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Poucas empresas geram tanto fanatismo nos fãs de tecnologia como a Apple. É quase uma religião. As pessoas que falam sobre os fãs da Xiaomi não conseguem dimensionar como era essa paixão pela gigante de Cupertino, principalmente no final da década de 1990 e no começo dos anos 2000.

Motivos para isso não faltam. A empresa sempre lançou produtos que, na visão de muitos, eram “mágicos e revolucionários”, com identidade própria e design singulares. Sem falar que Steve Jobs era um líder carismático, apesar de todas as opiniões divergentes que algumas pessoas podem ter sobre a sua personalidade forte.

Logo, produtos que vão além dos itens de tecnologia e que envolvem a marca Apple acabam naturalmente chamando a atenção dos fãs da empresa e de outros segmentos. Agora, pense no efeito colateral que um tênis da Apple pode ter. Sim, um tênis. Pois o tênis é um dos poucos produtos do mercado em geral que pode fazer com que as pessoas se acumulem em filas nas portas das lojas (algo que, no momento em que esse post é produzido, não é possível por causa da crise do coronavírus).

As pessoas são capazes de cometer verdadeiras loucuras para adquirir produtos de tecnologia ou pares de calçados em edições limitadas. Nos dois casos, as versões antigas, edições especiais ou itens muito difíceis de serem encontrados acabam gerando muito dinheiro no comércio de revenda. Quanto mais raro, mais caro.

De novo: combine os dois mundos, e você pode encontrar números surpreendentes. E isso voltou a acontecer recentemente.

 

 

 

Um tênis esquecido na década de 1990

 

 

No meio dos anos 90, depois da saída de Steve Jobs, a Apple tomou uma decisão: entendeu que seria uma boa ideia produzir um tênis com o logo da empresa para os seus funcionários. Duas décadas e meia depois, um desses exemplares desse tênis foi comprado online em um leilão promovido pela Heritage Auctions. O preço final do calçado foi de impressionantes US$ 10 mil.

Mesmo que o preço pareça absurdo, ele não chega perto de outros calçados leiloados ao longo da história. O recorde de dinheiro arrecadado para essa categoria foi em um par de tênis de corrida da Nike, o primeiro modelo criado pelo fabricante em 1972, por um preço final de US$ 437.500. Um valor elevado demais para um calçado velho.

Leilões de produtos raros normalmente terminam com preços elevados. Não faz muito tempo de Jerrold C. Manock, que foi o funcionário #246 da Apple, leiloou sua coleção pessoal de lembranças da empresa. Entre os itens, estava um contrato para o Apple II assinado por Steve Jobs, que tem um valor de US$ 37.023. Também tinha um Apple Power Book igualmente assinado por Jobs, por US$ 10.137, e um Apple-1 que foi vendido por US$ 363.969.

Nada mal para um conjunto de lembranças do seu trabalho.

Não sei se eu pagaria tanto dinheiro por esse tipo de coisa. Teria que ser um colecionador convicto e passional. Mas… não posso condenar o cidadão que tirou o cartão de crédito da carteira para pagar pelo item. Estamos falando de objetos muito raros, que são parte da história de uma das maiores empresas de tecnologia do mundo.

E muitos encaram esse tipo de aquisição como um grande investimento para o futuro.

 

 

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