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Um calcanhar conectado: mais uma ideia para ajudar os pacientes com Alzheimer

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Kenneth Shinozuka é um jovem de 15 anos de idade, que se surpreendeu quando a polícia de sua cidade trouxe o seu avô de volta para casa, de madrugada, indicando que ele foi encontrado desmaiado na rua, a alguns quilômetros de distância. Depois desse acontecimento, o octogenário foi diagnosticado com o Mal de Alzheimer, e o próprio Kenneth decidiu buscar uma solução que tornasse a sua vida mais fácil.

Em setembro, ele apresentou a sua solução para o Google Science Fair, depois de vencer outros prêmios de revistas especializadas. Seu projeto tem como objetivo criar um objeto que pode evitar que um enfermo com Mal de Alzheimer saia do local sem que nenhum membro da família fique sabendo. Para isso, o jovem observou o movimento dos pés do seu avô ao sair da cama, e decidiu que esse seria o momento determinante na hora de acionar um alerta.

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São necessários dois componentes. Por um lado, um sensor que detecte o aumento da pressão do corpo humano sobre a planta dos pés, a partir da pressão nula (que é quando o paciente está na cama). A melhor solução foi criar um pequeno circuito impresso de 0.25 mm de espessura, que funciona com um pequeno cartucho de tinta especial. Quando a pressão é aplicada, essa tinta ganha propriedades condutoras, que permitem passar uma pequena corrente elétrica, que chega ao outro lado do circuito.

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A segunda parte do sistema envolve um mecanismo de comunicação com um agente externo. Shinozuka então estudou vários padrões de comunicação, até chegar no Bluetooth LE, que permite um certo raio de alcance para a comunicação, com um baixo consumo de energia. Vários dispositivos atuais já contam com o Bluetooth LE, e Shinozuka se animou para criar aplicativos específicos para iOS e Android, que interagem com o restante do sistema para o mesmo receba os alertas ou notificações de movimentação do paciente.

Os resultados iniciais são muito favoráveis. Os testes indicam que a detecção de movimento funcionou em 100% das vezes que o avô de Kenneth se levantou da cama (437 vezes no total), sem a existência de falsos positivos, graças a um algorítimo de tripla comprovação, implementado especialmente para essa finalidade. Além disso, o produto possui uma alta durabilidade: nos seis meses de testes, não foram registradas falhas por desgastes o mal funcionamento.

O projeto recebe o nome ‘Wearable Sensors: A novel healthcare solution for aging society’, e está participando do Google Science Fair 2014, e não tem como única meta ajudar os enfermos do Mal de Alzheimer. Shinozuka afirma que seu estudo é válido para analisar os hábitos de descanso do seu avô, determinar seus períodos de sono mais profundos, ou os momentos onde ele mais acordava (entre 1 e 4 da madrugada).

Esse projeto abre as portas para muitos outros que podem herdar a sua ideologia ou tecnologia, seja para buscar soluções para o Mal de Alzheimer, seja para outros campos da medicina ou saúde.

 

Via UberGizmo, NBCNews, Google Science Fair


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