Olha, Richard Branson, eu nunca pedi nada para você, mas eu espero que Deus (ou qualquer força superior que você venha a acreditar, já que este blog, diferente do governo brasileiro, é laico e oferece igualdade de condições e discurso para todas as crenças e segmentos religiosos estabelecidos) te ouça!

Não posso negar que Richard Branson é um homem com ambições extremas e excêntricas. Ele fala de voos espaciais comerciais da mesma forma que eu falo em pegar um ônibus no centro da ilha de Florianópolis para chegar à praia da Joaquina. E a naturalidade que Branson fala isso faz com que o seu objetivo não pareça algo absurdo para a maioria das pessoas. Na verdade, é mais fácil ele chegar ao espaço do que eu chegar à praia da Joaquina nesse momento.

Porém, ele recentemente fez uma declaração que deixou os meus olhos marejados de tanta felicidade. Ele decidiu falar sobre o que ele pensa do futuro das jornadas laborais dos humanos.

Richard Branson utilizou o megafone do mundo, doravante conhecido como Twitter, para difundir alguns princípios básicos sobre a sua forma de ver os próximos anos nas indústrias e postos de trabalho. E acho que é interessante (importante, fundamental e mais que correto) a gente ouvir esse homem, pois ele é basicamente um profeta sábio.

Para Branson, os seres humanos poderão reduzir as suas jornadas de trabalho, pois eles ficariam mais centrados nas atividades de supervisão.

Palavras do profeta:

“A ideia de trabalhar cinco dias por semana com finais de semana de dois dias e poucas semanas de férias por ano ficou arraigada na sociedade. Mas nem sempre foi assim, e não será assim no futuro. Com robôs e inteligências artificiais fazendo boa parte do trabalho, já é possível pensar em finais de semana de três ou quatro dias.”

Palmas lentas para as palavras de Richard Branson.

Mas…

Nem tudo é perfeito.

Tais inovações acabam repercutindo nos postos de trabalho que hoje são ocupados por humanos. Para essa realidade acontecer, alguém vai perder o emprego para as máquinas assumirem o controle. E de que vale finais de semana de quatro dias sem dinheiro no bolso?

É um cenário relativamente complexo, que o próprio Branson reconhece em suas publicações. Mas um final de semana de quatro dias não deixa de ser algo sensacional para quem hoje trabalha cinco dias por semana (sem falar nos plantões do final de semana).

Quero muito tudo isso, Branson. Mesmo que alguns venham a perder o emprego. Sempre vai ter trabalho para o desempregado. #SQN #SonhoMeu