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A notícia da saída do conteúdo da Disney do catálogo da Netflix para criar o seu próprio sistema de streaming pegou todo mundo de surpresa.

Principalmente a Netflix, obviamente, que fica sem um grande e substancial conteúdo na sua plataforma, uma vez que a Disney vai se tornar a sua concorrente direta, pelo menos nos Estados Unidos.

As duas empresas mantinham um acordo desde 2012, mas a partir de 2019, quem quiser assistir ao conteúdo da saga Star Wars, filmes como Frozen e Toy Story e outros conteúdos diversos da Disney por streaming terão que recorrer a um novo serviço, e isso significa ser obrigado a pagar por uma assinatura adicional para acompanhar esse conteúdo.

A Disney não quer ser tão agressiva no seu movimento, pois compreende que esse é um período de transição. Logo, terá dois anos para não apenas respeitar o acordo, mas também estabelecer as bases do seu serviços, algo que será gerenciado pela BAMTech, empresa que já faz os streamings de jogos da MLB (liga profissional de beisebol dos EUA).

Sem falar que a mesma Disney vai lançar em 2018 a plataforma própria de streaming da ESPN, que promete transmitir mais de 100 mil horas de eventos esportivos ao vivo.

Será que só eu estou percebendo o início da morte da TV por assinatura como conhecemos?

Sim, amigos… os canais de TV e produtores de conteúdo estão indo para a internet, para produzir esse conteúdo onde a audiência está, e não mais querendo depender do formato tradicional de empacotamento de canais para que esse conteúdo chegue ao telespectador.

Mas a questão aqui é que o consumidor final, o usuário, aquele pobre abnegado que paga o seu dinheiro suado para ver TV, terá que pagar muito mais para ter os conteúdos que quer assistir.

Somando as mensalidades de Netflix, HBO Go, Disney, ESPN, Hulu e vários sistemas alternativos para diferentes produtoras, a conclusão é que o streaming acaba ficando muito mais caro do que assinar a TV por assinatura. Os preços estão distorcidos para custos elevados que contam com a infraestrutura “on demand” dos conteúdos pela internet.

Pagamos por um serviço que tenha tudo incluído ou por cada serviço em separado, mas o real dilema é quando a categorização de uma produtora é muito diversificada e acaba em desperdício.

Por exemplo, a Disney tem nas mãos Star Wars e Marvel. Para muita gente, esses dois bastam. Princesas da Disney e animações infantis não interessam. O mesmo acontece com a ESPN: pagar para ver todos os esportes? Por que?

Se não houver uma segmentação dentro de cada serviço, o custo será alto demais, e em algum momento as empresas deverão estabelecer um intercâmbio ou uma API para evitar que o público escape completamente.

Vamos ver como o mercado vai evoluir com a decisão da Disney.