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Você sentiu a minha falta no Twitter?

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Vocês sentiram a minha falta no Twitter?

Posso imaginar que não.

Nos últimos anos, estou bem menos participativo no Twitter, por entender que essa rede social (assim como várias outras, principalmente o Facebook) está muito tóxica, com um espaço exagerado para discursos de ódio e fake news. E procurei ficar longe disso.

Porém, tal e como acontece com qualquer pessoa que gosta de ver o desastre e não foge dos respingos de coliformes fecais quando alguns políticos abrem a boca, de tempos em tempos eu estou lá, defendendo minorias, discursando contra o autoritarismo e levando blocks de pessoas que nem pensar sabem, que dirá escrever no Twitter.

Acontece que eu fui verborrágico demais com o “alecrim dourado que foi colhido nos campos da Noruega” que está em Brasília (quem entende dos paranauês da internet sabe de quem estou falando), que não admite de jeito nenhum ser criticado, ofendido ou xingado…

…e, por causa dele, o Twitter Brasil me deixou uma semana de castigo, para pensar no que fiz.

Pois bem. Eu pensei sobre o assunto.

 

 

 

O que eu penso do Twitter Brasil?

É o mesmo Twitter Brasil que deixa alguns projetos de Hitler por aí discursarem contra pretos, gays, índios, pobres e outras minorias. O mesmo que permite que políticos espalhem verborragias e notícias falsas sem qualquer tipo de controle.

O mesmo Twitter Brasil que, na sua página para denúncias de contas ou publicações, não tem uma opção para denunciar o compartilhamento de notícias falsas, permitindo que projetos de jornalistas que vivem nos Estados Unidos espalhem notícias sobre parada cardíaca de jogador de futebol falsamente relacionada com vacina contra a COVID-19.

Como eu sei que o Twitter Brasil não pode me barrar no meu blog, eu digo: essa plataforma está ficando cada vez mais hipócrita. Aliás, discurso de ódio contra certas pessoas no Brasil deveria ser considerado mero desabafo: entre odiar alguém e ser responsável pela morte de meio milhão de brasileiros, eu prefiro assumir o crime da primeira opção.

Tá, Eduardo… calma… respira…

Eu não fiquei indignado com a decisão do Twitter Brasil. Afinal de contas, eu chamei o “alecrim dourado” de bosta (e a bosta veio me processar por difamação), e sugeri que ele beijasse o Hitler na boca no inferno. E, até onde eu sei, nem o Hitler quer isso.

Por isso, entendo que a decisão do Twitter foi correta. Agora, o imbecil do Terça Livre que fica compartilhando mentiras criminosas dentro da rede social continuou com a sua conta ativa, sem qualquer problema.

Dois pesos e duas medidas, Jack Dorsey?

Talvez.

Mas não sou o cara que vai se abalar por isso. Não vou abaixar o tom para essa raça de gente que se trasveste de moralista e “cidadão do bem” para disseminar o que há de pior na raça humana. Ainda quero ser uma das vozes que vão se levantar contra tudo isso, e testemunhar de perto a queda desse império de terror.

Sim. Pois eles vão cair. É tudo uma questão de tempo.

Mas… então… sentiram falta de mim no Twitter?

Porque… confesso… não senti tanta falta do Twitter como eu poderia imaginar…


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