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Hispters. Pessoas estranhas? Um modo alternativo de ver o mundo? Um jeito estranho de se viver? ou apenas pessoas que querem ser diferentes? Antes que eu diga “nessa noite, no Globo Reporter”, temos que ter em mente que, hoje, você querendo ou não, os hipsters estão em todos os segmentos da sociedade. Desde as socialites de São Paulo/Rio de Janeiro até aquele mendigo que mora na esquina do seu prédio, que não gosta de pão com ovo, preferindo pão com mortadela por ser algo mais “blasê”. E, pelo visto, temos também os hipsters da Apple. Aquela ramificação de xiitas que se orgulhava de serem os poucos seres do planeta que utilizavam os produtos da empresa antes deles se tornarem “populares”.

Pois bem, esses mesmos hipsters hoje reclamam do curso que as coisas tomaram. Segundo uma matéria publicada pelo BGR.com, os usuários mais “roots” (e esquisitos) dos produtos da Apple entendem que a empresa já foi melhor no passado, quando quase ninguém usava os seus produtos. Vão além: uma vez que a empresa se tornou “cool”, conhecida e consumida por mais e mais pessoas, ela perdeu a sua qualidade, se tornando uma empresa menos eficiente e mais “popularesca” É uma frase bem hipster, se pararmos para pensar.

Alguns argumentos são bem absurdos. Blogueiros norte-americanos neuróticos afirmam que “o fascínio de usar um produto obscuro, mítico e de difícil acesso para a maioria foi tomado por pessoas que usam um iPad apenas para ler e-mails e acessar o Facebook”. Que mal há nisso? Minha esposa, por exemplo, tem um iPad para, basicamente fazer isso. Já outros se incomodam com o fato do OS X ter se tornado um sistema operacional “for dummies”, e muitos até acreditam que a Apple foi, por muito tempo, “arrogante” com os seus fãs por muito tempo.

Não diga…

Já outros são mais conscientes. Observam aspectos mais sérios do problema e dignos de preocupação, como por exemplo os diversos problemas detectados no iOS, com atualizações quase semanais para corrigir bugs. Afirmam que essa grande quantidade de erros nada mais é do que o reflexo da busca desenfreada para alcançar um grande número de usuários, e iniciativas como o iOS Maps nunca teriam sido tomadas se a empresa não buscasse a todo custo mostrar ao mundo que é auto suficiente em todos os sentidos. Algo que o tempo provou que não é.

Amigos hipsters, não fiquem tão preocupados se o mundo mágico não existe mais. Na verdade, ele nunca existiu. Os tempos mudaram, as necessidade são outras, e a própria Apple precisa mesmo buscar um novo público. Afinal de contas, são negócios. Se popularizar não é algo ruim, até porque ainda são as vendas que fazem o mundo girar, e não o fator “exclusividade”. Como qualquer empresa que se preze, a Apple não pode mais pensar em um gruo específico de usuários. Pode pensar sim em um perfil de produto, em um nível que acho que deve ser mantido.

Agora, ser exclusivista, nos dias de hoje? Nem ela pode se dar a esse luxo com o mundo em crise.


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