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A CES 2014 foi marcada por alguns temas: 4K, telas curvas, Internet das Coisas e gadgets vestíveis. Vamos falar nesse post desse último grupo de produto. Até porque é essa categoria que eu entendo que pode estar mais próxima da nossa realidade de geek pobre brasileiro. E, mesmo assim, “naquelas”.

A chuva de relógios inteligentes, pulseiras inteligentes, óculos e até peças de roupa com funções mais avançadas do que te deixar bonito foi relativamente pesada na feira de Las Vegas. Alguns analistas entenderam que o volume de produtos apresentados no evento foi menor do que o esperado, mas temos que levar em consideração que o melhor lugar para esses itens serem revelados é a Mobile World Congress 2014, feira de mobilidade que acontece no final do mês de fevereiro, em Barcelona (Espanha).

Mesmo assim, alguns fabricantes resolveram revelar alguns dos seus planos. Alguns acessórios realmente chamam a atenção pela proposta de ser não só inteligente, mas principalmente, útil para o usuário. E isso pode criar um problema: produtos direcionados demais para grupos específicos de usuários, e não para o público em geral.

Por exemplo: relógios e pulseiras para esportistas, ou para pessoas preocupadas com a saúde.

É claro que alguns modelos conseguem oferecer funcionalidades mais amplas, que permitem uma maior flexibilidade de uso para quem quer se manter conectado, alcançando assim um público maior. Mas, pelo menos nesse primeiro momento, os relógios inteligentes, e principalmente, as pulseiras inteligentes, se voltam mais para os esportistas, atletas e entusiastas nesses dois segmentos.

Outro aspecto que pude observar na CES 2014 é que os grandes fabricantes de tecnologia (ou pelo menos aqueles que mais estão em evidência dentro do segmento mobile) ainda não entraram com os dois pés firmes no segmento de dispositivos vestíveis. De novo: a MWC 2014 está chegando. Mesmo assim, a gente sabe que a Samsung, a Sony e a Motorola apresentaram suas opções, mas que mais parecem protótipos do que produtos finais (uma consideração: o smartwatch da Sony é mesmo muito melhor que o da Samsung…).

Será que vamos mais uma vez depender da Apple para que um segmento de mercado de tecnologia se impulsione de vez? Se eu sou um executivo de uma gigante do setor, não esperaria muito, e não daria esse mole para Tim Cook, Jony Ive e derivados subirem ao palco para dizer “esse produto é mágico e revolucionário”.

Por outro lado, é  uma aposta de risco. Enquanto muitos apostam que os gadgets vestíveis serão a nova revolução do mercado de tecnologia de consumo, outros entendem que “ainda não é a hora de apostar pesado nesse segmento”, uma vez que, na prática, a maioria das pessoas ainda não sabem o que fazer com esse tipo de produto.

No final das contas, isso virou um jogo de xadrez. Eu mesmo gostaria de ver esses produtos em maior quantidade no mercado em 2014. Sei que ainda paira uma dúvida se esse segmento vai mesmo vingar, mas como um bom geek, eu quero é mais! Quanto maior o número de cacarecos tecnológicos estiverem disponíveis no mercado, mais feliz eu vou ficar!


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