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Desejo. Necessidade. Vontade. Esses três sentimentos se confundem e se conflitam quando falamos do mundo da tecnologia. E devem ser ainda mais requisitadas e colocadas no debate do consumo antes dos usuários começarem a pensar na compra de um relógio inteligente no futuro. Mesmo porque vamos ter que pensar muito no desejo ou na necessidade do acessório antes mesmo de tirar o cartão de crédito na carteira.

Quando eu era criança, eu me dava por satisfeito se eu tivesse um relógio bacana. Aliás, eu adorava relógios. Achava que era o sinônimo de modernidade e sofisticação da minha época de infância, principalmente quando eram os relógios digitais. Tive um monte deles, quebrei alguns tantos, e outros eu acabei economizando o dinheiro de meses de mesada para poder comprar.

Hoje, eu tenho um relógio, e em boa parte do tempo, eu acabo vendo as horas na tela do smartphone mesmo. Ou seja, o relógio não é um item indispensável para a minha rotina diária, apesar de reconhecer que falta alguma coisa quando saio na rua sem ele. Ainda de faz prático para ver as horas. Mas isso é no meu caso. Hoje em dia, tem gente que nem falta do relógio sente. Afinal, inventaram o smartphone para que você TAMBÉM possa ver as horas, não é mesmo?

Ok, deixemos a função de controle de tempo de lado. Por que você vai comprar um relógio inteligente?

Os conceitos propostos por Sony, Samsung, Apple, Microsoft, LG, Motorola e derivados (de forme especulativa na maioria dos casos) apontam para o relógio como um dispositivo complementar do seu smartphone, que vai permitir que você acesse as suas informações mais essenciais através da pequena tela do acessório de pulso, sem precisar retirar os eu gadget principal do bolso. Isso é válido pela praticidade que um smartwatch pode oferecer, além de discrição de uma rotina diária, de não precisar ficar mostrando ao mundo que você tem um Galaxy S4 no meio da Avenida Paulista.

Além disso, alguns conceitos também propõem um “elo de ligação” entre o relógio inteligente e o seu desktop, para que você possa gerenciar dados corporativos, documentos e pequenas tarefas que se intercambiariam com os dados armazenados no computador de sua casa ou seu escritório. Essa é uma proposta que limita um pouco as coisas em termos de mobilidade, e poderia ser feita de forma perfeita com os dados que você já vai transferir do relógio para o smartphone.

Em linhas gerais, me agrada a proposta de um relógio inteligente. Como bom geek/viciado em gadgets/pobre que torra toda a sua grana em eletrônicos, certamente aquela vontade de ter um produto com as mesmas capacidades de gerenciamento de dados que um smartphone convencional, a partir de um dispositivo preso ao meu pulso, é no mínimo futurista. Bom, futurista partindo da perspectiva de alguém que via os filmes de espionagem na década de 1980, onde isso já era possível no cinema e nas séries de TV.

Porém, fica difícil prever se as grandes massas conectadas se sentirão confortáveis com essa proposta. Por que gastar duas vezes uma boa quantia de dinheiro quando você pode gastar uma vez só em um smartphone?

Acho que esse é o típico caso de cada um se pesquisar, e enxergar a utilidade desse produto no dia a dia. É uma regra para todos os produtos de tecnologia, mas nesse caso em específico, que representa uma clara tentativa do mercado adicionar um novo segmento de produto, que pode ou não ser útil para os usuários, essa análise precisa ser ainda mais profunda e pessoal.

Resumindo: eu quero um relógio inteligente no futuro. Mas enquanto esse futuro não chega, eu quero descobrir como ele pode melhorar a minha vida.