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Um iPhone sem apps pré-instalados?

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A Apple está pressionada com a sua App Store. Afinal de contas, o mundo não entende que ela criou o iOS, criou a sua loja de aplicativos e todo um ecossistema de produtos. Por isso, entende que possui o legítimo direito em estabelecer um monopólio sobre tudo isso.

Porém, o governo dos Estados Unidos não entende dessa forma, e acredita que a Apple tem a obrigação de abrir e compartilhar. Muitos acreditam que outras lojas poderiam oferecer os aplicativos de suas plataformas, o que resultaria em uma competição de preços mais interessante para os usuários.

O reflexo dessa disputa pode ter consequências inesperadas e, em alguns casos, desnecessárias. Como, por exemplo, a remoção de aplicativos pré-instalados do iPhone.

Você consegue imaginar um cenário como esse?

 

 

 

Entendendo a confusão

O congresso dos Estados Unidos está estudando algumas leis que podem mudar por completo o gerenciamento de aplicativos para iPhone. Se essas leis forem aprovadas, os usuários dos smartphones da Apple teriam o direito de remover aplicativos pré-instalados no dispositivo, e a gigante de Cupertino seria proibida de instalar esses aplicativos nos seus telefones.

A União Europeia está fazendo algo parecido, também exercendo a sua pressão com o objetivo de reduzir ou acabar com o monopólio estabelecido pela Apple para o ecossistema de produtos que ela mesma criou.

É óbvio que a Apple não concorda com nada disso, e alega que se essas leis forem aprovadas, elas podem representar “a destruição do iPhone tal e como conhecemos”. Um tom dramático, convenhamos.

E pensar que essa briga toda começou porque a Epic Games não podia colocar o jogo Fortnite na App Store. Ou não podia colocar o jogo sem deixar parte do dinheiro que o desenvolvedor lucrou para a própria Apple. Sem falar nas compras in-app, algo que Tim Cook estava detestando.

 

 

 

Muda alguma coisa na vida de quem tem um iPhone?

Pelo menos em um primeiro momento, não.

Se as legislações forem aprovadas, algo que particularmente acho relativamente difícil de acontecer, quem tem um iPhone nesse momento não vai sentir mudança alguma, exceto pelo fato de ter o direito de remover aplicativos que a Apple pré-instalou no seu dispositivo.

E, a essa altura do campeonato, e depois de tanto tempo com o iOS consolidado, eu duvido que teremos uma gigantesca massa de usuários realmente dispostos a remover os aplicativos nativos da Apple do iPhone. Até porque praticamente todo mundo que tem esse telefone usa esses aplicativos de alguma forma.

Quanto aos futuros iPhones sem esses aplicativos, nem dá para encarar como uma grande perda. Os smartphones da Apple já chegam aos seus usuários com o mínimo de apps pré-instalados, onde apenas aqueles programas considerados essenciais para oferecer as funcionalidades mais corriqueiras estão presentes.

Logo, se essa decisão de proibir apps pré-instalados acontecesse no Android ou no Windows, essa decisão teria efeitos práticos muito mais efetivos. Mas no iPhone, é quase um “nada acontece feijoada”.

Vamos esperar para ver o que vai acontecer nos próximos movimentos dessa história.

O que sabemos nesse momento é que existe algo ainda maior por trás das tentativas de proibições e revisões das políticas da Apple sobre os seus aplicativos e a sua loja de aplicativos. Uma possível quebra de monopólio da gigante de Cupertino pode começar pela limitação sobre como esses apps estarão presentes.

Só não sei se teremos efeitos práticos em um primeiro momento. Mas… veremos o que o futuro nos reserva.

 

 

Via Bloomberg


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