Troquei a carteira pela tecnologia para gerenciar o meu dinheiro

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Como bom viciado em tecnologia, estou sempre procurando por soluções modernas para resolver coisas simples e/ou arcaicas. E uma das coisas que me incomodava era carregar uma carteira volumosa no bolso de trás da calça.

Nas últimas viagens que fiz antes do mundo passar pelo problema sanitário que todo mundo sabe qual é (e não vou mencionar aqui para não perder dinheiro de publicidade), eu percebi como era complicado entrar em um metrô cheio em São Paulo (SP) com a carteira no bolso de trás. Sem falar que eu corri o risco de perder esse item nos deslocamentos de ônibus, uma vez que a carteira escorrega do bolso traseiro.

Por isso, pensei em duas soluções que, combinadas, entregaram o que eu precisava: deixar a carteira em casa.

 

 

 

Primeira solução: digitalizar os documentos

 

 

Alguns estados já permitem a substituição do RG físico pelo digital, com validade para todo o território nacional. E o estado de São Paulo é um deles, com o aplicativo RG Digital SP.

Como eu renovei o meu RG em 2018 (já que o anterior tinha mais de 10 anos e estava semi destruído), eu estava elegível para instalar e habilitar o RG digital da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo. Ou seja, troquei o papel pelo digital com poucos cliques.

Por tabela, o CPF físico também pode ficar em casa, já que o número dele está cadastrado no RG virtual. Se bem que, se eu quiser, posso também pedir a digitalização do CPF. Basta que o aplicativo desenvolvido pelo Governo Federal suporte a identificação biométrica por digital, algo necessário para prosseguir com o cadastro do documento.

Por fim, o e-Título já está disponível a algum tempo, e já utilizei esse sistema nas últimas eleições em 2018. Nesse momento, eu nem sei onde está o meu Título de Eleitor físico, e não vou procurar porque eu tenho muitos posts para fazer todos os dias.

Inclusive este que você está lendo.

 

 

 

Segunda solução: carteira inteligente (ou porta cartões inteligente)

 

 

Eu poderia passar o resto da minha vida com cartões de crédito virtuais ou sistemas de pagamento como Google Pay, Samsung Pay e Apple Pay. Porém, no Brasil, os sistemas de pagamento virtual só devem pegar mesmo com o Pix, que acabou de estrear.

De qualquer forma, eu abri várias contas bancárias digitais e cartões de crédito virtual com o principal objetivo de deixar a carteira em casa e só usar o smartphone para pagamentos no futuro. Inclusive a escolha pelo Poco F2 Pro como smartphone pessoal foi também pensando nisso, já que este é um modelo que possui NFC para pagamentos.

Enquanto esse mundo de pagamentos virtuais não chega de vez no Brasil, eu já fiz as minhas adaptações nos últimos meses: não tenho dinheiro em espécie, pago todas as minhas contas pelos aplicativos bancários, realizo compras na internet com cartões virtuais e, se preciso carregar os cartões comigo, deixo todos em uma carteira inteligente com RFID.

Ela não só abriga os cartões na carteira (fabricada em plástico e metal), mas também protege de roubos de informações por aproximação, algo que está ficando mais comum em um mundo tão digital como o que vivemos hoje.

 

 

 

Conclusão

 

E foi dessa forma que passei a deixar a carteira em casa e levar o essencial nos bolsos da calça. O smartphone para os documentos de identificação pessoal, e a carteira inteligente para os cartões e outros itens eventuais, como poucas notas e moedas.

Com o tempo, aprendemos a carregar o que é essencial na vida. E deixar uma carteira volumosa em casa é uma pequena liberdade que a tecnologia me entregou. Felizmente.


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