
Frio e chuva aqui em Florianópolis… e vamos conversar sobre cultura pop e, mais especificamente, sobre Vingadores: Doomsday, um dos próximos filmes da Marvel Studios.
A pergunta é: esse filme vai flopar?
Várias notícias de bastidores, e até mesmo de fora deles, apontam para um possível fracasso dessa produção. Há jornalistas em conflito com a Marvel e com Kevin Feige, e todos indicam que o filme enfrenta sérios problemas.
Não adianta ter os irmãos Russo na direção, grandes astros no elenco ou eventos glamorosos com cadeirinhas personalizadas para cada ator. Se Robert Downey Jr. realmente está com excesso de controle criativo na produção, o resultado pode ser caótico.
Vamos conversar sobre isso porque, ao mesmo tempo em que o filme gera muita expectativa, também provoca medo dentro da Disney, da Marvel Studios, de Kevin Feige e de todos os envolvidos. Eu sou Eduardo Moreira e esses são os meus cinco centavos sobre o caos na produção de Vingadores: Doomsday.
Investiram demais para dar errado?

Não me levem a mal: eu quero que esse filme dê certo. Eu preciso que ele dê certo porque, depois de tantos anos com a Saga do Infinito, e agora com uma narrativa que não empolgou tanto, eu mereço um final que valha a pena.
Mas eu acho que não vou receber esse final. Afinal, não adianta simplesmente trazer de volta o superastro que ajudou a construir o MCU para os cinemas e que depois saiu para ganhar um Oscar.
Não podemos esquecer que Robert Downey Jr. brilhou em Oppenheimer e levou a estatueta. Também não adianta trazer os irmãos Russo para dirigir Doomsday e Guerras Secretas sem repetir o elemento essencial da Saga do Infinito: a construção gradual de um vilão carismático e ameaçador.
Esse é o primeiro grande problema de Doomsday. Nada contra Victor von Doom; ele é um vilão respeitável, com potencial para trazer o Quarteto Fantástico para o MCU, mas não recebeu a mesma construção que Thanos teve.
E isso me preocupa. Preocupa bastante.
Eu também acho que a Marvel errou ao descartar Kang de forma tão abrupta.
Eu entendo os receios de Kevin Feige, já que o personagem não conquistou o público de imediato. Mas isso aconteceu porque, em Quantumania, o vilão foi derrotado pelo Homem-Formiga, o que tirou parte de sua ameaça.
Se o Homem-Formiga consegue vencer um ser tão poderoso, o que dizer dos Vingadores, de Thor e de qualquer outro herói? Além disso, vários filmes e séries do MCU nos últimos anos não entregaram o que prometeram.
Não podemos esquecer o desastre de Invasão Secreta, que prometeu muito e fracassou. Tivemos também As Marvels, que complicou ainda mais o universo, e Eco, uma série que eu nem terminei de assistir por falta de interesse e paciência.
Foi uma sequência de tropeços, somada à pandemia, à greve de roteiristas e à greve de atores. Tudo isso afetou as produções da Marvel de forma significativa.
Mesmo assim, eu não vejo Victor von Doom com a mesma construção narrativa que Thanos teve. É uma lástima, já que o personagem poderia mudar para sempre o MCU.
Também questiono a decisão de colocar Galactus como grande adversário no filme do Quarteto Fantástico. Se mal desenvolvido, será mais uma oportunidade perdida.
Bateu o desespero?

Todas essas tretas nos bastidores mostram como a Marvel parece perdida e desesperada. Eu até escrevi um artigo sobre isso no TargetHD.net, quando anunciaram os irmãos Russo e Robert Downey Jr. na Comic-Con, e já naquela época parecia um ato de desespero.
É verdade que estamos na zona dos rumores e que nem tudo está confirmado. Mas há boatos de que Robert Downey Jr. e Ryan Reynolds entraram em conflito durante as filmagens, e isso não surpreenderia ninguém.
Se esses conflitos são reais, o clima nos bastidores deve estar péssimo. Fala-se também que Downey Jr. estaria mudando várias coisas no roteiro, exercendo controle criativo demais.
Parte de mim torce para que tudo isso seja exagero. Não quero acreditar que a Marvel me fez chegar até aqui para entregar um final de saga medíocre.
Se Vingadores: Doomsday fracassar, todo o futuro do MCU estará em risco. Isso pode comprometer inclusive a saga dos mutantes e a forma episódica que conectava os filmes no passado.
Sabemos que essa fórmula se desgastou, mas ela não precisa ser completamente abandonada. O problema é que a Marvel transformou tudo em “lição de casa”, e assistir a todos os conteúdos para entender a história ficou cansativo.
Agora, com a Disney gastando fortunas nesse filme, que só estreia em dezembro de 2026, a expectativa é que haja tempo para corrigir os erros. Uma pós-produção cuidadosa poderia evitar os problemas de efeitos visuais dos últimos anos.
Mas, com tanto dinheiro envolvido, atores em conflito, egos inflados e controle criativo excessivo, a situação parece insustentável. O MCU deve muito a Robert Downey Jr., mas tudo tem limite.
Alguém já deve estar rindo de tudo isso…
Se Doomsday não entregar o que promete, pode ser o início de uma crise ainda maior para a Marvel. E quem deve estar rindo de tudo isso é a Warner Bros. Discovery.
James Gunn, expulso da Marvel pela Disney no passado, agora comanda o universo da DC. Ele já emplacou Superman como sucesso de bilheteria e superou todos os filmes da Marvel de 2025.
Enquanto Thunderbolts fracassou e Quarteto Fantástico deve ter desempenho modesto, James Gunn é o grande vencedor dessa disputa. Mesmo enfrentando críticas dos fãs do antigo universo da DC, ele saiu na frente.
Eu não quero que Vingadores: Doomsday fracasse. Mas, se isso acontecer, como diria Tony Stark em A Era de Ultron, vai ter muito marmanjo chorando por aí.
