
Max Verstappen e a Red Bull adotaram uma estratégia envolvendo pneus usados no GP de Mônaco, buscando uma oportunidade de impactar as posições do pódio. O tetracampeão mundial acredita que extraiu o máximo possível da situação disponível.
O holandês se classificou em quinto lugar, mas largou em quarto após penalidade aplicada a Lewis Hamilton. Na largada, ficou posicionado atrás de Lando Norris, Charles Leclerc e Oscar Piastri, que posteriormente ocupariam o pódio.
Foi basicamente um desempenho em modo “era o que tinha para hoje”, já que nos aspectos competitivos Verstappen sabia que não tinha chances de bater de frente com McLaren e Ferrari.
Estratégia diferenciada na busca pelo pódio
Enquanto o trio da frente seguiu estratégias similares com duas paradas programadas, Verstappen estendeu seus dois stints e chegou a liderar a corrida nas voltas finais.
A Red Bull aparentemente apostava na possibilidade de uma bandeira vermelha que pudesse alterar o cenário da prova, algo que não aconteceu.
O piloto de 27 anos parou pela segunda vez apenas na penúltima volta, caindo para o quarto lugar final. Mesmo assim, Verstappen manteve uma margem confortável de aproximadamente 30 segundos sobre Hamilton, que terminou em quinto.
Reconhecimento das limitações do carro

Verstappen foi direto ao avaliar o desempenho: não havia muito a ser melhorado considerando a grande diferença que possuía para o quinto colocado.
A estratégia de permanecer na pista esperando por uma bandeira vermelha representava a única opção viável para uma possível surpresa.
O atual campeão reconheceu que uma parada mais cedo simplesmente o manteria na quarta posição de qualquer forma. A decisão estratégica visava maximizar as chances de um resultado melhor, mesmo com probabilidades reduzidas.
E não dá para culpar Verstappen ou a Red Bull por essa decisão estratégica. Era a única que traria impacto real ao resultado da prova, pois em pista dificilmente esse quadro se modificaria.
Fraquezas expostas em Mônaco

Após a classificação, Verstappen já havia admitido que Mônaco expôs as fragilidades de baixa velocidade da Red Bull.
O circuito do Principado historicamente não favorece as características do carro austríaco, não apenas por ser de rua, mas com muitas irregularidades típicas do relevo local. E a prova de 2025 apenas confirmou as expectativas da equipe.
O piloto demonstrou otimismo cauteloso para o GP da Espanha, esperando um desempenho mais próximo ao demonstrado em Imola, onde a Red Bull conquistou a vitória.
A próxima corrida será determinante para avaliar a recuperação da equipe, que conta (também) com as mudanças na diretiva técnica para eventualmente reduzir a distância que possui hoje para a McLaren.
Situação no campeonato permanece complexa

Verstappen ocupa atualmente a terceira posição no Campeonato de Pilotos após oito etapas, acumulando 25 pontos de desvantagem para o líder Oscar Piastri.
Poderia ser algo muito pior, levando em consideração que a McLaren está pontuando com os dois carros de forma constante. Porém, o piloto holandês se mantém nas primeiras posições do campeonato de pilotos forma consistente.
No campeonato de construtores, a Red Bull também figura em terceiro lugar, com apenas um ponto de vantagem sobre a Ferrari e quatro pontos atrás da Mercedes, deixando evidente o equilíbrio extremo entre as equipes…
…que não respondem pelo nome McLaren nas quatro primeiras posições do campeonato.
Via Formula1.com
