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Três frases que sabotam sua imagem profissional

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Eu tenho um mantra na vida: “as pessoas não são o que elas falam, mas sim o que elas fazem”. Mas não posso negar que palavras ditas são flechas lançadas. Não tem volta.

A forma como nos expressamos molda não apenas nossa comunicação, mas também a forma como somos percebidos no ambiente profissional e pessoal. Dependendo do que você fala, o resultado pode variar da promoção até CEO à demissão com efeito imediato.

A linguagem, segundo o psicólogo educacional Boris Gindis, influencia capacidades essenciais como percepção, memória, cognição e comportamento orientado a objetivos. Assim, determinadas frases podem desmotivar quem as ouve e transmitir uma imagem negativa de quem as profere.

Três especialistas em linguística, psicologia e gestão analisaram para a CNBC quais expressões devem ser evitadas para quem busca crescimento e realização na carreira. E vou gastar um pouco do meu tempo útil para apresentar e comentar essas frases.

 

“É o que é”

A primeira delas é “É o que é”, muitas vezes usada para expressar resignação diante de uma situação inevitável.

Para John McWhorter, professor da Universidade de Columbia, essa expressão geralmente soa como um sinal de indiferença, revelando falta de empatia ou de vontade de mudar o cenário. Ele cita que, em sua experiência, ouvir “é o que é” após compartilhar um problema soa como um recado frio de que a situação não importa para o outro.

É uma das frases mais insuportáveis que você pode ouvir dentro das relações profissionais, pois revela exatamente o contrário do profissionalismo.

Em diferentes contextos, essa frase não apenas mostra indiferença, mas um total descaso com o cenário conflituoso ou problemático. É um sinal claro que a pessoa não está dando a mínima para o problema, esperando que a solução “apareça do nada”.

Especialistas sugerem substituir essa frase por algo que reconheça a dificuldade, mas demonstre disposição para agir, como: “Preciso encarar a realidade como ela é para poder seguir em frente”. Isso transmite resiliência e proatividade.

Mas duvido que algumas pessoas que eu conheço vão se tocar a ponto de mudar a abordagem.

 

“Veja como sempre fizemos isso”

A segunda expressão, “Veja como sempre fizemos isso”, reflete uma resistência à mudança que pode ser prejudicial em tempos de transformação acelerada, como o atual avanço da inteligência artificial e dos modelos de trabalho híbrido.

E essa é, infelizmente, uma das frases que mais ouço aqui em Florianópolis, nos mais diferentes tipos de coletivos organizados.

Para o manezinho, mudar é algo quase impossível. Ele vive bem, desde que a tainha do dia esteja garantida, pois dessa forma ele pode passar o restante do dia na rede, só descansando.

O resto? Que se lasque.

Jason Buechel, CEO da Whole Foods, aponta que apegar-se rigidamente a práticas antigas é um sinal de alerta em qualquer profissional, pois bloqueia a inovação e o crescimento. Já Andy Jassy, CEO da Amazon, complementa afirmando que manter-se aberto a novas ideias e métodos é crucial para permanecer relevante e competitivo no mercado.

Profissionais que rejeitam a estagnação e abraçam a mudança tendem a alcançar mais satisfação e evolução na carreira. E a mesma regra vale para todos os demais contextos de nossa vida.

Mudar, buscar o novo, tentar outras alternativas é o que deveria te impulsionar para frente, e não a repetição de formatos ou estratégias que, na maioria dos casos, são obsoletas.

 

“Eu nunca serei capaz de fazer isso. Por que se preocupar?”

Essa aqui é a pior de todas, pois parece ser diretamente retirada de um quadrinho da revista MAD.

A frase “Eu nunca serei capaz de fazer isso. Por que se preocupar?” revela uma atitude derrotista que mina a motivação e alimenta a procrastinação, que é uma palavra gourmetizada para “preguiça” e “vagabundagem”.

A professora Emma Seppälä, da Universidade de Yale, defende que encarar desafios com a perspectiva de aprendizado e evolução é essencial para o desenvolvimento pessoal e profissional.

Ao assumir que não se é capaz de realizar algo, o indivíduo limita seu próprio potencial e desconsidera a possibilidade de aprimorar habilidades ao longo do tempo. É uma espécie de autossabotagem deliberada e consciente.

Sem falar que pode revelar uma espécie de vitimismo no indivíduo, que sempre vem combinada com os já mencionados descaso e indiferença diante dos problemas.

Substituir essa postura por uma mentalidade de crescimento favorece a resiliência e a superação de obstáculos. O grande problema aqui é justamente a pessoa mudar a perspectiva, já que está totalmente agarrada ao desânimo, mostrando resistência e falta de compromisso com o processo do novo.

 

Via CNBC


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@oEduardoMoreira