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Windows perdeu 20% de mercado em 10 anos

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Onde você estava em 2011?

Eu ainda estava em Araçatuba (SP), ainda estava casado, e ainda utilizava o Windows 7. Eu e a grande maioria dos usuários que não aderiram ao Windows 8. Naquela época, os smartphones ainda não eram uma força dominante, e pelo menos 95% do mercado de informática utilizavam o Windows.

O tempo passou, o perfil do usuário de tecnologia mudou, e o Windows perdeu em torno de 20% de cota de mercado em 10 anos, de acordo com os dados da StatCounter. O mercado ficou mais diversificado, com plataformas como macOS, ChromeOS e Linux ocupando um espaço maior com diferentes grupos de usuários.

Por isso, a Microsoft entendeu que mudanças eram necessárias. A primeira delas veio com o Windows 10, o até então “último Windows da história”. E agora, temos o Windows 11, a próxima fase do sistema operacional de Redmond.

 

 

 

Mudar é preciso, pois a concorrência existe

De todos os produtos ou serviços da Microsoft, o Windows foi o único que perdeu espaço de mercado nos últimos 10 anos. O que não chegou a ser um grande problema para a empresa manter o legado do sistema operacional, já que muitos usuários e empresas ainda são dependentes da plataforma até hoje.

O que se percebe é que a Microsoft ao menos procura aprender com os erros. Forçar a barra com o Windows 8 e sua interface inovadora fez com que algumas pessoas ficassem no Windows 7 até 2016, ano de lançamento do Windows 10 (o melhor Windows de todos os tempos, na minha modesta opinião), e isso foi um problema para o pessoal de Redmond, que levou tempo demais para seguir em frente com o seu sistema operacional.

E não podemos dizer que a Microsoft não seguiu tentando mudar as regras do jogo, já que as iniciativas do Windows 10S e Windows 10X deixam isso muito claro. Porém, nenhuma delas vingou porque não tinham bases sustentáveis para iniciar essa nova fase ou próximo nível do software.

O Windows 11 é mais uma tentativa de mudança para este sistema operacional que é necessária. Não apenas para renovar a cara do software, mas para apresentar conceitos novos de uso, oferecendo assim um maior dinamismo para usuários que esperam por novidades.

Sabemos que o novo Windows recebe vários elementos de versões alternativas do Windows 10 que foram canceladas recentemente, e sua missão em convencer os mais céticos é bem complicada. Por outro lado, se a Microsoft não o fizer, corre o sério risco de ficar para trás para outras propostas de sistema operacional em diferentes plataformas e dispositivos.

 

 

 

E, de repente… Windows 11

O que muitos esperam é que o Windows 11 seja um ponto de inflexão. O simples fato do sistema operacional contar com suporte para aplicativos nativos do Android oferece uma nova perspectiva para o usuário, indo além do que o macOS já poderia fazer de forma plena, mas que a Apple ainda está em uma fase de transição com os novos processadores que permitem a integração com apps do iOS.

Se os desenvolvedores se sentirem seduzidos com a oferta de 100% das receitas para eles, o impulso que o Windows 11 pode ter é enorme, recebendo aplicativos de diferentes fontes e plataformas em sua loja, que tem tudo para se tornar extremamente atraente para os usuários.

Nadella destaca que estamos diante de uma nova era para o Windows, abraçando de vez o código aberto, nos games na nuvem, na integração de diferentes plataformas e em um Windows 11 flexível, com nova proposta visual e conceitos renovados.

Se tudo isso vai dar certo (especialmente com essa obrigatoriedade do TPM 2.0), só o tempo vai dizer.


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