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Todo mundo quer ser famoso nas redes sociais, pois isso pode trazer dinheiro com relativa facilidade. Ter muitos seguidores pode fazer com que marcas procurem você para divulgar seus produtos e serviços. E quando você chega nesse ponto, você se torna um “influencer”, ou influenciador.

E nem é preciso ter um número enorme de seguidores nas redes sociais para ser patrocinado. Contas com números humildes estão fazendo um bom dinheiro adotando estratégias de divulgação que estão saindo do lugar comum.

 

 

 

Conteúdo viral na base do “a união faz a força”

 

 

Uma conta com menos de 10 mil seguidores já pode receber campanhas publicitárias de marcas que podem gerar ganhos entre US$ 30 e US$ 200. Nada mal para quem não está no “Olimpo” dos influencers.

Contas cheias de memes e piadas começam a ser procuradas pelas agências porque são perfis que contam com visibilidade espontânea por parte de outros usuários. São poucos seguidores, mas com mensagens que conseguem muitos compartilhamentos e likes.

Essa manifestação viral espontânea acontece com a ajuda de amigos que compartilham esse conteúdo com dezenas de milhares de seguidores, e isso torna o processo mais espontâneo e eficiente.

 

 

 

Um “extra” para conseguir algum dinheiro

 

 

Tá, não é dinheiro suficiente para viver disso, e algumas dessas contas não compartilham conteúdos próprios na maior parte do tempo. O dono da conta nem mesmo precisa ser o autor dos memes. Mas é uma estratégia que vem funcionando tanto para os proprietários das contas nas redes sociais como para as empresas que estão divulgando com esses usuários.

Lá fora, memes com Bob Esponja, Drake e outros ícones de cultura pop ajudaram alguns usuários do Twitter a conseguir um número significativo de usuários e, por consequência, visibilidade. Algumas agências de publicidade são especializadas em procurar usuários para publicar tweets virais para promover produtos, onde os valores pagos podem oscilar entre US$ 20 e US$ 60.

E não apenas o Twitter pode ser a ferramenta procurada pelos profissionais de marketing. Facebook e Instagram também podem ser grandes fontes de renda para contas que conseguem espontaneamente engajar mensagens nas redes sociais. Alguns usuários garantem que conseguiram arrecadar até US$ 8.000 de lucros com essas campanhas. Já as marcas conseguiram até US$ 35.000 em vendas em um único mês.

O grande ponto delicado dessa estratégia é que os acordos feitos entre os influenciadores e as agências de publicidade e/ou marcas acontecem fora do Twitter, e não leva em consideração as políticas de privacidade da plataforma, e sem passar pelo processo de aprovação exigido pela rede social. E uma hora isso pode respingar em todas as pontas do processo.

Ainda que o Twitter não promova nesse momento uma “caça às bruxas” contra essas contas que realizam publicidade, é preciso ter uma maior atenção à prática. Nesse momento, a rede social do passarinho azul só toma providências sobre o assunto quando as contas são denunciadas por outros usuários.

De qualquer forma, tudo isso serve para mostrar que existe espaço para todos nas redes sociais, inclusive para campanhas de publicidade em contas que estão longe de serem gigantes na visibilidade. Vai ser interessante ver como esse movimento vai ser visto pelas plataformas.

Sinceramente? Espero que as redes sociais só peçam para que os influenciadores marquem as mensagens como anúncios e nada mais.

 

 

Via Bloomberg


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