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Xbox quase não existiu, porque Bill Gates odiou o projeto

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Essa é uma daquelas histórias curiosas do mundo da tecnologia que devem ser compartilhadas, pois poderiam mudar o cenário geral tal e como conhecemos. E saber que Bill Gates odiou o primeiro Xbox a ponto de considerar o seu cancelamento (ou não lançamento) é algo que conforta o coração de muitos.

O primeiro Xbox não foi tão bem recebido quanto esperado, e o console da Microsoft só engrenou mesmo no Xbox 360. Para a sorte de muitos, aquele projeto detestado por Gates chegou ao mercado. Porém, para outros tantos que não gostaram do primeiro console de videogames da gigante de Redmond, essa rejeição agora está mais que justificada.

Mas… como tudo isso aconteceu?

 

 

 

A pergunta de US$ 1 trilhão

 

 

Ed Fries, um dos criadores do Xbox, decidiu explicar como foi a árdua tarefa em apresentar o produto e, principalmente, convencer Bill Gates e Steve Ballmer que o console de videogames valia a pena.

Na verdade, Gates demonstrava uma considerável resistência em entrar no mercado de videogames, e ao final da apresentação de Fries, chegou a afirmar que o Xbox era “um insulto a tudo o que estamos fazendo nesta empresa”.

Quem comprou o primeiro Xbox pode dizer melhor por que entende a rejeição de Gates, mas a verdade é que, naquela época, o mundo dos videogames era algo completamente desconhecido para a Microsoft. E, como todo mundo sabe, o desconhecido pode gerar o medo e desconfiança em qualquer pessoa.

Até mesmo em pessoas como Bill Gates e Steve Ballmer.

Antes estavam convencidos que o Xbox não faria nenhum sentido. A Microsoft iria perder dinheiro com o projeto (na verdade, a gigante de Redmond tem prejuízos até hoje com as vendas de consoles, e só obtém lucros com a venda de jogos e serviços como Xbox Live Gold e Game Pass Ultimate), que o produto teria um preço final elevado e que, definitivamente, os negócios da empresa caminhavam para outra direção.

Depois de horas de reunião, alguém fez uma pergunta que, hoje, custa mais de US$ 1 trilhão para a Microsoft:

 

 

 

“O que acontece com a Sony?”

 

 

Fries e sua equipa estavam trabalhando no projeto de desenvolvimento do Xbox por aproximadamente um ano, e estavam convencidos que produzir o console de videogames naquele momento era a decisão correta. Por isso, ele insistiu sobre isso com Gates e Ballmer por horas naquela reunião, que acontecia no Dia de São Valentim nos Estados Unidos, o equivalente ao Dia dos Namorados no Brasil.

Então, alguém que assistia à apresentação naquela reunião como “observador” levantou a mão e perguntou: “o que acontece com a Sony?”.

A pergunta veio acompanhada de uma reflexão muito interessante:

“A Sony está invadindo gradualmente as salas de estar da casa dos usuários. Processador de um lado, memória de outro, disco rígido em outro canto. Se ela decide juntar tudo isso, pode ser uma ameaça para a Microsoft”.

Tudo isso fez com que Gates e Ballmer voltassem seus pensamentos para uma perspectiva que, até então, eles não conseguiam enxergar. Depois de se perguntarem sobre o que está acontecendo com a Sony e pensar por alguns instantes, a dupla afirmou:

“Pessoal, vou oferecer para vocês o que precisam. Vou aprovar o plano e deixar que vocês façam o que quiserem, oferecendo todos os recursos necessários. Vocês serão separados do restante da empresa para que ninguém possa interferir neste projeto.”

Se a pergunta não acontecesse, o Xbox jamais existiria. E a Sony estaria reinando de forma onipresente no mercado de videogames, já que a Nintendo não teria capacidade de competir em pé de igualdade, e todo mundo sabe que a SEGA naufragou dentro do segmento.

Mas como todo mundo queria saber o que a Sony estava fazendo… temos a história como ela é hoje: com uma acirrada competição entre Microsoft e Sony no mercado de videogames.


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