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Ai, gente… como vocês viajam…

Muito se falou nos últimos anos sobre o um iPhone barato, e o mais próximo que a Apple chegou disso foi o “menos caro” iPhone SE (2020) de R$ 399. Os termos “iPhone” e “barato sempre foram contraditórios, e eu realmente acredito que o máximo que vamos conseguir de “menos caro” é o que temos hoje.

Agora… tem gente dizendo que a Apple pode oferecer um iPhone a US$ 200, e isso só pode ser uma fanfic de fã da gigante de Cupertino, e não uma realidade prática.

Mas como não posso dizer logo de cara que “isso jamais vai acontecer” pois corro o risco de terminar esse post muito mais cedo do que eu preciso, vou então desenvolver um raciocínio um pouco mais elaborado sobre o tema, para só depois colocar a frase de verdade.

 

 

 

Tudo é uma questão de perspectiva

 

 

O iPhone SE (2020) mostra como a Apple pode entregar um smartphone interessante com uma boa relação custo benefício. Pode até ser uma tática meio safada a de Tim Cook e companhia, mas funciona: pega a carcaça do iPhone 8, mantém boa parte dos seus componentes, muda o processador (integrando o excelente Apple A13), muda o sensor de câmera, atualiza o iOS… e pronto. Você tem um iPhone muito mais barato que o modelo base do iPhone 11 e que entrega uma boa margem de lucro para Cupertino.

Por que a Apple teve que fazer isso?

Porque nem mesmo a Apple consegue escapar da realidade de mercado. O iPhone tem uma aura de produto de luxo que foi muito estimulada pela política de preço que a gigante de Cupertino adotou para o produto. Chegou uma hora que nem mesmo os fãs mais juramentados achavam normal pagar mais de US$ 1 mil por um smartphone que antes custava os já caros US$ 699.

O consumidor disse BASTA, e parou de comprar os iPhones. A queda nas vendas foi sustentável, e a Apple teve que repensar a ideia de não trabalhar com um iPhone barato ou menos caro (entendam como quiser).

Diante de tudo isso, muitos analistas e fãs acreditam que a Apple realmente pode surpreender com o lançamento de um iPhone que seja barato de verdade. Um novo modelo com baixo custo, e não um modelo dos anos anteriores com preço reduzido.

Acredite, se quiser!

 

 

 

Eu quero acreditar, mas está difícil

 

Muitos de vocês podem se perguntar por que a Apple decidiu manter um preço tão alto para os seus iPhones, inclusive nas suas variantes econômicas. E nem é preciso pensar muito para encontrar uma resposta bem didática para qualquer pessoa: porque a empresa sempre quis manter essa imagem de exclusividade da marca e as enormes margens de lucros.

Eu até poderia me esforçar em apresentar outros argumentos para a gigante de Cupertino cobrar US$ 1.000 por um smartphone que faz o mesmo que um dispositivo que custa US$ 500, mas no final das contas, sempre vamos esbarrar na ganância e egocentrismo da Apple. E essas duas heranças malditas ficam na conta de Steve Jobs.

Porém, a Apple não contava com uma crise global gerada por causa de uma crise epidemiológica para complicar ainda mais as coisas. O cenário de momento faz com que os smartphones econômicos sejam os grandes protagonistas do mercado de telefonia móvel global. E para aqueles que acompanham os lançamentos dentro do segmento de preço entre US$ 200 e US$ 400 sabe muito bem que encontramos excelentes telefones com esses valores.

A Apple precisa manter um amplo volume de vendas nos iPhones para que o seu ecossistema de software e de serviços continue se convertendo em um elevado nível de receitas. Se as vendas do iPhone caem, o pilar central que sustenta as receitas da empresa começa a rachar. E diante do cenário atual, um iPhone barato de verdade tem mais sentido do que nunca.

Porém, não acredito que a Apple vai fazer isso. E pode até não ser pelo tal egocentrismo que eu mencionei antes. Mas é difícil acreditar ver uma empresa que criou um status em torno de um produto se curvar diante de um mundo que está diferente do que aquele que conhecíamos no ano passado. A empresa mudou a estratégia, focando mais nos serviços do que nos produtos, o que mostra que Tim Cook e sua turma podem reaprender a fazer os seus negócios.

Mas… podem reinventar a imagem de um produto que já está consolidado como um produto exclusivo para um grupo específico de usuários?

Nesse momento, só temos rumores. Mas são rumores fortes que mostram que a Apple considera lançar um iPhone realmente barato em um prazo de um ano. O modelo pode ser o sucessor do iPhone SE (2020), e teria preço estimado de US$ 200. Um valor, realmente barato, mas que pode virar uma faca de dois gumes para a gigante de Cupertino.

Pode ser um iPhone realmente matador para o segmento econômico. Por outro lado, pode acabar de vez com a imagem de produto exclusivo que esse produto carrega. O tempo vai dizer qual foi o caminho que a Apple decidiu tomar.


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