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O Tom é um predestinado. Quase não tem a chance que ele acreditava que merecia, e não apenas porque foi o 199 de 200 escolhidos. Ele teve que esperar um companheiro sair do seu caminho (não por culpa dele) para ter uma chance de escrever a sua história e, assim fazer história.

Chegar ao topo é muito difícil. Em alguns cenários da vida, é para muito poucos. Agora, imagine chegar ao topo seis vezes em nove tentativas ao longo de 19 anos. Tom escreveu uma das dinastias mais longas da história da humanidade. Alguns impérios e papados duraram menos que isso.

Logo, como não considerar o Tom uma força dominante? Sim. Ele foi. Ao lado do Bill, ele comandou com mãos de ferro desde 2001, e poucos ousaram contestar essa dominância.

Alguns conseguiram derrotá-lo em determinadas batalhas, algo que é absolutamente normal na vida. Não existem forças imbatíveis. Heróis e vilões perdem de tempos em tempos, na natural alternância de forças que regem o universo que nós conhecemos. E não sou eu que vou dizer se Tom foi herói ou vilão na sua jornada.

Muitos questionaram por muito tempo a sua postura obcecada pelas vitórias. Ao lado de Bill, ele foi chamado de déspota pela sua forma incisiva de se dirigir aos seus companheiros de batalha. Porém, um dos segredos de muitos vencedores é o repúdio ao fracasso.

E Tom odeia perder.

Agora… eu vi o Tom perder com um erro. E muitos entendem que sua jornada chegou ao fim com um erro.

Não acho que isso vai acontecer, pois o próprio Tom espera que o seu fim seja algo considerado como “improvável”. Não depende só dele, mas já é possível perceber que ele não quer encerrar a sua história dessa forma.

E… por mais que seja muito interessante ver um gigante como Tom derrotado, nenhum erro pontual fará com que toda a sua história de conquistas fique manchada. Assim como demonstrar indignação e frustração diante das derrotas são clássicos traços de humanidade, o erro também é uma mostra que ele é tão humano quanto eu e você.

Logo, eu espero que Tom retorne para, quem sabe, batalhar pela última vez. Lutar por ele mesmo, e não para dizer ao mundo que é o melhor de todos os tempos. Uma última batalha para oferecer à ele mesmo um final digno de sua trajetória.

Eu espero pelo último ato do Tom.

Mas… se isso não acontecer, e se o Tom decidir abandonar a guerra após a última derrota, tudo o que eu posso fazer é agradecer à ele por me oferecer algumas das melhores (e maiores) batalhas que os meus olhos puderam testemunhar. Agradecer também por mostrar ao mundo uma jornada de resiliência, mostrando o quão importante é não desistir dos sonhos.

E que perseguir sonhos é a única escolha dos vencedores.

Tom já é uma lenda viva. Já está eternizado. Não será esquecido até o fim dos tempos. Muitos podem até lembrar que o seu último ato foi encerrado com um erro. Mas nem isso vai manchar ou mudar a grandiosidade de sua trajetória.


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