Quem não queria ter o novo iPad Pro 2018?

Tá, eu sei que tem gente que vai gritar um “eu não queria” lá no fundo do ônibus. Mas eu sei também que muita gente gostaria de ter esse tablet para chamar de seu. Eu mesmo gostaria de ter esse tablet. Não acho que ele poderia substituir o meu computador portátil, mas seria uma ótima ferramenta de produtividade.

Porém, sem medo de errar, eu considero o iPad Pro 2018 um produto quase impossível de ser adquirido por um mero mortal.

E, por incrível que pareça, o fator preço é apenas um único fator dentro dessa equação.

A nomenclatura do portfólio de tablets da Apple ficou um pouco mais complexa. Temos agora iPad Pro, iPad (só iPad) e iPad Mini. Três desses modelos são Pro, dois de 2018 e um de 2017. O iPad Mini ficou apenas como iPad (ou iPad de quarta geração, para uma melhor segmentação).

O quinto iPad é o modelo com tela de 9.7 polegadas, lançado esse ano, e que tem como diferencial o suporte para o Apple Pencil.

Cinco modelos. Dois deles com a mesma nomenclatura, onde a diferença de formato só se ilustra quando vemos fotos dos modelos, e não pela própria nomenclatura em si.

Sem falar que, dentro desses cinco modelos, temos nada menos que 28 variantes dos dispositivos, com diferentes configurações de armazenamento e conectividade (WiFi ou WiFi + 4G).

Percebem a problemática?

Não sabemos se a Apple “deu bobeira” em não colocar nomes melhores para os seus diversos tipos de produtos, ou se ela fez de propósito mesmo para confundir a mente dos mais leigos. Fato é que o portfólio de tablets da empresa virou uma bagunça completa, e isso fatalmente vai confundir a cabeça dos mais leigos.

E… sinceramente? Não acho que a Apple vai consertar isso. Pois ela sabe que é mais lucrativo confundir do que explicar.