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Teste rápido de COVID usa a saliva e a tela do smartphone, e é mais eficiente que o PCR

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Investigadores norte-americanos desenvolveram uma forma menos invasiva e (segundo eles) mais eficiente para um teste de COVID-19: pequenas quantidades de saliva humana na tela do smartphone.

A ideia é usar a saliva humana como elemento de detecção do vírus em um dispositivo pequeno e relativamente acessível como o smartphone. E eu sei que você imaginou que será preciso lamber a tela do telefone para realizar o teste.

Não necessariamente. Leia o texto a seguir para compreender que lambidas e cuspidas não são necessários neste caso.

 

 

 

Como isso vai funcionar?

Os dois tipos de testes mais populares neste momento são os testes rápidos de antígenos e os testes PCR. Porém, ambos contam com problemas que precisam ser superados, como o elevado número de falsos positivos e negativos do primeiro e o elevado tempo de diagnóstico e procedimento bem invasivo do segundo.

Levando isso em consideração, a tecnologia usada para aproveitar o telefone para detecção da COVID-19 é a amplificação isotérmica através da saliva (ou LAMP), que é similar ao PCR na identificação do material viral via amplificação do DNA presente no material de detecção.

Neste caso, é possível amplificar o material viral sem os ciclos de temperatura exigidos pelos testes PCR. O principal problema dos diagnósticos LAMP está no excesso de sensibilidade. Ele é tão eficiente na hora de potenciar a replicação viral, que isso resulta em um elevado volume de testes que registram o falso positivo.

O que o novo teste envolvendo a saliva na tela do smartphone faz é limitar a capacidade sensitiva do LAMP, o que naturalmente aumenta a precisão nos resultados.

Outro ponto a favor dessa tecnologia é que um smartphone de entrada é mais que suficiente para realizar a análise. Bom, quero dizer, o telefone, luzes LED e uma placa quente.

As amostras de saliva podem oferecer resultados precisos em 25 minutos, ao custo de US$ 7 para cada teste. Muito mais barato que os testes PCR ou de antígenos que encontramos hoje no mercado.

 

 

 

Quando isso vai chegar ao mercado?

Espero que o mais breve possível, pois uma das formas mais eficientes para combater a pandemia é elevando o número de testes.

O objetivo dos responsáveis pelo projeto é introduzir essa tecnologia em algumas regiões do planeta que hoje contam com sérias dificuldades para obter os testes PCR. As comunidades mais carentes não contam com recursos para comprar os testes, não apenas pelo baixo orçamento coletivo, mas também pela infraestrutura laboratorial limitada.

Por outro lado, nem tudo é tão simples como parece. Por exemplo, em Gana, várias comunidades rurais não possuem acesso à tecnologia de smartphones ou de telefonia móvel, o que obriga a um desenvolvimento de uma estrutura prévia antes dessa solução se realmente útil nesses locais.

 

 

 

No final das contas…

Acabamos na mesma equação inicial que muitos pregaram de forma correta desde o primeiro dia de pandemia: enquanto os países mais pobres e as comunidades mais carentes não conseguirem se proteger da COVID-19, esse pesadelo não vai acabar.

Tá, eu ainda me preocupo com o fato de lamber a tela do smartphone, algo que pode ser bem insalubre, dependendo do tipo de usuário. Mas não descarto a possibilidade de solução válida e acessível para acabar com uma pandemia que, pelo menos por enquanto, não tem previsão de término. Infelizmente.


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