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Gabriel, o Pensador | Até Quando? | Seja Você Mesmo (Mas Não Seja Sempre o Mesmo) | 2001

Na mudança de atitude não há mal que não se mude, nem doença sem cura
Na mudança de postura a gente fica mais seguro
Na mudança do presente a gente molda o futuro

Para mim, quem acha que “o Brasil está bem, está tudo certo, quem reclama é reaça”, ou é vendido, ou não sabe o que “reaça” quer dizer, ou é parente do Zé Dirceu (ou do Genoíno, ou do Lula, da Dilma, do Serra, do Alckmin… a lista é longa). Fora eles, não entendo como alguém pode ficar satisfeito com tudo o que está acontecendo.

Em 2001, quando essa música foi lançada, o governo atual era o de Fernando Henrique Cardoso. E as pessoas não estavam satisfeitas. Queriam o direito legítimo da mudança. A mudança veio. Não estamos gostando da mudança. Precisamos mudar de novo, e quantas vezes forem necessário. Até quando? Até acertar, oras!

Não é possível que, com o passar das décadas, com tantos políticos corruptos, com a Lei de Gérson, com o “jeitinho brasileiro”, nós estamos condenados a ter políticos com essa estirpe o resto da vida. Aliás, se a síntese do “cada povo tem o governo que merece” for verdadeira, nós estamos ferrados. Ou pelo menos descobrimos do que é feita a moral do povo brasileiro.

Por falar nisso, será que um dia o cidadão comum, pai de família, que é preso por roubar um pacote de bolacha para matar a fome do seu filho de quatro anos, que chora nos braços da mãe debaixo de uma ponte qualquer, vai ter direito a tal “ampla defesa?”. Eu acho que não.

Quando “Até Quando?” estreou na MTV Brasil, o recado foi muito claro, e de certo modo, foi entendido na época. Agora, 12 anos depois, entenderam o recado de novo. Música e vídeo nesse caso se encaixam mais uma vez pela simplicidade na proposta de edição e produção, e no foco na mensagem mais relevante: fazer o brasileiro médio (que é burro e acomodado) sair do sofá, e cobrar de quem você elegeu o dever de fazer direito. De cuidar de você.

Aliás, dona Dilma, é sempre bom lembrar: ser presidente do Brasil não é nenhum favor. Foi eleita pelo voto do povo. Logo, é sua OBRIGAÇÃO. Você é funcionária nossa. Faça direito, ou vamos tirar você daí e encontrar outro que faça. E vamos obrigar que seja feito direito. Nem que seja na base da força.

E é sempre bom lembrar desse videoclipe, de tempos em tempos. Se o gigante acordou, “Até Quando?” precisa ser uma das cafeínas, para manter esse mesmo gigante sempre alerta.

 

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