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O ano de 2013 está chegado ao fim, mas ainda temos pouco mais de 30 dias de vendas, e no período mais rentável do ano: o Natal. E por conta desses 30 dias, o mercado pode registrar a expressiva marca de 1 bilhão de unidades vendidas até o dia 31 de dezembro de 2013.

O IDC faz tal afirmação, baseado no seu último estudo de mercado. De acordo com os analistas de mercado, as vendas de smartphones cresceram 39.3% desde 2012, e o envio de dispositivos móveis para o mercado mundial deve alcançar a marca de 1.7 bilhão de unidades por ano até o ano de 2017.

Os principais responsáveis por esse crescimento (segundo a IDC) são os mercados emergentes, que devem registrar aumentos constantes nas vendas de smartphones nos próximos anos. Nesses mercados, os preços seguem caindo, e os smartphones de entrada e/ou intermediários estão substituindo os chamados feature phones (dispositivos com recursos e aparência de um smartphone, mas sem as mesmas características de hardware e software de um telefone inteligente).

Segundo Ryan Reith, diretor da IDC, o jogo mudou drasticamente no mercado de smartphones. “Não faz muito tempo que a indústria como um todo falava em conectar o próximo bilhão de pessoas, e isso hoje pode ser assumido que a maioria dessas pessoas vão abandonar os seus feature phones. (…) Os smartphones são agora uma opção muito real para conectar esse próximo bilhão de usuários”.

Para Ramon Llamas, gerente de pesquisa da IDC, a palavra-chave para um maior volume de vendas de smartphones nos próximo anos segue sendo “preço”. A expectativa de queda de valores dos produtos é o que impulsiona as vendas nos mercados emergentes. “Particularmente nos mercados emergentes, onde a variação de preços é tão importante, os valores devem cair, e produtos que antes pertenciam à elite urbana estarão nas mãos dos mercados de massa. Cada fabricante vai procurar descobrir o quão baixo eles podem determinar o preço de seus dispositivos, oferecendo uma experiência robusta para o produto, e ainda obter lucro com isso”.

Um claro exemplo do que estou falando está justamente no Motorola Moto G, que ilustra essa publicação. Ele não é um modelo top de linha, mas na faixa de preço que o produto se posiciona, e com as especificações técnicas apresentadas, considero o modelo, sem medo de errar, a melhor relação custo/benefício entre os modelos intermediários. E entendo que os demais fabricantes terão que seguir o exemplo da Motorola para seguirem competitivas no mercado intermediário de smartphones.

Via IDC