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Teve um tempo em que os eventos violentos transmitidos ao vivo pelo Facebook eram mais frequentes. O que não quer dizer que a rede social de Mark Zuckerberg não está lutando com os recursos que pode para reduzir a disseminação desse conteúdo, ou quem sabe eliminar de uma vez por todas essa prática nefasta.

Agora, o Facebook tem a companhia do TikTok, que começou a enfrentar esse mesmo problema. Isso ficou explícito depois do suicídio de um homem que começou a viralizar na rede social de vídeos curtos, com uma velocidade assustadora.

 

 

 

Modifiquem os algoritmos, por favor!

 

O algoritmo do TikTok dá preferência para os vídeos com elevada permanência na plataforma. Quando os usuários assistem os vídeos por completo, a rede social acaba recomendando esses vídeos. E foi exatamente isso o que aconteceu com o vídeo do suicida.

O TikTok decidiu tomar medidas contra isso, penalizando as contas das pessoas que realizaram o download do vídeo e tentaram subir o conteúdo para a rede social, expandindo assim a sua visibilidade. A rede social emitiu um comunicado onde afirmam que:

“Estamos proibindo contas que tentam fazer upload de clipes repetidamente e agradecemos os membros de nossa comunidade que relataram conteúdos e advertiram outros para não ver, participar ou compartilhar esses vídeos em qualquer plataforma por respeito à pessoa e sua família.”

 

 

 

Não é tão simples resolver esse problema

 

Essa é uma problemática de difícil solução para o TikTok. O Facebook incorporou na sua plataforma um botão para alertar sobre vídeos de atos violentos no Facebook Live, e programou os seus sistemas para detectar imagens violentas. Porém, na rede social de vídeos curtos e seus incontáveis filtros, a imprevisibilidade dos vídeos complica a tarefa.

Este seria um dos motivos que justifica a não recomendação das redes sociais para os mais jovens. Porém, quando olhamos para o conteúdo em questão, constatamos que uma enorme quantidade de usuários menores de 14 anos enviam conteúdos próprios para as redes sociais e, com toda certeza, também acessam qualquer imagem enviada para a plataforma.

Particularmente, penso que lugar de crianças não é nas redes sociais. E isso, mesmo com uma enorme supervisão dos pais. É preciso pensar que muitas crianças são muito mais espertas que os adultos para utilizar dispositivos de tecnologia e conteúdos considerados inadequados para a sua idade.

Ou seja, não adianta tapar o sol com a peneira. A solução não passa exclusivamente pelo TikTok, mas depende dos pais se esforçarem para manter os seus filhos seguros e relativamente distantes de determinados recursos ou serviços.

A pergunta que fica nesse momento é: será que o TikTok vai conseguir colocar um freio nesse problema?

É uma missão bem complicada, que nem mesmo o Facebook com todo o seu poderio econômico e técnico consegue resolver por completo. É claro que o TikTok deve ter uma estratégia para coibir tais ações na sua plataforma de vídeos, mas nesse momento a missão da empresa é bem complicada.

Por outro lado, uma vez detectada a origem dos vídeos, os mesmos podem ser bloqueados com relativa facilidade. O que é complicado de resolver é o efeito viral que tais vídeos podem ter na plataforma.

Como você pode ver, o TikTok tem problemas sérios em vários sentidos. Donald Trump não é a única grande fonte de dor de cabeça da popular rede social chinesa.

 

 

Via Engadget


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