O site The Verge causou um verdadeiro rebuliço hoje (12), ao levantar um rumor sobre os planos da Microsoft em permitir a execução nativa dos aplicativos do Android nos seus sistemas operacionais Windows (Windows e Windows Phone). A estratégia seria semelhante a adotada pela BlackBerry  com o novo BlackBerry 10 OS, onde os aplicativos da plataforma da Google poderiam ser adaptados para a plataforma móvel dos canadenses, sem maiores dificuldades.

O principal objetivo dessa suposta manobra é um só: resolver de uma vez por todas a carência de aplicativos no Windows Phone (principalmente). Com essa iniciativa (na teoria), os desenvolvedores poderiam investir mais tempo em oferecer os seus aplicativos para o sistema operacional da Microsoft.

Mas isso, lembrando, é uma teoria. Na prática, também pode ser um tiro no pé.

Ao priorizar a quantidade de aplicativos, a Microsoft automaticamente abre mão do interesse dos desenvolvedores na sua própria plataforma, o Windows Phone. Na prática, caso a ideia vingue, a Microsoft estará dizendo “queremos mais aplicativos no Windows Phone, não importa de onde venham”.

Mas talvez seja realmente isso o que a Microsoft quer: a quantidade de aplicativos. Até porque, ao que tudo indica, nem mesmo os usuários do Windows Phone estão muito interessados se os aplicativos são específicos para o sistema. Desde que sejam aplicativos… é o que importa.

Aliás, se esse rumor se transformar em realidade, o temor maior de alguns executivos da junta diretora da empresa está na possibilidade da eventual “morte” gradativa do Windows Phone. Tá, é uma visão meio apocalíptica, mas eu não duvido de mais nada a essa altura do campeonato.

Particularmente, me agrada a possibilidade de ver o Windows Phone recebendo mais aplicativos e soluções, mesmo que seja às custas de uma assinatura de um atestado de fracasso da Microsoft. Ainda vejo a gigante de Redmond meio atrapalhada na sua estratégia de expansão do seu sistema operacional móvel. Parece até que, com a compra da Nokia, “herdou” as decisões patéticas dos finlandeses (quem acompanhou a Nokia de 2009 para cá, sabe do que estou falando).

Não vou aqui ficar zicando a Microsoft. Na verdade, quero mais é que dê certo, de alguma forma. Só me pergunto como pode ser possível dar certo. Bom, até dá pra imaginar: a Microsoft quer o mercado de entrada, dos smartphones mais básicos, que é onde o Windows Phone realmente está fazendo o seu nome.

E eles sabem que, sem ter os principais apps presentes no Android, eles não tem a menor chance.

Logo, a aposta até faz sentido. Ao mesmo tempo que não faz tanto sentido assim. A não ser que a Microsoft, em um belo dia, desista dessa história do Windows Phone, se foque no produto (utilizando o expertise da Nokia), e lance smartphones com o sistema Android.

Por mim, as duas alternativas estão valendo. Principalmente se for a segunda opção.

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