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Eu tinha que ter escrito esse post antes, mas não deu tempo. Por isso, quero aproveitar que acordei mais cedo nessa quinta-feira (24) para refletir sobre essa dura realidade: uma bolacha OREO pode produzir o mesmo prazer que drogas pesadas, como cocaína e heroína. E não sou eu que afirmo. Quem diz isso são os cientistas da Connecticut College.

Porém, podem ficar tranquilas, mães preocupadas. Os testes não foram feitos com humanos. Foram feitos com ratos de laboratório (será que o pessoal que fez protestos por causa dos beagles vão brigar por causa disso também?), e o motivo para que esse prazer se faça presente é o mais óbvio do mundo: a combinação de elevada quantidade de gordura e açúcar presente nas bolachas OREO. E o chocolate. Não podemos nos esquecer do chocolate #aaahhhChocolaaate…

Na verdade, os testes mostram que os OREOs produzem nos ratos estímulos na mesma área do cérebro onde as drogas atuam para passar a sensação de prazer e vício. A resposta é exatamente a mesma. Além disso, o estudo comprovou algo importante, que as pessoas comuns não compreendem: os ratos, assim como os humanos (inteligentes), preferem comer o creme que recheia os OREOs primeiro, do que a bolacha em si.

Bom, eu devo dizer que eu adoro comer. “Almoço” é um dos meus esportes preferidos, e particularmente, adoro tudo o que tem chocolate. Porém, a minha atual condição de saúde não me permite dar passos extravagantes em orgias gastronômicas. Além disso, nunca fui muito chegado aos doces, o que facilita um pouco o processo.

Porém, não me surpreende muito o resultado dos estudos dos cientistas da Connecticut College. Todos nós sabemos que alguns alimentos e bebidas simplesmente viciam. A Coca-Cola é o exemplo mais clássico, mas podemos citar os fast foods, a lasanha, a pizza do final de semana… enfim, todo mundo é viciado em comer alguma coisa. Tá, a maioria.

Agora… descobrir que uma “inocente bolacha cheia de açúcar e chocolate” pode produzir o mesmo prazer que cocaína e heroína? Me surpreende um pouco. E eu me pergunto: quando chegamos à esse ponto? Sabe aqueles que levantam teorias conspiratórias, que afirmam que a indústria alimentícia investe milhões em pesquisas para obter exatamente esse resultado (da dependência do consumidor em relação à um produto, a ponto de que ele não possa ficar sem, e fazer com que ele compre mais e mais desse produto)… então…

Não acho, por exemplo, que esse seja o caso de se iniciar uma jornada contra o OREO. Pelo contrário (adoro essa bolacha). Mas é um lembrete que precisamos nos vigiar sobre a alimentação em geral. Observar nossos hábitos alimentares, e detectar qual é o limite entre “eu gosto muito disso” e “eu não consigo mais viver sem isso, pois isso me dá muito prazer”.

Eu constantemente luto contra o excesso de peso, e do meu jeito, consigo resistir às tentações. Até porque a minha saúde depende disso. Não vou aqui dar uma de PNC e começar a pregar os hábitos saudáveis de alimentação, pois eu entendo que todo mundo pode comer de tudo um pouco. Só acho que vale a pena todos nós buscarmos informações sobre como tornar o nosso prazer em comer algo ainda mais interessante, e considerando o fator “saúde” nesse processo.

Pra resumir: a ciência explicou mais um dos motivos pelo qual você se olha no espelho, e se pergunta: “afinal de contas… por que eu sou gordo(a)?”

Para mais informações, leia a matéria publicada na Forbes.


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