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Seria muito triste se eu limitasse a minha visão de mundo apenas nas minhas experiências pessoais, me recusando a buscar novos caminhos e aprender com o próximo. Com certeza eu me transformaria em pedra, repelindo a água que poderia me manter vivo.

Ser uma esponja em um mar de oportunidades é o que me permite a absorver elementos essenciais para a minha sobrevivência como ser pensante. É claro que eu tenho as minhas convicções e não abro mão delas quando eu tenho certeza que eu estou certo. Mas procuro em mim a sensibilidade e o discernimento para identificar onde eu poderia pensar diferente e melhor.

Para o meu crescimento, e para o crescimento do coletivo.

Acredito que vivemos em um mundo muito mais dinâmico do que simplesmente dizer “eu estou certo, você está errado”. Me aproximo de pessoas inteligentes e até polêmicas nas suas atitudes e verbalizações, porque o meu objetivo é aprender com elas, abraçando o que pode ser positivo para a minha essência, e descartando o que não considero como algo essencial.

No lugar de uma batalha de ideias e conceitos que quase sempre se transformam em verborragias sem qualquer tipo de conteúdo útil, eu proponho o debate de pontos de vista diversos, onde o que realmente importa é que todos alcancem o denominador comum.

Me incomoda (e muito) o veto do “é o que eu penso e pronto… eu não vou mudar”. Porque o mundo está em constante transformação. Nós, como seres humanos, invariavelmente mudamos muito ao longo de toda uma existência. Mesmo que por obrigação, já que o nosso corpo se transforma de forma irreversível.

Pessoas que não acreditam nas mudanças, que são resistentes a visões diferentes do mundo ou se reservam ao direito de permanecerem imutáveis (apesar dos claros sinais positivos das mudanças ao seu redor), na minha humilde opinião, estão condenadas à estagnação e morte emocional e psicológica.

E eu amo demais a vida para renunciar o meu direito de enxergar e apostar no novo, em todos os aspectos.


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