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Na minha opinião (que é o que sempre importa nesse blog no final das contas, e você já deveria saber disso), Dance Central é o melhor jogo de dança do mercado. Desculpe, fãs de Just Dance, mas essa é a verdade dos fatos. Foi o jogo que menos me fez parecer um idiota diante da televisão, e me levantou do sofá como há tempos eu não fazia com um jogo de videogame. Aliás, foi um dos jogos que provaram todo o potencial do Kinect como ferramenta para os games, iniciando uma nova fase nesse universo: a fase “levanta essa bunda gorda do sofá e mexa-se, seu sedentário”.

Essa proposta não é nova. Desde o final da década de 1980, os fabricantes de videogames tentavam estimular os usuários a interagirem de outras formas com o jogador, seja através de acessórios interativos (pistolas com infravermelho, luvas, óculos, etc), até a estratégia de utilizar sensores de movimento para interação com o personagem.

Porém, foi no meio da década de 1990 que a coisa tomou corpo, com a chegada de Dance Dance Revolution, um baita jogo de dança que foi uma febre nas salas de jogos eletrônicos (fliperamas, para os velhos como eu). Nos meus bons tempos de PSOne/visitas descompromissadas ao shopping, gastei alguns dinheiros com jogos do gênero.

Mas o tempo passa, a gente vai ficando mais velho, mais cansado, e mais impaciente para ficar suando na sala de casa. Eu mesmo comprei um Kinect para mim, e não fiquei mais de seis meses com ele. Não me entenda mal, amigo leitor: eu acho o Kinect a reinvenção da roda dos videogames (e agora, pelo visto, do entretenimento, já que o sensor é mais utilizado agora para a interação com sistemas diversos), e ajudou a fazer o sucesso do Xbox 360.

Pelo visto, o sensor pegou mesmo com os gamers casuais, ou com aquela menina que quer “se sentir saudável” com o game Your Shape: Fitness Evolved. Que por sinal é um ótimo programa de exercícios (minha esposa usou o game por um bom tempo).

Eu acabei optando abrir mão desses jogos. Primeiro, porque não tinha mais tempo para ficar jogando. Segundo, porque transferi o Xbox 360 para o escritório de onde escrevo os blogs, e como o espaço físico é muito menor, o Kinect não tinha mais espaço. Terceiro… eu sou tarado pelo joystick. E, como já disse um pouco antes, ficar suando na frente da TV não era a coisa mais divertida do mundo para mim.

Com o passar dos meses, observei que a tendência da combinação sofá + Coca-Cola + pizza/salgadinhos/esfirra do Habibs ou qualquer outra comida gordurosa + joystick é a preferida dos gamers mais veteranos. Daqueles que cresceram com o controle na mão (ui!). Saber disso é bom, pois não me sinto sozinho, indo na contra-mão da tecnologia.

Não estou aqui afirmando que todos os gamers “velhos” não suportam os sensores de movimento. Só afirmo que foi a maioria daqueles que vi no processo. Aliás, até acho que, em algum momento da minha vida, vou preferir os sensores de movimento para jogar jogos específicos. E não só isso: para interagir com os sistemas de entretenimento. Afinal de contas, é muito melhor dizer para o videogame o que você quer do que tentar digitar com o controle.

Bom, eu sei que com o pouco tempo que tenho no meu dia a dia, eu prefiro ficar com o controle na mão do que dançar as músicas da Lady Gaga. Mas isso porque eu  me sinto um velho cansado. Quem sabe quando eu perder os tais 14 quilos que quero até o final de 2014 (está difícil, viu…).

E você? Sentado no sofá? De pé? Qual é a sua posição preferida?


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