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The Orville (Fox, 2017) | Primeiras Impressões

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The Orville

A fall season 2017-2018 começa oficialmente logo após o Emmy Awards, mas algumas séries resolvem queimar a largada e chegam antes. Uma delas foi The Orville, nova dramédia de Seth MacFarlane para a Fox.

Sabe, eu não sei o que acontece com esse moço. Eu gosto de Family Guy, curtia The Cleveland Show e até vou com a cara de American Dad. Ou seja, não tenho qualquer tipo de problema com as animações do rapaz.

Porém, quando ele decide colocar a cara (e a assinatura) dele em séries live-action, parece que ele perde os superpoderes, ou a capacidade de me fazer rir. Bom, eu falo por mim, pois sei que escrevo essas primeiras impressões já ciente de que serei massacrado por aqueles que acharam a série ótima.

Porém, como eu já estou acostumado a ser massacrado, vamos começar a pontuar os aspectos positivos e negativos da nova série da Fox.

The Orville mostra o dia a dia de uma nave espacial especializada em fornecimento de mantimentos e entregas diversas. Não é uma nave militar, ou seja, eles não estão preparados para situações de conflito. Mas eles sempre vão enfrentar essas situações. Caso contrário, não há motivos para a série existir.

MacFarlane interpreta o capitão da nave, que assume aquele que é o projeto de sua vida, depois de um ano conturbado após o divórcio. Além de um velho amigo como piloto, ele conta com um time composto por seres de diferentes locais da galáxia, com temperamentos, personalidades e habilidades diferentes.

E, como não poderia deixar de ser, a sua ex-esposa acaba assumindo o posto de vice-comandante da frota. Mesmo porque é essa tensão entre os dois que dá a tônica da série.

E vida que segue.

 

 

Eu juro que eu tentei. Por duas vezes (eu dormi na primeira). Mas The Orville não me convenceu.

Apesar de conseguir identificar todas as referências às séries sci-fi mais consagradas da televisão, indo da trilha sonora, até as transições de bloco, passando pela estética futurista e referências visuais e narrativas à essas séries. Aqui, vejo que o trabalho de MacFarlane foi bem feito, mostrando claramente que ele é fã nesse tipo de série, e respeita tais referências.

Porém, ele foi fiel até demais a esse tipo de série, inclusive no seu ritmo. The Orville é mais lenta do que eu gostaria, e as poucas piadas bem sacadas salvam o piloto de cair no mais do mesmo.

O plot principal do casal divorciado trabalhando junto pode até se desenvolver ao longo da série, e essa é a tendência mesmo. Porém, não imagino a trama saindo do esquema “missão do dia, onde eles enfrentam uma grande ameaça, que será resolvida na base do combo inteligência + sarcasmo + malandragem”.

Mesmo contando com personagens facilmente identificáveis, a série cai no vazio de oferecer uma narrativa que, para mim, foi desinteressante. Pode ser legal para quem sempre curtiu séries de ficção científica, e até recomendo que esse público veja a série. Mas para o meu gosto, não rolou.

A boa notícia é que a Fox está trabalhando bem com a série, que é exibida nos Estados Unidos depois do futebol americano. Logo, ela consegue reter uma boa demo 18-49 anos. Se seguir nesse ritmo, ela será renovada sem maiores dificuldades.

 

 


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