
Os sentimentos são mistos na Red Bull após o Grande Prêmio do Japão de 2025.
Se por um lado, Max Verstappen ficou “incrivelmente feliz” com a vitória de ponta a ponta em Suzuka, superando adversidades e o início de final de semana instável, Yuki Tsunoda, que estreava como companheiro de equipe do holandês, sentiu a alegria de correr na Red Bull em casa, mas também a decepção em não chegar na zona de pontos.
A pole insana de Verstappen no sábado selou o destino da corrida no domingo, e mostrou uma capacidade de reação da Red Bull no campeonato. Porém, parece que só o carro de Max melhorou, já que Tsunoda chegou a largar atrás de Lawson e não chegou na zona de pontos.
Verstappen se despede da Honda (por enquanto)

Após a corrida, Verstappen falou das dificuldades com o elevado desgaste de pneus ao longo do final de semana, e esse é um dos pontos de deficiência da Red Bull em 2025. Mas Max mais uma vez deu aula de talento e capacidade, mostrando por que é o melhor piloto da Fórmula 1 na atualidade.
É certo que a McLaren não esperava esse desempenho que a Red Bull mostrou em Suzuka, e tentou a tática do “vamos aguardar e administrar” por tempo demais. Max, que largou na pole, fez a manutenção inteligente da liderança e venceu a corrida com relativa facilidade.
Verstappen chegou a afirmar que, nas últimas voltas da prova, chegou a pensar que aquela era a sua última corrida com um carro com motor Honda em Suzuka, o que o motivou a manter a liderança para homenagear a equipe.
E eu até tenho vontade de escrever aqui um “por enquanto”. Afinal de contas, não seria um absurdo ver Verstappen aceitando uma baita grana da Aston Martin para voltar a trabalhar com a Honda e Adrien Newey em outra equipe.
Algo que, sinceramente, não creio que vai acontecer. Max vai mesmo de Mercedes se tudo der certo.
E enquanto Verstappen não cometia erros lá na frente…
Tsunoda, e seus sentimentos contraditórios

…Yuki Tsunoda termina o final de semana no Japão um tanto quanto decepcionado, depois de toda a empolgação que sentiu com a promoção para a Red Bull.
Nada como estrear na equipe principal correndo em casa, com os holofotes da mídia, com a torcida a seu favor e com a perspectiva de fazer o melhor final de semana de sua vida, ainda mais com um carro que (em teoria) é mais forte que o da Racing Bulls.
E podemos dizer que Tsunoda começou bem o final de semana, pois estava andando próximo ao Verstappen em boa parte do fina de semana. O que não contaram para ele é que Max iria fazer uma pole espírita, e que Liam Lawson, no carro que era dele, iria largar uma posição à sua frente no grid.
O que consola o pequeno Yuki é que, durante a corrida, ele não só superou Lawson em pista, como também ultrapasso outro ex-piloto da Red Bull, Pierre Gasly (que chegou a ligar para ele dando conselhos após a notícia da troca de pilotos).
Na prática, não adiantou de muito: Tsunoda não chegou na zona de pontos, terminando em 12º, 58 segundos atrás do vencedor e seu companheiro de equipe.
O que reforça a teoria de que o problema não é exatamente o segundo piloto, mas sim o carro voltado objetivamente para a forma de pilotagem do Verstappen.
Fica cada vez mais evidente que pode entrar qualquer outro piloto na Red Bull, que o resultado será mais ou menos o mesmo. Agora, todo mundo sabe que Sergio Pérez estava coberto de razão, e o único piloto que era capaz de bater de frente com Verstappen era mesmo Daniel Ricciardo (e, mesmo assim: Daniel estava no auge, e Max apenas começando).
Tsunoda alega o trânsito para ter um treino tão ruim no sábado, mas bem sabemos que não é bem assim. É bem difícil pilotar a Red Bull, e a regra vale para qualquer piloto.
Ao menos tudo o que aconteceu em Suzuka certamente vai servir de bagagem e aprendizado para ele. E como a próxima etapa do campeonato já é na semana que vem no Bahrein, Yuki tem pouco tempo para refletir e se recuperar de tudo o que aconteceu.
Melhor assim. É menos tempo para se sentir culpado pelo final de semana abaixo do esperado.

