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Um PC gamer em um videocassete

O criador de conteúdo conhecido como Tech By Matt decidiu transformar um videocassete antigo e inutilizado em um poderoso PC para jogos, o que considero uma ideia simplesmente genial.

É tão incrível, que entra fácil na lista do “por que eu não pensei nisso antes?”. Ou por que eu não estou fazendo isso neste exato momento, no lugar de escrever artigos que ninguém lê?

Como eu acredito que alguém que vai cair nesse conteúdo vai se inspirar com esse projeto, vale a pena destacar os cinco principais detalhes do desktop que foi encapsulado em um aparelho de videocassete.

Mesmo sabendo que alguns de vocês não fazem a menor ideia do que é um videocassete.

 

Como Matt teve essa ideia (incrível)

A proposta nasceu do conceito simples e ousado de provar que qualquer objeto pode se tornar um gabinete de computador funcional se houver criatividade e disposição para experimentar.

É uma visão que vai além do modding tradicional, pois utiliza ferramentas acessíveis e materiais reaproveitados, tornando o projeto mais inclusivo para quem deseja experimentar no mundo do hardware sem precisar investir em equipamentos sofisticados.

Faz tempo que essa visão de modificação existe, e é uma das mais interessantes para aqueles que amam o mundo tech que combina o passado e o presente.

 

Ferramentas e materiais utilizados

O projeto de Matt se destaca dos demais pelo uso de ferramentas simples, como alicates, brocas e serrotes manuais, evitando recursos avançados como impressoras 3D, cortadores a laser ou máquinas CNC.

O objetivo era mostrar que, com habilidade e paciência, é possível adaptar peças de hardware modernas a uma estrutura antiga sem depender de tecnologia cara.

O processo envolveu remover as partes internas do videocassete, criar uma moldura interna de alumínio para dar rigidez ao gabinete e planejar a instalação do hardware de forma organizada e funcional.

 

Hardware e especificações técnicas do computador

O PC montado dentro do videocassete conta com uma configuração respeitável para jogos atuais.

O sistema utiliza uma placa-mãe Gigabyte A520I AC, um processador AMD Ryzen 5 5600, 32 GB de memória RAM Corsair LPX DDR4 e uma placa de vídeo Radeon RX 9600 XT.

Para o armazenamento, Matt instalou um SSD NVMe de 1 TB, garantindo espaço suficiente para jogos e aplicações, além de ser a solução ideal para um computador que está abrigado em um espaço tão compacto.

Apesar do espaço reduzido, o criador conseguiu integrar todos os componentes, incluindo uma fonte Flex ATX de 400W, e ainda manteve temperaturas aceitáveis durante os testes.

 

Funcionalidades extras e personalização

Além do simples funcionamento como PC gamer, Matt personalizou o projeto para preservar parte da estética e funcionalidade do videocassete original e aumentar a imersão do jogador na experiência combinada.

Ele adaptou os botões frontais para controlar funções como ligar e desligar o sistema, ajustar volume e até reproduzir ou pausar mídias. Com a ajuda de um Arduino e até mesmo do ChatGPT, essas funções foram programadas para funcionar de forma integrada ao Windows.

O sistema também ganhou a capacidade de ser ligado remotamente, tornando-se ainda mais prático para um setup de sala de estar.

 

Testes de desempenho e resultado final

Após a montagem, o PC em formato de videocassete foi submetido a diversos testes em resolução 4K, com resultados impressionantes para um projeto de baixo custo e espaço limitado.

Jogos como Cyberpunk 2077 e The Last of Us Part II alcançaram médias superiores a 60 FPS, mesmo com necessidade de upscaling em alguns casos. O sistema mostrou-se estável, com temperaturas controladas e desempenho satisfatório para jogos modernos.

Embora o visual interno seja improvisado e o nível de ruído relativamente alto por conta da fonte de alimentação, o resultado final foi considerado um sucesso, equilibrando desempenho, criatividade e custo acessível.

Para quem quer acompanhar o processo para tentar replicar em casa, ou simplesmente deseja apreciar uma obra de arte em construção, deixo abaixo o vídeo que o Matt publicou no YouTube, apresentado todo o processo.