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Windows 11, e o TPM que gera desconforto

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Eu, você e todo mundo que tem QI acima de 90 sabem muito bem que nenhuma empresa dá ponto sem nó. Ainda mais uma empresa como a Microsoft que, durante décadas, foi vista como “a filial do anticristo” por muitas pessoas.

O lançamento do Windows 11 trouxe um exército de Cavalos de Troia para muitos usuários. E fez isso sem danificar computadores com malwares. Bom, quero dizer, pelo menos por enquanto: o que garante que aquele software de verificação de compatibilidade não vai devorar os meus jogos instalados no notebook?

Mas vamos deixar a paranoia de lado e explicar por que a manobra do TPM é uma estratégia elaborada pela gigante de Redmond para impulsionar a venda de computadores.

 

 

 

Primeiro, determine a morte do Windows 10…

 

 

Uma semana antes de lançar o Windows 11, a Microsoft decidiu matar o Windows 10, dando um dia D (já podemos usar essa piada?) para o fim do suporte ao sistema operacional: 14 de outubro de 2025.

Após esse dia, todos os computadores com Windows 10, independente de sua configuração, ficarão por sua conta e risco, pois não mais recebem atualizações de segurança. E como ninguém quer ter que conviver com esse tipo de risco, o caminho natural é a compra de um novo computador.

Porém, para evitar que o “efeito Windows 7” ou “efeito Windows XP” se repita dessa vez, já que muitas pessoas decidiram utilizar essas versões do sistema operacional da Microsoft em modo “ad eternum” pelos mais diferentes motivos, a galera lá em Redmond decidiu colocar um passo adicional para garantir que todo mundo vai mesmo migrar para o Windows 11, mais cedo ou mais tarde.

 

 

 

…e depois, exige o TPM 2.0

 

 

O trocadilho pode ser infame, mas finamente os nerds e geeks vão descobrir o desconforto que as mulheres sentem de tempos em tempos quando se derem conta da importância do TPM 2.0 em suas vidas.

A Microsoft, bem esperta, decidiu EXIGIR que, para o seu computador desktop ou notebook funcionar com o Windows 11, ele precisa ter o chip TPM 2.0 ativo. O Trusted Platform Module oferece algumas camadas adicionais de segurança ao conjunto técnico do equipamento, tornando o mesmo mais resistente aos ataques virtuais de malwares ou ransomwares.

A questão aqui é que esse tipo de chip só está presente em computadores cujos processadores foram fabricados e lançados de 2017 para frente. Ou seja, a Microsoft estabeleceu um ciclo de vida válido para diversos computadores com 5 ou 10 anos de vida que ainda estão rodando o Windows 10 sem maiores problemas neste exato momento.

Ou seja, se você quer ter o Windows 11 funcionando no seu computador de trabalho que tem mais de 5 anos de vida, pode esquecer. A não ser que você compre um novo processador para o seu desktop (o que, em muitos casos, implica na compra de uma nova placa-mãe, RAM e placa gráfica), comprar um novo computador é a dolorosa saída nesse caso.

 

 

 

Microsoft ditando as regras (de novo)

 

 

Até gostaria de criticar mais a Microsoft por suas táticas, mas eu bem sei que faz muito tempo que ela faz isso com o mercado de informática como um todo. A Apple faz a mesma coisa com o iPhone e ninguém fala nada (ou todo mundo se cansou de reclamar), de modo que a gigante de Redmond está na dela neste caso.

Porém, é impossível não dizer que é a velha Microsoft impondo as regras do jogo, forçando um “vamos seguir em frente” e apostando em uma relativa obsolescência programada para aquecer as vendas no mercado de PCs, algo que é do interesse direto da empresa.

Podemos sim discutir a validade do movimento pelo simples fato que a Microsoft fez um ótimo trabalho de otimização no Windows 10, algo que deve continuar no Windows 11. E essa mesma otimização permitiu que vários computadores do passado funcionassem bem com o atual sistema operacional.

Agora, esses mesmos computadores ou vão ter que receber alguma distribuição do Linux para seguir funcionando, ou estão entregues à própria sorte. E não são poucos os equipamentos que estão nessa condição.

No final das contas, muita gente vai sair perdendo com a manobra, e só o tempo vai dizer se a Microsoft acertou ou não nessa estratégia. E, o mais importante: vamos ver como essa decisão vai impactar no mercado de informática como um todo, pois a venda de componentes podem despencar (já que não faz tanto sentido assim fazer upgrades), o mercado de revenda será afetado e os demais setores ao redor vão sentir as consequências dessa decisão.

Então… agora você entende como a sigla TPM pode gerar um desconforto enorme para qualquer pessoa?


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