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Uma IA pode conversar com os mortos?

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A inteligência artificial está ficando inteligente até demais. Um exemplo disso é o projeto de IA que quer oferecer a possibilidade de nos comunicarmos com os nossos entes queridos já falecidos.

Na prática, estamos diante de chatbots que “permitem” a conversa com pessoas mortas, mas imitando as suas respostas. Até porque essa tal paranormalidade artificial jamais chegaria no nível de um Chico Xavier ou uma Mãe Dináh.

Vamos entender como essa inteligência artificial vai funcionar, antes de simplesmente tacar pedras e achar que tudo isso aqui não passa de charlatanismo.

Na verdade, é charlatanismo high tech. Vamos chamar as coisas do que elas realmente merecem ser nomeadas.

 

 

 

No que consiste essa IA paranormal?

O chatbot (que mais parece ser fruto de roteiristas de um episódio de Black Mirror) promete permitir aos usuários conversar e interagir com pessoas do passado e do presente, seja ela um parente próximo ou distante, personalidades famosas, celebridades ou figuras históricas falecidas.

O seu funcionamento é simples: o chatbot pega as informações da pessoa falecida através de vídeos, registros de voz, textos e publicações nas redes sociais, e utiliza todo o conteúdo para interagir com o usuário a partir de um smartphone ou gadget inteligente.

Algumas empresas nos Estados Unidos estão trabalhando em ideias similares, tais como Microsoft, HereAfter (que possui um aplicativo que grava as falas de uma pessoa) e Eterni.me, que foi a empresa escolhida por Kanye West para criar um avatar com a mesma aparência e voz do pai de Kim Kardashian (um evento que foi considerado extremamente creep pelos presentes).

 

 

 

Vamos com calma com essa ideia de conversar com os mortos…

Muita calma nessa hora.

É fundamental deixar bem claro que nem mesmo o modelo de linguagem de inteligência artificial mais avançado do mundo, o GPT-3, consegue falar com os mortos. E ninguém pode afirmar que existe uma forma de fazer isso através dos recursos tecnológicos.

E esse é um tema que não vou me aprofundar, pois existem polêmicas implícitas que não merecem ser exploradas neste momento. Incluindo as convicções de cada pessoa.

De qualquer forma, essa IA que “fala com os mortos” tem uma grande falha: não permitir uma comunicação totalmente livre, já que a compreensão de mundo do software é equivocada, pois não considera eventos e elementos recentes. E só por isso o sistema não é dos mais confiáveis.

Se é que um dia vamos conseguir alcançar esse objetivo, ainda falta muito. Quem sabe esse estudo resulte em algo mais produtivo. Ver Kim Kardashian conversar com o pai é um bom começo, por mais esquisito que isso possa parecer.


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