

A publicação também menciona os recalls contínuos aos quais o modelo foi submetido, sinalizando problemas de qualidade.

Em uma análise final melancólica, a Edmunds declarou que o Tesla Cybertruck se tornou o veículo com o qual perderam mais dinheiro no menor tempo possível, superando até mesmo o fracassado Fisker Ocean, que encerrou sua produção após a falência da empresa fabricante.

Moral da história: definitivamente, não vale a pena comprar essa monstruosidade para se exibir nas ruas de sua cidade.


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@oEduardoMoreira