Nossa… frase forte em Brasília.

E chega a ser irônico ouvir essa frase no Senado. Acho que, se eu gritar a frase “Você não pode fazer isso, canalha…” eu acredito que acontecem duas reações:

1. 81 senadores dão risada da minha cara;
2. 81 senadores vão virar a cabeça lentamente para a minha direção.

Mas… o que seria um canalha? Qual é o conceito dessa palavra para um senador?

Mais: por que diabos Renan Calheiros teria a moral de dizer essa frase?

Logo ele?

Olha, eu prometi que eu não ia comentar muito sobre política nesse blog, mas como o nobre grupo de senadores em Brasília protagonizaram um espetáculo patético e vergonhoso em rede nacional, ficou meio impossível não comentar sobre isso.

Na verdade, eu ia comentar a ridícula postura daquela senhora chamada Kátia Abreu, que age como uma diretora de escola, querendo impor suas condições para que tudo funcione no Senado.

Ou agindo como um pombo jogando xadrez: não entende as regras, espalha as peças no tabuleiro, caga em cima do tabuleiro, vira as costas e vai embora, com o peito estufado e a cabeça erguida, achando que venceu o jogo.

Mas vamos voltar ao “Você não pode fazer isso, canalha…”.

Renan Calheiros também não podia fazer um monte de coisas, e fez? Só não pode quando é contra ele?

Se bem que um canalha consegue reconhecer o outro. Parece que é um efeito sintomático de associação direta ou afinidade conceitual.

Ou porque todo mundo lá é meio farinha do mesmo saco mesmo.

Eu poderia achar tudo muito divertido, mas essa luta desesperada pelo poder protagonizada pelo senhor Renan é tão nojenta, que eu não consigo ver a menor graça.

Até tento fazer humor em palavras escritas em uma folha branca, mas os palhaços despertam revolta no lugar de risos.

E é triste perceber que a frase “Você não pode fazer isso, canalha…” poderia servir para qualquer um dos 81 presentes em Brasília hoje e nos próximos anos.