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O presidente russo Vladmir Putin ainda usa o sistema operacional Windows XP, cujo suporte técnico geral chegou ao fim em 8 de abril de 2014. Se bem que a Microsoft oferece suporte específico para empresas, mas milhões de equipamentos ao redor do mundo ainda contam com essa versão sem qualquer proteção de segurança e correção de vulnerabilidades.

Provavelmente o botão vermelho do arsenal nuclear russo não depende desse computador de Putin, mas a notícia chama a atenção por ele ser um líder político relevante. Isso, e o fato dos funcionários russos estão proibidos nos aspectos técnicos de utilizar software estrangeiro pelo temor da espionagem e para impulsionar a indústria tecnológica russa.

O Windows XP foi o último sistema operacional da Microsoft a receber um certificado para o uso nas agências governamentais da Rússia. O Windows 10 só recebeu a certificação para os computadores que não contam com segredos de estado.

 

 

Os planos da Rússia para ser independente na tecnologia

A Rússia quer substituir os softwares da Microsoft e da Apple com sistemas operacionais nacionais em todos os órgãos governamentais e empresas estratégias, e quer alcançar 80% de uso do Astra Linux em toda a administração russa. O governo local quer a mesma cota para os navegadores web nacionais Yandex e Sputnik.

Outro ponto de ação do governo russo está nos smartphones. Putin evita esse tipo de dispositivo, e por muito tempo ele viu a internet com um certo receio. A Rússia realizou testes de desconexão de internet em casos de ciberataques, e a “lei anti Apple” entra em vigor em julho de 2020, onde o governo russo vai obrigar os fabricantes a pré-instalar software russo aprovado pelo governo.

Por causa de tudo isso, é curioso ver Putin usando o Windows XP no Kremlin e na sua residência oficial. A Rússia quer independência tecnológica do ocidente, mas talvez o país não esteja tão preparado assim para executar planos tão ambiciosos.

E tudo isso é válido para a administração “regular”. Em outros âmbitos, o nível é muito superior ao que poderia indicar o uso do Windows XP por Putin. A Rússia tem um dos maiores ciber exércitos do mundo, e grupos mantidos pelo governo são os supostos responsáveis por algumas das maiores campanhas de espionagem da história, além de promover ataques via malware, interferências nas eleições de outros países, difusão de fake news e outros.

Há muito tempo que vários analistas de segurança advertem que estamos no meio de uma “ciberguerra fria”, com consequências que podem ser imprevisíveis. Os grandes países contam com exércitos conectados e agências de inteligência que espionam a grande rede local, realizando todo e qualquer tipo de ciberataques.

 

Via Open Media


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